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30 07 07
41 Anos Depois. A Mesma Camisa 7.

Cruzeiro 2 x 0 Atlético-MG

18/09/66

Uma das muitas batalhas do Cruzeiro, retratadas no livro "Jogos Imortais", aconteceu em setembro de 1966. Um clássico, com uma vitória sofrida, com uma promessa cumprida para o cruzeirense Mário Lúcio. O livro destaca a parte do penâlti perdido por Tostão e a sua promessa ao pequeno Mário.

O gol feito pelo atacante Guilherme, neste 29 de julho de 2007, quase 41 anos depois, nos remete a uma memória de outro gol, com a mesma camisa 7, e que nos obriga a complementar mais memórias daquele jogo, que não foram colocadas no livro.

Como são interessantes essas reminiscências, e o que leva alguns torcedores a fazerem observações que poucas pessoas mantêm na memória. É aqui o espaço de resgate destas preciosidades e detalhes que se tornam imortais.

O Mineirão era um estádio recém inaugurado e um time vestindo azul com cinco estrelas no peito havia se preparado, graças à perspicácia de seu grande dirigente Felício Brandi, e já fazia naquele palco espetáculos inesquecíveis. Era um esquadrão liderado pelo craque Tostão, o príncipe Dirceu Lopes, e pelo eterno capitão Wilson Piazza. Um time de garotos que, encantando o Brasil, tinha no ataque um ponteiro que escreveu com gols, principalmente contra o rival citadino, sua história com a camisa celeste.

Seu nome era Natal. Vestia sempre a camisa 7, que fez história no futebol mineiro e continuaria fazendo com outros jogadores do Cruzeiro após a inauguração do Mineirão, e como parece que vai fazer muito bem ao atacante Guilherme.

Um ano após a inauguração do estádio, Natal seria autor do gol mais bonito da história do Mineirao. Era um clássico, adversário preferido do veloz ponta, contra o maior rival, e Natal decidiria o jogo, como os muitos decisivos que fez, mas daquela feita, de uma forma que nem Pelé fez.

Assim como Guilherme abriu o placar no último domingo, um time preto e branco desafiava o loiro ponteiro cruzeirense. Natal decidiu o jogo com um gol do meio de campo e comemorou com a torcida celeste imortalizando aquela camisa 7.

Quis a história que aquele belíssimo gol demorasse 41 anos para ser repetido e, mais uma vez, por um garoto recém saído das divisões de base do Cruzeiro, e que nas costas carregaria, naquela tarde-noite contra o Botafogo, a camisa 7.

Guilherme fez história, assim como Natal. Nós, fervorosos torcedores cruzeirenses, pedimos bençãos para que, como o antigo ídolo, este garoto continue escrevendo seu nome na história do futebol e que conquiste muitos títulos pelo Cruzeiro.

Guilherme, assim como Natal, já fez nosso rival sofrer em clássicos, já fez gol do meio de campo, e está apenas começando a carreira. Falta nos presentear com um título nacional assim como Natal ajudou o Cruzeiro a conquistar em 1966. Esta historia que se repete quase 41 anos vai continuar. Vamos torcer para que, assim como Natal que fez o gol do título nacional 41 anos atrás, este ano os pés de Guilherme honrem esta camisa 7 imortal.

Não é uma mera questão de sonhar, é uma questão de acreditar que as promessas e páginas imortais são determinadas para aqueles que lutam e acreditam. Assim como o pequeno Mário acreditou e confiou, a torcida confia e acredita.


Ficha Técnica
Cruzeiro 2 x 0 Atlético (MG)
Campeonato Mineiro - Mineirão - BH
Público - 97.965 / Renda - Cr$137.927.000
Árbitro - Aírton Vieira de Morais (RJ)

Gols: Tostão 25' e Natal 40'

Cruzeiro: Raul; Ílton Chaves. William, Cláudio e Neco; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Natal, Tostão e Hilton Oliveira. Técnico: Aírton Moreira
Atlético (MG) : .Hélio; Grapete, Vânder, Procópio, Décio Teixeira, Aírton, Buglê (Paulista); Buião, Santana, Roberto Mauro e Tião. Técnico: Gradim.

Dedicatória.
Ao ex-jogador Natal de Carvalho, injustiçado, em termos de seleção brasileira, em prol de jogadores tecnicamente muito piores. Um ponta daqueles considerados natos. Tipo de jogador que tinha que ser marcado individualmente. Certos times até contrataram jogadores especialmente para marcá-lo, em vão. O "Diabo Loiro" infernizava a vida dos adversários e era especialista em marcar gols decivisos, como o primeiro feito pelo Guilherme dias atrás. Nascido em 1946 na capital mineira, teve no Cruzeiro sua grande vitrine. Esta memória é dedicada aos seus gols em 1966 que não tiveram placa homenageando, mas que ainda podem ter, e se não tiverem que fique aqui registrado como mais um episódio dos nossos eternos Jogos Imortais.

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23 07 07
34 Defesas de Geraldo II que Valem um Ídolo

Cruzeiro 2 x 1 Siderúrgica


09/07/44



Bem no início da década de 40, a maioria da população mundial , em todos continentes, sofria com a Segunda Guerra Mundial, e o Cruzeiro, como sempre em sua historia, tinha que lutar contra tudo e contra todos.

Um decreto autoritário, em 1942, proibira qualquer menção a países do Eixo (Alemanha, Japão, Itália). Com isto um clube de Belo Horizonte foi obrigado a mudar de nome.

Desaparecia o tão combatido Palestra Itália/Mineiro e suas cores vermelha, branca e verde, oriundas do pavilhão italiano, surgindo para o mundo o Cruzeiro Esporte Clube de Jogos Imortais que não demorariam a se repetir como na época do Palestra.

Numa decisão, que demonstraria a astúcia de uma Raposa (que seria adotada como mascote tempos depois), os conselheiros fizeram com que o Palestra passasse a jogar com as cores da Azzurra. No peito para sempre traríamos as cinco estrelas da constelação do Cruzeiro do Sul, usada pelo italiano Américo Vespúcio para descobrir a América. Seriamos para sempre um time do povo mas sem deixar as origens marcadas nas cores e no peito.

Aqueles anos, após a mudança de nome, foram difíceis para o Cruzeiro, que vinha sendo construído por pessoas humildes e operários. Ninguém retratava melhor estas dificuldades e a determinação dos cruzeirenses (ex-palestrinos) do que um brasileiro chamado Geraldo Domingos e, para nós cruzeirenses, imortalizado como Geraldo II.

Ele, como pedreiro, trabalhara, muitas vezes de graça, construindo com suas próprias mãos e suor, no Barro Preto, o Estádio JK. Porém, Deus lhe dera um talento maior que o de apenas edificar coisas. Com suas mãos Geraldo II defenderia por anos a meta do Cruzeiro, sendo o maior goleiro mineiro da época e um mais um dos muitos injustiçados em relação à Seleção Brasileira.

No campeonato de 1944 Geraldo nos brindaria com sua maior apresentação, o Cruzeiro vinha em segundo no campeonato e revolucionara o futebol regional com um esquema aonde todos ajudavam na marcação. Tinha no ataque o magistral Niginho e no gol a barreira Geraldo II e com a dupla já vinha mostrando que mesmo lutando contra todos aquele clube tinha nascido para ser campeão.

O simpático Siderúrgica de Sabará era uma das potências do Estado à época e naquela partida decisiva do campeonato viera com tudo buscando superar o Cruzeiro e seguir rumo ao título. As esperanças do "Esquadrão de Ferro" esbarrariam nas mãos de nosso herói.

O jogo começara e logo o Siderúrgica veio para cima e logo no primeiro ataque contra o gol de Geraldo II, o "Esquadrão de Ferro" balançou as redes do Cruzeiro. Eram passados dois minutos, quando Fantoni atrasou para Arlindo que, de fora da área, chutou de bico abrindo o marcador.

Quem achava que o Cruzeiro partiria para cima, estava errado. O que se viu, durante todo o jogo, foi um bombardeio à meta do goalkeeper Geraldo II. Foram, ao todo, 34 defesas durante a partida o que até no futebol de hoje é um numero que impressiona. O time barropretano conseguiu, heroicamente, virar aquele jogo. Primeiro com um gol de pênalti, de Alcides. Depois, aos 39 minutos do segundo tempo, Niginho recebeu passe de Ismael e com um toque de craque colocou a bola no canto esquerdo do gol de Princezinha revertendo o placar.

Esta foi a arrancada cruzeirense para o bicampeonato. Mostrou que nenhuma lei, por mais sectária e fora de propósito, nos faria deixar de ser o time vencedor que nos tornamos. Nascemos vencedores graças a homens como Geraldo II que, literalmente, construíram nossa historia.


Ficha Técnica
Cruzeiro 2 x 1 Siderúrgica (MG)
Campeonato da Cidade - Estádio Praia do Ó - Sabará-MG
Renda - Cr$2.455
Árbitro - Raimundo Sampaio (MG)
Gols: Arlindo 2, Alcides (P) 44, Niginho 84
Cruzeiro: Geraldo II; Gérson, Bituca, Bibi, Juca, Juvenal, Braguinha, Lazzarotti, Niginho, Ismael e Alcides. Técnico: Bengala.
Siderúrgica (MG) :Princezinha, Perácio, Oldack, Edílson, Aziz, Carango, Zezinho, Arlindo, Orlando, Paulo e Rômulo. Técnico: Mascote.


Dedicatória.
Ao eterno construtor de vitórias e glórias, ao imortal Geraldo II, o Geraldo Domingos, injustiçado, mas cioso de suas possibilidades e qualidades. Dedicamos à memória dele e aos seus familiares, na certeza de que são ídolos eternos da torcida do Cruzeiro, dos Palestrinos e dos amantes do football.

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18 07 07
O Jogo Imortal de Cada Um

Cruzeiro 0 x 0 Rio Branco-ES

27/09/86

Nas conversas, e nos e-mails que tenho recebido. após o lançamento do livro Jogos Imortais uma coisa que predomina é a preferência do torcedor por este ou aquele jogo. Dependendo da faixa etária de cada torcedor, o jogo está contemplado no livro.

Uma coisa porém intriga, quando se fala em mais de um jogo sempre aparece algum com um jogo diferente e que caiu no esquecimento da maioria. O relato passado sobre o jogo contra o Sporting Lisboa foi assim.

Neste post, vamos sair do lugar comum dos 86 jogos do livro, vamos falar de um jogo que poucas pessoas o têm como "imortal": O jogo nem teve vitória do Cruzeiro sobre o fraco Rio Branco do Espírito Santo que muito nos atrapalhou na história.

O jogador que tem este jogo como imortal na sua lembrança chama-se José Reinaldo de Lima, o próprio. Tido como o maior ídolo do nosso rival local e que recentemente protagonizou uma aposta com o Serginho "cruzeirense" do programa Alterosa Esportes e, prá variar, perdeu e não pagou. Arrumou uma conversa mais do que descabida para não pagar a aposta. Isto tem revoltado alguns torcedores que sabem que ele tem o jogo contra o Rio Branco como o jogo de seus sonhos, seu "jogo imortal".

A revolta dos torcedores que têm entrado em contato com este blog é pelo fato que o ex-jogador, à época, disse em entrevista ao Diário da Tarde (18/8/1986) que seu desejo era se tornar o "Rei Azul" e não se continha na expectativa de estrear com a camisa celeste. Disse ainda, segundo o jornal, que a torcida do Cruzeiro era mais vibrante e que empurrava o time mais do que a torcida do time que ele jogava anteriormente na cidade. Para corroborar este sonho e expectativa o ex-jogador entrou em campo com seus dois filhos, Daniel e Tiago, devidamente paramentados com o uniforme completo celeste.

Depois de dar declaração desta natureza, o hoje comentarista e defensor das causas indenfensáveis, ficar fazendo onda para entrar na Toca da Raposa 2, por uma aposta perdida não é de bom tom.

Não cumprir uma aposta perdida pode até parecer natural para os que torcem para o time do outro lado da lagoa, agora renegar o que o próprio disse ao final da carreira, virar a cara e fazer pouco caso de quem o acolheu de braços abertos depois de passagens pífias como a que teve pelo Rio Negro-AM antes de vir para o Cruzeiro não é coisa que deva ser normal, daí a compreensão que tenho da revolta de alguns cruzeirenses.

Então este jogo é para relembrar ao ex-jogador que o jogo imortal da vida dele, o grande sonho dele foi realizado num 27 de setembro, há mais de 20 anos atrás, pois durante este tempo o ex-jogador mudou muito e deve ter se esquecido de coisas básicas que fez e falou.

É bom lembrar que ele também falou à época que "...queria ver a cidade colorida de azul e branco com a torcida fazendo a festa na arquibancada e ele fazendo a festa nos gramados...".

A festa foi completa, volta no estádio com a bandeira cruzeirense, muitos beijos nas cinco estrelas que ele carregava no peito. Na sua estréia com a camisa celeste o árbitro não poderia deixar de ser outro além do competentíssimo José Roberto Wright, melhor árbitro de Brasil naqueles tempos.

Infelizmente, apesar da grande festa a passagem de Reinaldo pelo Cruzeiro, o ex-jogador não rendeu o esperado. Não ganhou nenhum título e, em poucos jogos (inclusive no jogo dos sonhos dele) perdeu a posição por deficiência técnica para o centroavante Hamilton. Assim, com poucos jogos, Reinaldo encerrou sua carreira no Cruzeiro, mas claro tendo realizado seu sonho e dos seus filhos. Com Hamilton de centroavante no ano seguinte o Cruzeiro foi campeão mineiro novamente, pena que nesta volta olímpica o "Rei Azul" não estava mais lá, pois seria campeão como muitos de seus ex-companheiros só foram jogando pelo Cruzeiro e realizando o sonho de quase todos eles. Mas isso é história para outro papo.

Ficha Técnica
Cruzeiro 0 x 0 Rio Branco (ES)
Copa Brasil (1a. Fase) - Mineirão - BH
Público - 32.828 / Renda - Cz$588.802
Árbitro - José Roberto Wright (RJ)

Cruzeiro: Gomes, Balu, Geraldão, Gilmar Francisco e Genílson; Douglas, Ernani, Eduardo; Robson (Gil), Reinaldo (Hamilton) e Édson. Técnico: Carlos Alberto Silva.
Rio Branco (ES) :Rodolfo; Nenê, Nenê Carioca, Paulo e Nonoto; Sidney, Cardim e Mazolinha (Édson), Édson Foguete, Jones e Márcio Fernandes (China). Técnico: Paulinho de Almeida.


Dedicatória.
Ao ex-jogador José Reinaldo de Lima, tido por alguns como o maior craque da era do Mineirão e que teve nesta partida a realização de seu sonho como ele proprio declarou. E que esta lembrança o ajude a pagar uma simples aposta que não deveria doer tanto assim dadas as lembranças aqui postadas.
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11 07 07
Academia Celeste encanta Di Stéfano

Cruzeiro 6 x 0 Sporting-POR

05/09/74

Alfredo Di Stéfano foi um dos maiores gênios que o futebol mundial conheceu, jogou pelo River Plate-ARG e Real Madrid-ESP, time que o tem, até hoje, como maior ídolo. Fez 818 gols em 1115 partidas, um artista da bola a desfilar na Europa nas décadas de 50 e 60 do século passado.

No Real Madrid participou provavelmente do maior time já feito por um clube de futebol jogando ao lado do húngaro Puskas e do "maestro" Didi. Don Alfredo, como era conhecido, encerrou a carreira em 1965 e logo se arriscou na função de técnico de futebol tentando passar, aos menos abençoados, um pouco de sua qualidade e talento.

Queria o destino que, 9 anos após sua aposentadoria, o craque encontrasse em Belo Horizonte uma Academia que voltaria a o encantar.

Em 1974 foi realizado um torneio comemorativo dos 9 anos da inauguração do estádio do Mineirão. Para jogar contra Cruzeiro e Atlético-MG foram convidados o Benfica, do craque Eusébio, e o Sporting de Lisboa, treinado, à época, por Don Alfredo.

Na primeira rodada do torneio, numa partida fantástica, o Benfica levou a melhor sobre o Cruzeiro, de Dirceu Lopes, vencendo-o por 2 a 1. O Sporting, campeão português, iria "pagar o pato" e o craque Di Stéfano sairia voltaria à Europa com uma goleada na bagagem.

Antes do jogo, o técnico cruzeirense Hilton Chaves animava seus jogadores para a reabilitação: “Vamos com garra, disputar todos os espaços do gramado, lutar do começo ao fim. Porque hoje tem que haver vingança, reabilitação no duro. Eu mais uma vez estou tranqüilo confio em vocês!”.

O Cruzeiro entrou em campo com determinação e mostrando as qualidades daquele time que há dez anos encantava todo o Brasil. Começou arrasador e, logo aos 4 minutos, o jovem ponteiro Eduardo recebeu pela direita, caminhou e chutou violentamente. Damas, goleiro da Seleção Portuguesa, cedeu rebote nos pés de Dirceu Lopes. Coube ao craque da camisa 10 celeste apenas empurrá-la para o gol e abrir o marcador.

O Cruzeiro continuava impondo seu jogo e, aos 14 minutos, fez o segundo tento. Palhinha foi a linha de fundo e cruzou para a entrada de Zé Carlos, o "mestre Zelão", mandou a bomba que estufou a rede adversária. Enquanto isto Di Stéfano passava a mão nos ralos e poucos cabelos, em poucos minutos o "baile" já tomava forma.

A Academia mostrava o futebol arte de sempre, Eduardo, aos 23 minutos, fez mais uma bela jogada, driblando três jogadores portugueses com extrema habilidade, deixando-os para trás. Centrou na área, onde Joãozinho esperava para, de cabeça, vencer mais uma vez o goleiro Damas. O "bailarino da bola" também deixava sua marca.

No banco de reservas celeste Hilton Chaves não desistia gritava com os jogadores “Vamos insistir que podemos marcar mais gols!”, esta era a ordem do comandante. O Cruzeiro massacrava e, do túnel do Sporting, o velho craque pouco falava, somente fazia o gesto característico de passar a mão na cabeça a cada ataque celeste. Aos 40 minutos, em mais um lançamento de Eduardo, Palhinha agora invadiu sozinho a área adversária, driblou o goleiro e tocou para as redes marcando o quarto gol.

Os portugueses passaram o primeiro tempo todo acuados e apenas tentavam atacar com o jogador Dé, porém, este era anulado com habilidade pelo capitão Wilson Piazza. E foi do capitão, o gran finale daquela obra de arte dos primeiros 45 minutos. Palhinha, aos 41 minutos, mais uma vez caindo pelas pontas, centrou e o capitão apareceu de surpresa na área, com classe, para finaliza de cabeça no fundo das redes, marcando o quinto gol.

Quase por misericórdia o árbitro encerrou o primeiro tempo, o Cruzeiro goleava o campeão português, em 45 minutos de futebol, por 5 a 0. A torcida, maravilhada, aplaudia de pé seus artistas. Di Stéfano, meio que desnorteado, dirigiu-se aos vestiários em silêncio. No retorno, o Cruzeiro aliviou o ritmo poupando energias para o clássico decisivo. Ainda assim, criou várias chances de gol mas so conseguiu marcar em uma oportunidade, Palhinha recebeu de Joãozinho, após um dos costumeiros carnavais feitos na área lusa, e chutou forte e o goleiro Damas soltando novamente, desta feita aos pés de Roberto Batata que entrou no lugar de Dirceu Lopes fechou a goleada.

Naquele dia Don Alfredo Di Stefano conhecera o cruzeiro esporte clube, não éramos mais um pequeno clube de imigrantes, éramos agora um grande clube a nível mundial.


Dedicatória.
Ao Príncipe DIRCEU LOPES, ídolo eterno e um dos atletas mais injustiçados em toda a história da Seleção Brasileira. Por ter sido preterido em favor de jogadores menos qualificados, Zagallo será eternamente lembrado pela torcida do Cruzeiro como incapaz e pouco correto.

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07 07 07
Jogos Imortais - Memória Viva do Torcedor
Apresentação - Blog Jogos Imortais


A paixão que me levou a escrever o livro "Jogos Imortais" aumentou e parece que contamina mais e mais. Um dos motivos, talvez o mais gratificante, seja ver jovens torcedores lendo páginas heróicas, traduzidas em alguns poucos Jogos Imortais presentes no livro, que constituem-se na maravilhosa história do Cruzeiro.

Falta muita coisa, faltam muitos esportes para que a história seja toda contada e mantida na sua imortalidade. Ao fazer o livro vi que existe muito mais a ser descrito e contado.

E, como a paixão é contaminante e crescente, resolvi dar continuidade ao trabalho mas de uma maneira mais moderna e interativa. Este Blog servirá para que eu continue a passar páginas imortais e tente reparar injustiças e esquecimentos. Todo cruzeirense deve passar de geração em geração suas glórias, conquistas e páginas heróicas e imortais.
O espaço é totalmente interativo e sugestões, críticas, visões diferenciadas, sobre estas páginas heróicas, deverão ser colocadas sob a ótica de cada torcedor que constrói e vive a cada dia nossa história. Como dizia Felício Brandi, fazemos história ao invés de forjá-la na mídia.

Agradeço de antemão ao pessoal do Cruzeiro.Org ( www.cruzeiro.org ), que me apoiou no livro e apoiará neste espaço e ao Henrique Ribeiro, autor do Almanaque do Cruzeiro ( www.almanaquedocruzeiro.com.br ), lançado recentemente, e que é responsável pela correção e pesquisa de muitas das informações que aqui serão colocadas.


É mais um espaço virtual para a torcida do Cruzeiro que soma-se aos vários já existentes e dedicados à maior e melhor torcida de Minas Gerais.


Conto com a participação de todos os Cruzeirenses espalhados pelo mundo.


Bruno Bello Vicintin
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