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30 06 08
Resenha do Mixa -Cruzeiro1x1Sao Paulo
Tabu mantido

Mais um jogo com o São Paulo no Mineirão, e mais um ano sem vitória.

O Cruzeiro jogou bem, com objetivo claro de vencer, tomando a iniciativa
do jogo por todo o primeiro tempo. O São Paulo se limitava a defender desde
o minuto zero, incrível, e por pouco não levou mais do que um gol no primeiro
tempo.

O lado esquerdo da defesa do São Paulo mostrava alguma fragilidade e o time
azul explorava bem aquele setor com jogadas de velocidade. O gol saiu em
uma delas em cruzamento de Jonathan pela direita, e conclusão de Guilherme,
dentro da área, em chute rasteiro, desviado em um dos defensores paulistas
à frente de Rogério, que nada pode fazer.

Acabou o primeiro tempo, e 1x0 foi pouco pelo tanto que o Cruzeiro construiu.
Curioso, é que dava impressão, que à partir disso, o time da casa poderia
devolver a estratégia de receber o impulso do adversário, já que com a vantagem
no placar, não precisaria de tanta iniciativa, e poderia explorar os contra-ataques
na necessidade do São Paulo reverter a desvantagem.

Mas não deu tempo! Em menos de um minuto o Cruzeiro já levava o gol, em jogada
rápida de ataque dentro da área azul, drible de corpo no defensor, e bola
no fundo do gol.

À partir daí, desespero pouco é bobagem. O time da casa voltara para a estaca
zero, tendo de volta toda a dificuldade que teve no primeiro tempo para fazer
seu gol, agravada pela pressão psicológica do baque sofrido com o revés,
e também pelo descontentamento da torcida após cada erro cometido.

Como se tudo isso não bastasse, a cereja do bolo veio com a mexida do treinador:
Saca o único centro-avante de ofício do time, Weldon, para entrada de mais
um meia, na vã e já experimentada e frustrada tentativa de colocar Wágner
no ataque.

Essa estória a gente já viu. Tudo do mesmo jeito, o mesmo filme. Wágner não
funciona no ataque (alguém avise o treinador, urgente!), o adversário sente
a ineficiência e parte pra cima (lembram do jogo do Palmeiras?), e o Cruzeiro
que jogava no Mineirão, parecia jogar no Morumbi, tamanha era a pressão do
São Paulo, que só não saiu com a vitória por conta de uma defesa espetacular
e salvadora de Fábio.

Tem coisas no futebol que a gente não entende. Como pode um ótimo profissional
como o treinador Adílson, que possui tantas qualidades na maioria das variantes
do ofício de treinador, e se diz estudioso do seu time e dos adversários,
não conseguir enxergar que suas alterações na postura tática do time tem
sido INEFICIENTES, para não se dizer equivocadas?

Equívoco na alteração é um conceito muito subjetivo e levaria a várias especulações,
mas a ineficiência é um resultado concreto, que se vê com clareza, aonde
os efeitos estão sendo contrários às pretensões.

Isso, o Adílson que é uma pessoa inteligente tem que enxergar, a despeito
de sua convicção em teses pessoais. Fato é que nos principais jogos em que
o Cruzeiro precisou de uma alteração que lhe desse mais ofensividade, o que
se viu foi justamente o contrário.

Não seria apologia à ousadia, que a despeito de defendê-la, faz parte da
decisão pessoal do treinador, mas da manutenção do padrão do time no momento
em que mais se precisa de agredir o adversário.

Nos jogos com Palmeiras, e agora com o São Paulo, o que se viu, após as alterações,
foi a impressão de o Cruzeiro temer o adversário, e isso qualquer torcedor
não perdoa. Adílson tem que enxergar isso a tempo de evitar a sua degola,
já que está preparando aos poucos a sua forca com suas próprias ações.

Convicção é bom, mas inteligência mais ainda. Adílson não é burro como entoa
a torcida a cada alteração questionável no time, mas tem que aprender a conter
o ímpeto das investidas do torcedor contra ele, ainda que transpondo suas
convicções pessoais em momentos chaves, já que está trazendo a torcida contra
ele. Ontem, se ao sacar Weldon, se recolocasse outro avante, como o Reinaldo
alagoano, ainda que perdesse o jogo, a torcida não o ofenderia em coro como
ocorrido. Onde estaria Jajá ou Camilo naquela hipótese, já que nem o banco
compunham?

Enfim, não é o caso de pedir a cabeça do treinador, como muitos já fazem,
mas é o caso de ele próprio usá-la em seu proveito pessoal, eis que já começa
a ser rotulado como retranqueiro (ontem foi comparado aos berros a Marco
Aurélio, o mestre da retranca, por um torcedor esbravejado a meu lado!),
e provocando ira na torcida, que justamente ou não, não aceita o Cruzeiro,
na condição de time grande, jogar com tanto temor ao adversário, como times
de pouca expressão, agravado por atuar em seus próprios domínios.

Que Adílson enxergue o jogo por outra ótica, além da técnica e de suas convicções
pessoais, antes que seja tarde demais! Torço pra que isso aconteça, já que
o apóio acima de tudo, embora jamais de covardia.





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18 06 08
105 mil associados?!

DE QUE FORMA ESSA TORCIDA PODE MOVER O TIME? ESPAÇO PARA SUGESTÕES À META DE 105.000 ASSOCIADOS NO CARTÃO 5 ESTRELAS

 

Nos últimos dois anos, o departamento de marketing do Cruzeiro, incrementando a força que habitualmente vinha das arquibancadas, começou a invocar o apelo das arquibancadas com o intuito de, realmente, servir de combustível aos ânimos dos atletas dentro do campo.

Ano passado, só faltou o título, uma vez que a sincronia entre a torcida e os jogadores fluiu de forma eficaz, classificando o time para a Copa Libertadores desse ano e de quebra dando cancha e moral para jogadores que disputavam seu primeiro brasileirão (exemplos de Charles, Ramirez, Guilherme, Moreno, etc.).

A campanha “ESSA TORCIDA MOVE O TIME” deu certo dentro de campo. Todavia, uma campanha que teve esse apelo todo e com tamanha repercussão deveria restringir a apenas dentro das quatro linhas?

A partir dessa reflexão, passaremos a abordar nessa coluna como essa torcida vibrante, numerosa e fanática, poderia ajudar não só nos estádios, mas, também e concomitantemente nas divisas dos clubes que posteriormente poderiam ser repassadas através de investimentos em jogadores, centros de treinamento, estádios, sedes, enfim, todo o necessário para uma gestão sem riscos de perda de nossos melhores jogadores durante campeonatos (o que tem se tornado praxe, ano a ano, sob a pecha de “ou fazemos isso ou entramos no vermelho”).

Antes de tudo, gostaríamos de deixar claro – assim como foi amplamente debatido na coluna anterior em que sugerimos uma meta de 1,5% de nossa torcida para adesão ao programa do Cartão 5 Estrelas – que não vemos o futebol apenas pelo que ocorre dentro das quatro linhas, mas também, pelo que ocorre de planejamento antes e depois dos jogos, da fase de planejamento de compra de craques, estádios, sedes, e outros bens que possam engrandecer ainda mais a força azul celeste.

Como essa torcida poderia ajudar o time fora dos estádios?

Se a pergunta fosse fácil de responder, certamente não estaríamos aqui promovendo esse exercício de reflexão, pois, certamente já teria sido implantada por praticamente todos os clubes de futebol.

A busca dessa resposta não pode ser dada através de nós, unicamente, nem mesmo pretendemos tal pretensão, de forma isolada. Entendemos que ninguém poderá mudar nada sozinho, por isso ressaltamos que somente através da comunhão de esforços de todos nós cruzeirenses é que poderemos mudar a mesmice e pasmaceira que inunda o futebol brasileiro.

O nosso departamento de marketing vem, ano após ano, fazendo uma série de eventos diferentes com o intuito de fidelizar a marca e buscar novas divisas para que o clube possa investir na melhoria de seu plantel e até mesmo no patrimônio do clube. Mas a tarefa não é só deles (muito embora sejam pagos para tal fim).

Essa tarefa também cabe a você, torcedor.

Você já se perguntou o que você já fez pelo clube? Se você já é associado ao Cartão 5 Estrelas? Se você ajuda a divulgar os produtos do Cruzeiro? Se você tem ou não críticas construtivas que poderiam ser implantadas ou mesmo serem objeto de reflexão por todos? Se você vai ao campo? Se você já convenceu alguém que não conhece o Cruzeiro a ir? Se você já leu algum relato da história do Cruzeiro?

Na nossa última coluna nesse blog, apontamos uma série de coisas que entenderíamos ser implantadas para o aumento de nossa marca, e, conseqüentemente, aumento de competitividade, títulos e reconhecimento da instituição chamada de Cruzeiro. Várias pessoas acessaram a discussão no blog e manifestaram suas posições, muitos com idéias passíveis de implantação em prol de nosso time. Essa é a idéia. Esse é o nosso ponto de partida. Primeiramente, no campo das idéias, para depois, partirmos para a prática.

Nos jogos, muita gente reclama disso ou daquilo do Cartão 5 Estrelas, muita gente elogia, muita gente compra produtos pirateados, muita gente reclama dos preços das camisas, mas, realmente, resta saber o quanto disso chega àqueles que têm poder de decisão e de que forma isso poderia realmente poderia ser mudado com o fito de agregar ao clube em todos os sentidos.

No nosso entender, mover o time não significa abraçar uma idéia pura e simples, pelo simples fato de que sua obrigação como cruzeirense lhe impõe isso. Muito pelo contrário, o que nos difere dos seres de pena do outro lado da lagoa é justamente a capacidade de discernimento e abstração das situações e suas conseqüências. Temos, todos, que entender que mover o time não é só fazer a sua parte, unitariamente, pronto e acabou: Ë fazer com que todos cruzeirenses tenham noção de sua grandeza e importância no conjunto e que TODOS (sem exceção, do mascote mais novo, ao conselheiro mais antigo) devem trilhar juntos esse caminho de idéias juntamente com o departamento de marketing e com a direção do clube.

Sugestão de idéias que poderiam ser implantadas, divulgação dos benefícios do Cartão 5 Estrelas, divulgar a história do Cruzeiro àqueles que não a conhecem, presentear recém nascidos com uniformes do Cruzeiro, são parte de idéias mínimas que qualquer um pode dar para que possamos atingir ao número sugerido em nossa última coluna de 105.000 associados no plano do Cartão 5 Estrelas.

Já dizia o cantor baiano Raul Seixas com o amigo exotérico Paulo Coelho em uma de suas músicas compostas em conjunto: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, sonho que se sonha junto é realidade”.

Vamos fazer essa realidade acontecer. Vamos nos unir no ideal de 105.000 associados no Cartão 5 Estrelas e fazer a reflexão: O que você pode fazer pelo Cruzeiro? O que podemos fazer em conjunto pelo Cruzeiro? Mandem suas sugestões! Façam o seu papel e ajudem a implantar as boas idéias.

O céu é o limite. No céu há cinco estrelas que carrego no peito.

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13 06 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxPalmeiras
VEXAME HISTÓRICO ? parte 2

Mais um vexame do Cruzeiro.

Pouco mais de dois meses após o vexame de Potosi, o time leva outra goleada,
em outro jogo bizonho.

Ocorre, que o vexame de hoje, não se limitou ao elástico do placar, mas à
forma como as coisas aconteceram e poderiam ter acontecido.

Há muito se tem defendido o treinador aqui nesse espaço, e vamos continuar
defendendo, já que muitas são as suas qualidades, representadas não só pelos
números que ostenta, mas também pelo espírito de luta, entrega, e comprometimento
passado por ele a seus comandados.

Viu-se muito exagero em críticas despropositadas em ocasiões passadas, com
as quais não se pode concordar. Por outro lado, ele não é imune de críticas,
e ontem, na avaliação que foi feita, seus erros foram determinantes pela
goleada.

Não pela escalação do time, ou pelo erro infantil do zagueiro no lance da
penalidade. O que mais causou perplexidade foi a sua atitude diante das adversidades
que foram ocorrendo ao longo da partida.

O time entrou bem, começou comandando o jogo e abrindo o placar em lance
de penalidade máxima convertida por Guilherme. Antes disso já tinha conseguido
boas chances de ataque, e Marcinho estava muito bem na frente.

O jogo seguia 1x0 e o Cruzeiro dava impressão de dominar a partida, controlando
bem as ações do Palmeiras, e triangulando as jogadas de ataque, até o lance
capital do jogo. O Palmieras ataca em velocidade com Valdívia que avança
pela grande área, e quando se aproxima da pequena área para fazer o gol,
é derrubado por trás pelo zagueiro Tiago Martineli que fora expulso na ocasião.

O pênalti foi marcado corretamente e a expulsão da mesma forma. Infantilidade
do zagueiro em cometer a falta sabendo da regra nessa ocasião, já que era
o último jogador, e pagou o preço da regra. Fica a pergunta oposta, se ele
não tivesse feito nada, se não seria questionado pela omissão. Enfim, lance
de jogo, coisa normal.

Até acredita-se que a melhor opção de jogo seria o zagueiro Léo Fortunato,
pela qualidade e pelo físico, mas o treinador convive diariamente com seus
atletas e deve saber bem de nuanças de cada um para escolher o melhor em
campo.

Fato é que essas particularidades não são creditadas ao treinador. O que
se torna incompreensível, é o que ocorreu à partir daí. Dos 35 minutos do
primeiro tempo até o encerramento, o que se viu foi uma esmagadora pressão
do Palmeiras sobre o Cruzeiro que ficou completamente perdido em campo, e
não conseguia passar do meio-campo com a bola. O treinador foi obrigado a
sacar o atacante Marcinho momentos antes para recompor sua defesa, com a
entrada de Léo Fortunato, mas à partir daí o time não conseguiu mais jogar.

Foram quase 20 minutos de massacre. Fim do primeiro tempo e o alívio pela
permanência do empate, que já não era mais justo face a opressão imposta
pelo time verde. Mas o que a torcida não podia esperar, é o que ocorreu no
segundo tempo.

O treinador azul saca o atacante Guilherme e coloca outro volante, o contestado
Henrique. Ou seja, à partir dali, o massacre que já era fulminante, tornou-se
incontrolável, já que Luxemburgo, vendo a covardia do adversário em jogar
sem nenhum atacante, frise-se, o time passou a jogar sem nenhum jogador de
frente, mandou sua equipe mais ainda para a frente, e o que se viu à partir
de então foi uma covardia.

Com o time do Cruzeiro todo atrás e sem conseguir jogar, os gols palmeiras
foram só uma questão de tempo. Depois de tomar a virada, e o terceiro gol,
Adílson ainda sacaria Wagner, para aí sim colocar um atacante, Weldon, mais
já era muito tarde.

O que espanta, e é questionado, não são lances isolados de jogo, ou escalação
do time. O que causa muita perplexidade é o treinador, que se diz estudioso
do futebol, não fazer a leitura das causas da derrota, ou seja, de postura!

Em entrevista coletiva, ele afirma não ter errado, ter agido certo, e questionado
sobre a inexistência de atacantes quando das substituições, argumentou que
pensava fazer um gol em um ?lance esporádico?. Disse mais, que os gols se
deram em falhas individuais, e são coisas normais de jogo.

Adílson, você está enganado. Os gols tomados não foram falhas individuais.
Foram falhas coletivas, de um time que se amedontrou, se apequenou, e pretendeu
não mais jogar futebol. Quando isso ocorre, a equipe pressionada, invariavelmente
falha mesmo e sempre leva gols. Isso sim é que é coisa normal de futebol.


O que não é coisa normal de futebol é levar duas goleadas de 5 em dois meses
para equipes medianas, e elas se devem à postura tática de omissão e covardia
do time nas situações de adversidades, sempre quando atuante como visitante.

Concluindo, não dá para creditar a derrota à expulsão do zagueiro. Isso vai
acontecer ao longo do campeonato. Não se pode abdicar do futebol quando se
perde um atleta, principalmente quando seu adversário sente o cheiro do medo.

Adílson, aqui quem te critica, é um fã seu. Reconheça e aprenda com os erros,
porque mesmo com todo apoio, a se continuarem essas posturas questionáveis
quando visitante, uma hora a coisa pode se tornar insustentável. A torcida
estamos com você, mas faça uma auto reflexão da postura do time para que,
mesmo perdendo de 7, como você sugeriu, não fique a impressão de um time
covarde, e abdicou o futebol para tentar o resultado ao acaso!

Fábio não teve culpa nos gols, todos de falhas coletivas da defesa, que mesmo
com os zagueiros recompostos e os quinhentos volantes, não conseguia fazer
o time jogar. Fica a boa impressão do jogo apenas do atacante/armador Marcinho,
e do jogo discreto de Wagner e Guilherme.Que venha o Figueirense e que o
time consiga se reerguer!



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12 06 08
Cruzeiro 2x1 Palmeiras - Uma muralha chamada Dida!
Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras Uma muralha chamada Dida

            Em 1996, o Palmeiras tinha montado um time espetacular, talvez o melhor de sua história. No Campeonato Paulista, em que tinha acabado de se sagrar campeão, o Palestra Paulista tinha feito uma média assombrosa de mais de três gols por partida, ultrapassando a marca dos 100 gols no Campeonato. Comandados pelo técnico Wanderlei Luxemburgo, o time palmeirense tinha se consagrado por atacar sempre, mesmo vitorioso, e por seu meio de campo sensacional, comandado por craques como Rivaldo, Djalminha e Muller. Esse time parecia jogar por música e lembrava o carrossel holandês, que encantou o mundo na Copa de 1974. Na Copa do Brasil, o Palmeiras foi eliminando seus adversários com a mesma facilidade vista no Campeonato Paulista, passando pelo grande rival do Cruzeiro, o Atlético Mineiro, em uma das fases. No jogo contra o Atlético, que tomava uma goleada, um lance ficou marcado: um jogador do Atlético ia entrar em campo já no final do jogo e, quando um repórter lhe perguntou o que iria fazer, respondeu que ia “tentar fazer alguma coisa, mas contra este time palmeirense é difícil!” Pode parecer chacota hoje, mas era o pensamento geral na época. O Palmeiras parecia invencível, principalmente para a imprensa paulista.

            Por sua vez, o Cruzeiro avançou mineiramente pela Copa do Brasil daquele ano, eliminando seus adversários com o talento do meio campo Palhinha, que veio do São Paulo, e com o espetacular goleiro Dida, que era uma barreira quase intransponível. No Brasil, o Palmeiras tinha a preferência absoluta ao título, principalmente depois do empate por 1 a 1 no primeiro jogo das finais, disputado no Mineirão. Mais uma vez, a imprensa paulista desrespeitava o time mineiro, contando com uma goleada fácil no jogo da volta. A torcida palmeirense compareceu em massa, esperando comemorar o título; porém, um fato passou despercebido por quase todos: um dos maestros do time, e talvez o jogador palmeirense mais importante, o veterano Muller, não iria jogar, por problemas contratuais, já que tinha acertado sua transferência para o São Paulo. A diretoria palmeirense comeu mosca, mais por causa da prepotência, porque achavam que o jogo iria ser fácil e que o título já estava na mão!

            O jogo começou e a festa palmeirense parecia ser apenas uma questão de tempo – aos 5 minutos, o Cruzeiro perdeu a bola no meio de campo. O lateral esquerdo Junior lançou para o meia Djalminha. Este tocou rápido na ponta para Rivaldo, que havia se deslocado nas costas do lateral cruzeirense Vitor; este, na subida para o ataque, tinha desguarnecido a defesa. Rivaldo, com a classe que lhe era peculiar, fez um cruzamento certeiro para o centroavante Luisão tocar de primeira e abrir o marcador.

            A torcida palmeirense comemorava, esperando um placar delatado, mas, do outro lado do campo, o Cruzeiro honrava como poucos a sua gloriosa história. Não era uma academia como a dos anos 60 e 70; ao contrário, tinha o que poucos times tinham: a raça dos vencedores corria no sangue dos atletas. Surpreendentemente, os mineiros partiram para cima e Palhinha perdeu uma boa oportunidade, chutando forte, rente à trave de Veloso. Aos 25 minutos, o estádio Palestra Itália se calou: o volante Amaral perdeu a bola para Roberto Gaúcho, que penetrou e bateu firme por baixo de Veloso para empatar a partida!

            O silêncio tomou conta do estádio, e os poucos cruzeirenses comemoravam. Longe dali, em Belo Horizonte, o céu novamente se iluminou com fogos de artifício. Mas, dessa vez, quem os soltava eram os torcedores celestes.

            O primeiro tempo acabou com o jogo empatado, o que levaria a decisão para os pênaltis. O técnico palmeirense, Wanderlei Luxemburgo, corajoso como sempre, tirou o zagueiro Cláudio e colocou o centroavante Reinaldo, velho conhecido da torcida cruzeirense – o mesmo da batalha contra Ronaldinho. Pelo lado cruzeirense, o time era o mesmo. Depois do reinício da partida, a cada minuto que se passava, os torcedores pareciam acreditar mais no título. Então a estrela de Dida começou a brilhar; foram inúmeras defesas milagrosas. Seguidamente, os atacantes palmeirenses perdiam gols incríveis nas mãos do jovem goleiro baiano, um deus de ébano. Embaixo das traves, Dida voava de um lado ao outro do gol. Aquela atuação cativante do goleiro cruzeirense parecia tirar o ânimo do Palmeiras e a paciência da torcida. Os narradores da transmissão televisiva torciam descaradamente para o time palmeirense, mas o jogo parecia decidido pelos deuses do futebol; afinal, com Dida naquela forma esplendorosa, a decisão nos pênaltis era favorável aos mineiros. Mas as penalidades não seriam necessárias, já que o campeão sairia nos noventa minutos da partida!

            No final do jogo, Roberto Gaúcho fez um cruzamento despretensioso na área. O goleiro palmeirense Veloso subiu para segurar a bola, mas ela, caprichosamente, escapou de suas mãos, caindo nos pés do matador Marcelo Ramos, que tocou para o fundo das redes! Era o gol do título, o gol histórico! Agora, para ser campeão, o Palmeiras teria que passar por Dida, não uma, mas duas vezes, o que era impossível naquela noite.

            O juiz apitou o final da partida e o Cruzeiro se sagrou bicampeão da Copa do Brasil, calando mais uma vez a imprensa paulista, que parecia não aprender a lição. Os jogadores se abraçavam e comemoravam, enquanto Belo Horizonte virava o palco de uma grande festa. No dia seguinte, mais de 100 mil pessoal foram receber os heróis e comemorar o título nas ruas de BH, debaixo de uma chuva de papel picado. Sem dúvida nenhuma, o Cruzeiro fazia jus ao refrão do seu hino: “Cruzeiro, Cruzeiro querido / tão combatido / jamais vencido!”

•Escalação:

Cruzeiro: Dida, Vítor, Gelson, Célio Lúcio e Nonato, Fabinho, Ricardinho, Gleison e Palhinha (Edmundo), Marcelo e Roberto Gaúcho – Téc. Levir Culpi

 

Palmeiras: Veloso, Cafu, Sandro, Cléber e Júnior, Cláudio (Reinaldo), Amaral, Marquinhos (Cris) e Djalminha, Luizão e Rivaldo – Téc. Wanderlei Luxemburgo

 

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10 06 08
Cartao 5 Estrelas

Nesta terceira coluna sobre os temas derivados da abordagem sobre “marketing esportivo” resolvemos tocar em um assunto para nós de suma importância para um clube de futebol e que acreditamos que e uma grande ferramenta de receita para o clube. Estamos falando dos cartões de fidelidade com os torcedores, no nosso caso o chamado “cartão 5 estrelas” – cartão que foi lançado na época do ex diretor de MKT Paulo Nélio, que por sinal, fez um belo trabalho no ano em que exerceu sua função no clube

No caso, queremos, aqui na coluna, ressaltar sua importância, seus benefícios e também contribuirmos com idéias, para que os cartões possam ser adquiridos, cada vez mais, por cruzeirenses, que, além de contribuir, se tornem o orgulho do torcedor cruzeirense.

Comecemos por mostrar a importância de fazer parte deste projeto pioneiro no Brasil.

Vem se tornando prática e discurso recorrente que, a cada dia que passa temos que vender um ou mais jogadores por ano, para que o déficit  anual no clube, de 20 milhões seja pago sem prejudicar o patrimônio e a saúde financeira do Cruzeiro.

Obviamente, como torcedores queremos ver títulos e times competitivos, contudo, e para isso temos que nos conscientizar que precisamos fazer mais pelo clube.

Escutamos que vários clubes europeus possuem 70, 80, 100 e ate 170 mil sócios, como por exemplo o Barcelona que possui um quadro numeroso de sócios. Daí nos perguntamos: Será que com uma torcida de 7milhoes de torcedores não conseguimos fazer com que, no mínimo, 1,5% dela possua o “Cartão 5 Estrelas”?

Referido percentual representa apenas 105 mil torcedores, potenciais contribuintes, ou seja, quase o mesmo numero do público presente no Mineirão, no jogo contra o Sporting Cristal, em 1997, na final da Copa Libertadores (sem contar os milhares de torcedores que não tiveram como ir a campo).

Em valores podemos chegar a seguinte conclusão: atualmente temos dois tipos de “Cartão 5 Estrelas”. O branco que custa R$ 18,00 reais mensais e o azul com o preço de R$33,00.

Através de um cálculo simples: 105mil(associados) x R$18,00 (considerando que todos adquirissem somente o branco), teríamos o seguinte valor arrecadado mensalmente de R$1.890.000,00 e este valor apurado num ano chegaria na incrível marca de R$22.680.000,00. Resolveria nosso déficit de 20Mi anual e ainda sobraria verba para investimentos e com certeza para a vinda de craques mais gabaritados, o que, por conseqüência lógica e mais títulos em nossa sala de troféus.

Porém se a dedução matemática fosse a mesma para o convencimento das vantagens do referido produto, estaríamos bem demais. Todavia, nos deparamos diante da seguinte encruzilhada: Como conseguiremos chegar a este numero de 105mil sócios? Quais deveriam ser as medidas a serem implementadas para chegarmos nos números retro propostos?

Bem, daí vem a parte mais importante que o MKT e o torcedor, deveriam trabalhar.

Acerca do produto “Cartão 5 Estrelas”, entendemos que para que ele possa alcançar os referidos números, ele  tem que ser atrativo, com bastante benefícios, com descontos em lojas conveniadas, porém, em mesmo grau de importância, reputamos que seria muito mais importante trabalhar o lado cultural do torcedor especialmente no sentido de mostrar como pequenas atitudes quando somadas podem retratar uma grandeza sem precedentes.

Nesse último sentido queremos dizer que: devemos participar de forma ativa na vida do clube, se realmente amamos e fazemos de tudo por ele. Sair do discurso e colocar em prática, independentemente se o time estiver bem ou não, esqueça isso, faça como um compromisso inadiável.

Esta sim e uma relação de lealdade que deve ser disseminada pelo MKT e pelo torcedor. Vejo investimentos em propaganda, em revistas há alguns anos e não acreditamos nesta fórmula, até porque referidos meios não atacam todos os flancos que precisamos para atingir referida marca, muito menos entendemos não constituírem meio potente para a fidelização da marca “Cartão 5 Estrelas”.

Fazer exatamente o que o Internacional de Porto Alegre vem fazendo com seus torcedores. Um trabalho de boca a boca, de conscientização que já atraiu 70mil sócios e tem o objetivo de alcançar ate o próximo ano a marca de 100mil, no ano do seu centenário.

Esta parte da lealdade, deveria começar, ainda, quando neném. No nosso entender, assim que o filho nascesse, o pai já adquirisse um cartão infantil, por um preço simbólico de R$5,00 que poderia fazer parte de um plano família, por exemplo, aonde o pai pagasse o valor integral e o dependente pagasse um valor diferenciado, o que, vem sendo utilizado há anos pelo Barcelona em seu plano de sócios.

Com isso a possibilidade desta criança, quando alcançasse a adolescência, deixar de pagar seu cartão 5 estrelas, seria mínima, o vinculo e antigo e o amor pelo clube já estaria enraizado.

Um ponto falho no nosso ponto de vista é a falta de um cartão para todos aqueles cruzeirenses que moram fora do estado, que não tem a oportunidade de seguir nosso time no Mineirão, mas que tem interesse em contribuir, com um valor menor. Talvez um cartão no valor de R$ 10,00 para estes que moram no exterior, em outros estados ou até mesmo para aqueles que moram no interior.

Sabemos que o número de interessados pelo cartão aumentou consideravelmente enquanto disputávamos a libertadores, isso porque as dificuldades em comprar o ingresso eram grandes e boa parte se aproveitou para se cadastrar e adquirir o ingresso. Com todo o respeito, ainda que a conveniência pela facilidade de adquirir o ingresso tivesse motivado um aumento na aquisição do “Cartão 5 Estrelas” temos que pensar outros meios de atrair novos clientes, ainda mais quando se sabe que (infelizmente) não é todo ano que temos uma competição como essa.

 Ótima noticia, se o time disputa títulos, ou campeonatos importantes, vez que a conseqüência é que a torcida se anima e quer comprar, ou seja, passa gerar divisas para o clube. Este trabalho de manutenção e fundamental, até porque sai muito mais barato manter um cliente do que conquistar um cliente.

Percebemos algumas mudanças no cartão, como a aquisição de benefícios pela internet e celular, a possibilidade de em grandes jogos, assistir a partida no espaço característico da torcida do cruzeiro, isso faz a diferença, e também e uma jogada inteligente do MKT.

Queremos contribuir e informar aos torcedores celestes sobre a importância de participar ativamente do clube que amamos. Este também e o papel do torcedor.

Pare, pense e e reflita! Temos a certeza que sendo racional, você irá adquirir o seu. Vamos ter o orgulho de se sentir parte do sucesso deste time que nos dá tantas alegrias e que somos apaixonados.

Um abraço 5 estrelas!

 

Bruno Bechelany e Rafael Pena

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09 06 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro 1x0 Vasco
Foi sofrido, mas no final deu tudo certo!

O Cruzeiro consegue o que queria, a sua 100ª vitória em Brasileiros, os três
pontos como mandante, e a reconquista da liderança do torneio.

Não foi com a superioridade que se esperava, diante de um adversário burocrático,
mas Brasileirão é assim mesmo: um minuto de cochilo, e aqueles protagonistas
que passariam a partida desapercebidos, aparecem de um nada, roubam a cena,
e lhe tiram a obrigação da vitória como mandante. Seriam os casos de Leandro
Amaral ou Edmundo, únicos potenciais possíveis responsáveis por uma situação
dessas, que graças à luta do Cruzeiro, não se confirmou.

O time azul mandou no primeiro tempo do jogo, foi responsável por inúmeras
criações de jogadas ofensivas com alternância de lances pela esquerda, onde
é mais forte, e pela direita, onde não é tão melhor assim, aparecendo naquele
setor, o atacante Jajá que dividia a atenção dos expectadores com Jadílson
pela esquerda.

O Cruzeiro ia muito bem do meio pra frente usando as laterais e em algumas
ocasiões até mesmo o meio, mas pecava excessivamente nas conclusões por preciosismo
ou insegurança. Fato é que o primeiro tempo terminou sem nenhuma chance clara
ao Vasco, senão em uma jogada de velocidade do ataque, mas sem risco efetivo
de gol, e com várias delas criadas pelo Cruzeiro, com muito ímpeto, e pouca
objetividade.

No segundo tempo, o Cruzeiro trocou Jajá por Fabinho, e o time continuou
tomando as ações do jogo, e o Vasco parecia satisfeito em apenas praticar
o anti-jogo, ao revés de tentar o ataque.

Após perder uma chance com Wagner aos 11 minutos, aos 16 Ramirez é lançado
pela direita na entrada da área, e é derrubando dentro dela com marcação
correta de penalidade máxima. Guilherme bate no canto com pouca força, e
o goleiro defende, dando rebote, e Guilherme volta a perder o gol.

Esse momento era decisivo, porque se o jogo já estava difícil, com o abalo
psicológico da perda da chance máxima, não se sabia como reagiria o time.
Demonstrando ter incorporado o espírito da Libertadores, o time continuou
lutando, e aos 26 minutos após um vacilo do goleiro do Vasco, que cometeu
falta ao abafar a bola com a mão, espalmando-a, e deixando-a ao campo, pretendeu
pegá-la novamente, quando da presença de Guilherme.

Tiro livre indireto, dentro da área, muito bem aproveitado pelo time, que
ao revés de tentar o chute desvairado ao montoado de jogoadores que se formou
à frente na barreira, optou pela solução mais inteligente, rolando-a rasteiro
para o meio da área, onde Charles chuta cruzado em direção ao canto direito
do goleiro, e abre o placar.

À partir da vantagem no placar, o Cruzeiro continuou tentando buscar o gol,
mas com uma certa administração do resultado, e nessa oportunidade, o Vasco
cresceu, e criou algumas boas chances, onde a defesa azul, pressionada, passou
alguns sustos na torcida, como excesso de toque de bola atrás, sem usar dos
chutões quando necessário.

Quando o Vasco crescia, Adílson Batista saca Jadílson do time, e coloca Jonathan,
em uma alteração, que eu sinceramente não entendi. Se não foi por cansaço,
não penso que teria sido a melhor opção, ainda que usando o lateral Jonathan
para compor o setor e mandar o Paraná para a esquerda, já que nessas circunstâncias,
com o Vasco pressionando, perderia as boas opções de apoio na esquerda com
o lateral de origem. Mas deu certo, optando por não trocar o certo pelo duvidoso,
o treinador conseguiu o que queria, mesmo não tendo Jonathan atuado como
se esperava, e o time passando maus bocados ao fim do jogo.

O que interessa são os três pontos e a liderança de volta, em companhia do
Flamengo. Há quem diga que o Cruzeiro esse ano, seguirá os passos do São
Paulo do ano passado, ou seja, fará jogos difíceis, amarrados, e seguirá
o regulamento que é o de pontuar mais que os concorrentes, ainda que sem
brilho.

Se for mesmo para ser campeão, que assim seja, mas uma coisa é certa: os
números não mentem, e todos eles são favoráveis ao time, desde o início do
ano. A defesa não tem levado gols como vinha levando, e já são 4 vitórias
em cinco jogos, e pouco importando como elas se deram, elas aconteceram.

Wagner, a meu ver, foi um dos melhores em campo, e mostrou, mais uma vez,
estar ligado e interessado no jogo, participando da maioria das jogadas do
ataque. Que a torcida tenha paciência com o garoto Guilherme, que ainda que
não tenha brilhado hoje, é um jogador que merece atenção, e apoio. Nem todos
craques atuam todos os jogos com destaque, e Guilherme tem tudo pra virar
um deles com críticas conscientes e com trabalho e suporte do treinador e
da torcida.

Diante do Palmeiras, agora todos os olhos se voltam ao treinador, já que
nos jogos como mandante, pouco se comenta dele, já que as vitórias tem vindo,
e por outro lado, como visitante, sempre é questionado. O que fará Adílson
para jogar em São Paulo? Vai se limitar a tentar parar o time verde, ou vai
consciente de que pode vencer? A escalação pode sugerir o propósito...

De qualquer forma, o time azul tem um bom retrospecto por lá, e o Palmeiras
vive momento de oscilação. Que venha a vitória! Força Cruzeiro!
 
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06 06 08
Cruzeiro6x2Vasco - Humilhando em Sao Januario

Cruzeiro 6 x 2 Vasco – Copa do Brasil 96

Comandada por Palhinha, Raposa humilha o Vasco em São Januário!

            A fama de time copeiro do Cruzeiro já tinha ultrapassado as fronteiras do Brasil. Na Copa do Brasil de 1996, o time fazia bela campanha e, coincidentemente, era comandado por um jogador que respondia pelo nome de Palhinha. Ao contrário do primeiro Palhinha, que era centroavante e fez história com a camisa celeste como o matador da segunda academia, campeã da Libertadores, este jogava na meia cancha.

Jogador habilidoso, surgira como promessa de craque no América Mineiro e, na época, já tinha se consagrado no São Paulo. Agora, Palhinha chegara ao Cruzeiro com a missão de comandar o time, carregando o nome de um craque que fizera história no clube!

Naquela noite fria de março, o Cruzeiro tomara o gramado do São Januário com raça, para levar a decisão para o segundo jogo em Belo Horizonte. Mas, com certeza, nem o mais fanático cruzeirense, nem o mais pessimista dos vascaínos poderia dizer qual seria o resultado da partida.

            O jogo começou com a torcida do Vasco fazendo festa, tentando empurrar o time, mas já aos 2 minutos o baile celeste começou. Ueslei deu um belo drible em seu marcador e bateu forte, de fora da área. A bola resvalou na perna de Zé Carlos e enganou o goleiro Carlos Germano, indo morrer no fundo das redes vascaínas!

            A torcida silenciou e o Cruzeiro foi para cima. Aos 8 minutos, Fabinho roubou uma bola e passou para Palhinha chutar de fora da área, mas ela, caprichosamente, saiu. Era um massacre! Sem cometer erros, o Cruzeiro marcava bem e tocava a bola com facilidade. Aos 11 minutos, Gelson Baresi aproveitou belo cruzamento de Ueslei e cabeceou para marcar o segundo gol celeste.

            O domínio continuava, só tinha dado Cruzeiro. Marcelo fez bela jogada e chutou, mas Carlos Germano defendeu bem. O Vasco aproveitou sua única chance no primeiro tempo e, aos 29 minutos, quando Palhinha recebeu falta no meio-de-campo sem que o juiz marcasse, Nilson aproveitou a falha de Gelson Baresi, driblou Dida e diminuiu para o Vasco!

            No final do primeiro tempo, o Vasco tentou o empate, mas o time mineiro segurou o resultado e manteve a vitória parcial. No intervalo, o time se acertou e voltou com tudo, buscando ampliar o marcador.

            E não demorou para acontecer: aos 4 minutos, numa linda jogada de Ricardinho no meio-de-campo, o Cruzeiro marcou o terceiro. Ele carregou em velocidade e fez lançamento perfeito para Roberto Gaúcho, que chutou. Carlos Germano defendeu parcialmente, mas, no rebote, o próprio Roberto Gaúcho tocou de perna direita e marcou.

            O Vasco se desesperou e isto só favoreceu o domínio celeste. Aos 10 minutos do segundo tempo, o lateral Vítor, com a bola dominada, passou por dois defensores e cruzou na área. Marcelo pegou o cruzamento e bateu; a bola ainda tocou em Rogério antes de bater na trave e entrar chorosa nas redes vascaínas.

            A televisão mostrava torcedores do Vasco revoltados; um no alambrado chorava, mas os jogadores celestes não estavam vendo a transmissão e não tiveram compaixão. Aos 15 minutos, um dos gols mais bonitos: Vítor atacou sensacionalmente e fez o passe para Roberto Gaúcho cruzar com perfeição. Palhinha entrou na área e chutou de primeira para o goleiro Carlos Germano fazer a defesa parcial; no rebote, com a bola a meia altura, Palhinha, que estava caído, ainda assim tocou de cabeça, marcando o quinto gol celeste.

            O Vasco nem acreditava na goleada! Arrastando-se, conseguiu o segundo gol aos 28 minutos da segunda etapa, em um belo chute de Zinho, de fora da área. A bola ainda tocou na trave de Dida antes de entrar!

            Do Cruzeiro, saíram Marcelo e Palhinha, poupados para o jogo de volta; entraram respectivamente Cleison e Edmundo. Com esta substituição, a goleada tomou números finais: aos 40 minutos, Edmundo aproveitou uma falha da defensiva vascaína e entrou livre para tocar com categoria na saída do goleiro.

            Na saída do estádio, a torcida do Vasco estava desolada: tomara uma goleada histórica em casa! O Cruzeiro provara que sempre apresentaria um futebol bonito de se ver, com raça e técnica – exigência para vestir e brilhar com a camisa celeste!

Escalação:

Cruzeiro: Dida, Vítor, Gelson, Célio Lúcio, Nonato, Fabinho, Ueslei, Ricardinho, Palhinha (Cleison), Marcelo (Edmundo) e Roberto Gaúcho. Tec. Levir Culpi

Vasco: Carlos Germano, Bruno Carvalho, Zé Carlos (Bill), Rogério, Zinho, Luisinho, Leandro, Juninho (Brener), Assis (Sidnei), Valber, Nilson. Tec. Carlos Alberto Silva

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