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24 09 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro 4x3 Figueirense

Figueirense x Cruzeirense

 

O dia era mais um para tudo poder dar certo. Depois do tropeço em casa diante do Palmeiras, e das sucessivas críticas ao meio/ataque do time, esperava-se mesmo uma resposta do grupo aos brios feridos...

 

Mas a estória não foi bem essa. O jogo começou quente, rápido, movimentado, e as equipes não mostravam preocupações com marcação. Dava impressão que todos os dois times queriam fazer gol a qualquer custo, sem se importar com as contenções ao adversário.

 

O Figueirense por desespero e pura incompetência técnica. E o Cruzeiro, bem, tirando o desespero, poder-se-ia mesmo dizer incompetência, já que todos os gols do Figueira se deram mais por deméritos da defesa azul, em falhas bizonhas, do que propriamente por êxitos dos donos da casa.

 

Mas o Cruzeiro não tem insuficiência técnica que justifique tantos equívocos defensivos? Como pode um time que luta pelo título, levar 3 gols de um candidato ao rebaixamento, e todos eles em respostas às vantagens no placar construídas pelo visitante?

 

Sinceramente, não encontro respostas. Todos os gols levados pelo Cruzeiro foram de falhas coletivas, começando por erros infantis de marcação no meio-de-campo, as tradicionais paradas na jogada esperando o árbitro apitar irregularidade enquanto o adversário avança, até os antigos quadros do quarteto "Trapalhões" da rede Globo, protagonizados por Jonathan, Thiago Heleno, Espinoza e Fábio.

 

O jogo de hoje foi teste pra cardíaco. Após abrir o placar com alguma facilidade, o Cruzeiro toma o primeiro gol em  falha geral de todo o time. A bola perdida em lance de suposta irregularidade de toque de mão do Figueira vai indo de pé em pé até chegar ao gol azul com trapalhadas de Jonathan e Tiago Heleno e sobra para o atacante, sozinho, na cara do gol, chutar no canto do Fábio, que sequer reage.

 

O Cruzeiro volta a fazer o seu gol, e tomar a frente no placar, e a errar gols incríveis com Tiago e Guilherme. E novamente, em seguida, em falhas coletivas da defesa, protagonizados por Tiago Heleno que não marca o jogador do Figueira que cruza, e Espinoza que fica olhando, o atacante cabeceia sozinho, no meio do gol, em cima do Fábio, e ele consegue fazer uma "manchete" de voley, e jogar a bola pra dentro do próprio gol.

 

Claro que a culpa não é do Fábio, ele nunca teve culpa por nenhuma falha. Aliás, já falhou? Lembram do jogo com o Ipatinga no turno do Brasileiro, quando a culpa era dos holofotes do estádio? Ontem, a culpa foi do gramado. Sem mais, já que a fase do arqueiro no ano é muito boa. Mas, por favor, engolir as desculpas pelas falhas é muito indigno para quem ser vitorioso na carreira. Enfim, vida que segue, já que após tomar o terceiro gol, ele evitaria o quarto em lance de contra-ataque do Figueirense.

 

O balanço positivo do jogo fica por conta do ataque, que produziu bem, e a despeito dos quatro gols marcados, teve outras boas chances para seguramente serem feitos seis ou sete gols no total. Tiago vem encaixando muito bem, dando a impressão que parece ser o companheiro que o garoto Guilherme precisava, que em alguns lances aparenta ser até displicente. Wágner, a despeito de alguns bons lançamentos precisos, mais uma vez, não encantou, como dele se pode esperar.

 

O destaque negativo, já foi feito, todo o setor defensivo. O Cruzeiro sentiu a falta do bom futebol de Marquinhos Paraná, Fabrício e Ramirez. Talvez por isso tantos erros de marcação do meio-de-campo estourando na defesa.

 

Nas laterais, o esquerdo não comprometera, e Maurinho provara que de muletas parece ser mais produtivo que o fraquíssimo Jonathan, que não marca, não apóia, e não usa o físico avantajado que dispõe, nem na pior ou última das hipóteses da jogada.

 

Que o time arranque um ou três pontos em São Paulo, que a tabela de Outubro é muito favorável ao time azul. O Cruzeiro está no páreo!

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17 09 08
Cartao 5 Estrelas

COMO O CARTÃO 5 ESTRELAS PODERIA FIDELIZAR MAIS TORCEDORES NO INTERIOR? SUGESTÕES E PERSPECTIVAS

 

Nas últimas colunas, tivemos várias manifestações, críticas e sugestões para a melhoria do serviço do “Cartão 5 Estrelas”, cumprindo destacar que um coro muito forte que ecoou nas discussões foi no sentido de como o “Cartão 5 Estrelas” poderia ser enfocado para os diversos torcedores celestes de cidades mais distantes da capital mineira, assim como em relação a outros Estados.

Nosso espaço do blog, nessa oportunidade, trará em debate o que o departamento de marketing poderia fazer para que esses torcedores possam fidelizar ao programa do “Cartão 5 Estrelas” de forma a agregá-los na massa por nós idealizada de 105 mil associados.

Antes de tudo, é importante destacar que temos que ter em mente que a grandeza do nosso Cruzeiro não se resume apenas à grande BH, muito menos ao Estado de Minas Gerais. A amplitude da nossa torcida alcança todos os Estados da Federação e Distrito Federal, além de vários países, razão pela qual, a dimensão de fidelização da nossa torcida tem que visar a mesma dimensão.

Só para se ter uma idéia e para mostrar um pouco da dimensão de nossa imensa torcida, logo no primeiro jogo do Cruzeiro na Taça Libertadores desse ano, no Mineirão, contra o Real Potosí, eu (Rafael Pena) estava na cidade de Vitória/ES a serviço. Chateado de não poder estar no Mineirão, logo tratei de procurar um bar ou restaurante para assistir o jogo. Na oportunidade, meu primo que mudou para Vitória/ES para trabalhar na Vale, me levou a um bar, chamado “Mordomia”.

Chegando lá não pude crer na dimensão da torcida celeste na capital capixaba. Éramos mais 500 torcedores aglomerados num bar de uma praça, todos vestidos a caráter, entoando os mesmos cânticos de incentivo que cantamos no Mineirão, nas mesmas resenhas pré e pós-jogos sobre o time, a Diretoria, sobre o jogo.

Fique orgulhoso de saber que tínhamos quase o mesmo tanto de  torcedores numa praça, num bar para assistir em duas ou três TVs, que num jogo de série A, como por exemplo Ipatinga x Figueirense.

Da mesma forma, fiquei me perguntando como poderia ser o encontro dos nossos torcedores noutras capitais, cidades e países, todos com o mesmo intuito de ver o melhor de Minas esbanjar seu futebol cinco estrelas.

Finda a fase de devaneios, comecei a conversar com alguns torcedores que situavam ao lado de minha mesa, especialmente sobre a forma com que os mesmos tinham acesso às coisas do clube, às notícias, aos produtos, às informações, e, mais uma vez pude constatar que – não só na capital capixaba, mas, provavelmente em todas as demais localidades – a busca desses itens seria praticamente um ato de extremo amor, vez que as dificuldades e a escassez de produtos e informações são grandes.

Ao que parece, nessas regiões, a atuação do departamento de marketing é muito precária. Praticamente tudo o que chegam a esses torcedores advém de consultas na internet nos sites dos jornais de BH, das torcidas organizadas, sendo que os muitos daqueles com quem conversei praticamente desconhecem do programa do “Cartão 5 Estrelas”.

Voltei com uma impressão positiva e outra negativa daquela viagem.

Chegando em BH, eu e o meu colega colunista, Bruno Bechelany, conversamos muito a respeito e em uníssono concluímos que não há como deixar de fora os torcedores de regiões mais distantes da capital mineira, que, em tese, poderiam ser bem-vindos ao projeto da independência financeira pelos 105.000 associados.

Contudo, a conclusão que chegamos foi: “Como fazer com que o “Cartão 5 Estrelas” seja atrativo para essa enorme massa de torcedores?”

Por diversas vezes as atitudes de marketing foram no sentido de atender à parcela baseada na capital e adjacências, do que não podemos concordar.

Nesse sentido, entendemos que o departamento de marketing celeste deveria, no mínimo, traçar e desenvolver dois tipos de cartão: um para os torcedores mais próximos, e, outro para aqueles mais distantes e que não detém a mesma disponibilidade de locomoção para jogos como nós da capital de Minas.

No nosso sentir, poderiam ser adotadas, inicialmente, estudos sobre a viabilidade de se criarem modalidades de cartões diferenciados para o pessoal de outras cidades, oferecendo-lhes vantagens diferenciadas – para compensar a impossibilidade de locomoção para todos os jogos – como, por exemplo, criar um kit-torcedor composto de camisa, adesivos, faixas e ingresso para tantos jogos por ano, para aqueles que fidelizarem ao programa e manterem-se ativos por no mínimo um ano.

Outra hipótese: Permitir que torcedores de da cidade que mais agregar pontos do programa de fidelidade ou mesmo adesões e cartões ativos, ao final do ano, possam ter um jogo amistoso na referida cidade. Isso poderia estimular uma disputa sadia de adesões por parte das diversas cidades com reduto celeste.

Ainda: No ato da contratação do “Cartão 5 Estrelas”, imediatamente tornar o torcedor assinante da revista do Cruzeiro, sem custo algum ao mesmo (desde que adimplente com o seu plano de cartão) ou mesmo tornar mais fácil o esquema de troca de pontos por camisas ou pertences do clube (querendo ou não, uma camisa que se vê na rua já é, por si só, um meio de divulgação da própria marca celeste).

Enfim, o desafio que se faz, a nosso ver, seria de justamente almejar atender aos torcedores do interior e de outras cidades brasileiras, tornando o projeto dos 105.000 torcedores algo mais viável, a fim de pormos um ponto final na máxima de que “para que o clube não fique no vermelho, será preciso que vendamos um ou mais craques”.

Sendo assim, contamos com a participação dos leitores da presente coluna com o envio de sugestões e críticas construtivas para a adoção do ideal da independência financeira do clube através dos seus associados, até porque, as sugestões aqui levantadas não são bandeiras nossas, mas, simplesmente idéias que poderiam ou não ser adotadas com esse fim. Saber se as mesmas têm viabilidade ou não, só através do debate saberemos.

Vamos fazer essa realidade acontecer. Vamos nos unir no ideal de 105.000 associados no Cartão 5 Estrelas e fazer a reflexão: O que você pode fazer pelo Cruzeiro? O que podemos fazer em conjunto pelo Cruzeiro? Mandem suas sugestões! Façam o seu papel e ajudem a implantar as boas idéias.

O céu é o limite. No céu há cinco estrelas que carrego no peito.

Bruno Bechelany e Rafael Pena

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15 09 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro0x1Palmeiras
 

Decepção

 

Voltamos a resenha de hoje com a triste missão de debater o jogo de hoje do Cruzeiro contra o Palmeiras.

 

Clima todo a favor: líder derrotado na véspera, casa cheia, 50 mil azuis no estádio, e tarde de muito sol.

 

Adversário sem a dupla de ataque, e o Cruzeiro com mais de uma semana de tempo de preparação para o embate.

 

Tudo perfeito não fosse a ciência do que estaria por vir, a derrota. Não que o Cruzeiro tenha jogado mal o jogo, mas caiu na liçada do destino.

 

O time jogava com ímpeto, exercendo um domínio até muitas vezes estéril, mas ainda assim criando chances de gol, com pecadas fatais e capitais que fariam a diferença no resultado final.

 

Wagner, de quem sempre se espera muito, errara duas grandes oportunidades de gol ainda no primeiro tempo, uma em cabeçada sozinho na área, por cima da meta, e outra logo após o time tomar o gol, em chute cruzado onde pretendeu tirar tanto do alcance do goleiro, que tirou também da possibilidade da meta.

 

O Cruzeiro toma um gol num dos pouquíssimos lances de ataque do time verde, onde a defesa falha fazendo a linha burra, e Fabrício mais ainda por não insistir na jogada após o desprezo da arbitragem pela marcação do pretendido impedimento.

 

Incrível é que o Diego Souza teve tempo pra matar no peito, deixar a bola cair para seus pés, e chutar forte no gol, sem intervenção de qualquer defensor azul, e sem chance de defesa para o goleiro Fábio.

 

No segundo tempo, o Palmeiras que já não queria muita coisa no primeiro tempo, com a vantagem do gol, aí é que preferiu não jogar mais nada. Fez o que pode: encenou, continuou dando porretada, revezada pelo elenco em campo, ensebou reposições de bola em jogo, e só foi ter alguma chance de gol, quando o time celeste repetia sucessivos erros de ataque ao final do jogo.

 

O Cruzeiro não encantou, e talvez por isso merecera a derrota. Exerceu um domínio sem agudez, e mostrando a fragilidade de seus laterais, que não auxiliavam o ataque improvisado com o estreante Thiago e Jajá.

 

O novato, até que se apresentou bem. Jajá, nem tanto. Jonathan, pra variar, prefere nunca ser acionado, e falha nas coberturas. Mal. Fernandinho, uma decepção: onde está aquele jogador que por algum tempo já foi meia?

 

O Cruzeiro estava aleijado nas laterais, e as jogadas que aconteciam naquele setor por insistência de armadores ou atacantes, raramente eram acompanhadas por inicativas de outros companheiros. Os atletas degladiavam sozinhos nos cantos do campo, até invariavelmente perderem a posse de bola.

 

Fabrício não fez boa partida, como vem acontecendo há algum tempo. Espinoza fez boa partida, como vem acontecendo há algum tempo, mas as pessoas só gostam de destacar quando ele falha. Cadê a imprensa pra queimar a língua e destacar as boas atuações do sombra?

 

O que chama a atenção da partida também é a velha discussão sobre o quão dependente do futebol do Wagner o time é. No segundo tempo, ele desapareceu, e com ele toda a armação das jogadas de ataque do time, que só chegavam ao gol verde aos trancos e barrancos.

 

Por que o Cruzeiro não tem jogadas de bola parada? Todo escanteio e cobranças de falta é uma sucessão de chances desperdiçadas. Incompreensível. Onde estão as jogadas de velocidade da equipe? O time dependeu muito disso hoje, pra surpreender e mobilizar a defesa adversário, e se viu impotente diante da segurança da péssima defesa do Palmeiras.

 

Ramirez apanhou o jogo inteiro, e não conseguiu produzir muito, o que seria compreensível por suas condições não totalmente ideais. Que voltem bem os atacantes Guilherme e o lateral Jadílson, porque o time também sentiu demais a falta deles como nunca. Agora, vai precisar mais ainda pra correr atrás dos pontos perdidos lá em Florianópolis.

 

Não dá pra jogar a toalha ainda, porque o campeonato é muito irregular, e nenhuma equipe se destaca, mas que fiquem as lições de estudo do treinador sobre as posições de maiores deficiências da equipe como a velocidade e mobilidade, e mais ainda, do treinamento das jogadas de bola parada, para que esse artifícil seja usado em nosso favor.

 

Força Cruzeiro!

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