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26 12 07
Você nunca vai caminhar sozinho!
Cruzeiro,
Saiba que nunca estarás sozinho
Mesmo nos momentos mais dificeis
Nunca desistirei de ti

Porque tu só me deu alegrias
Sempre esteve do meu lado
Nunca vou te abandonar

Cruzeiro,
Sei que o momento é dificil
Que falsos torcedores irão te deixar
Fingir que nada acontece
Vão passar o tempo todo a reclamar

Cruzeiro,
Independente do presidente
De qualquer jogador
Das mentiras da imprensa
Sempre irei te amar
E vou estar ao seu lado
Seja no Brasil
No Defensores del Chaco ou
Nos 3 mil metros de Potosi

Sempre estarei lá
Pois sou cruzeirense
Sou vencedor
E você depende de todos nós
Verdadeiros cruzeirenses
Que para toda vida
Nunca deixarão de te amar

Cruzeiro,
Como diz a música
Tua historia é tao bonita
Faz parte da minha vida
E para meus filhos irei contar
Conte comigo sempre
Porque você nunca caminharás sozinho
Que Deus abençoe a todos nós nesta Libertadores
Pois chegou o momento do tri

Cruzeiro,
Em você sempre vou acreditar
Me chame de doente, romântico ou apaixonado
Na verdade sou um cruzeirense
Vencedor
E que sempre acreditarei em ti
Te amo Cruzeiro Esporte Clube
Obrigado por existir.

Bruno Bello Vicintin
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18 12 07
A Segunda Nunca Sairá de Você!

Cruzeiro 1 x 0 Atlético-MG

16/10/2005

Cruzeiro versus Atlético-MG é um jogo diferente, isso todos nós sabemos. Em noventa minutos ou em até menos tempo, grandes jogadores podem transformar-se em verdadeiros pernas-de-pau e pipoqueiros, ficando marcados, negativamente, para o resto da vida, assim como jogadores limitados e até mesmo medíocres podem ser lembrados como ídolos, guerreiros e bravos defensores da camisa celeste. A diferença costuma ser um lance, um gol, uma pixotada.


Medíocres serem lembrados e exaltados é mais freqüente, não só no clássico, mas em decisões e, nestes casos, o torcedor costuma esquecer fatos passados, jogadas ridículas, e comportamentos execráveis só para exaltar quem lhe deu alegrias contra adversários diretos, mesmo que efêmeras. Acontece que, por apenas um lance, este jogador horrível fica marcado para sempre na historia.


Para felicidade de muitos cruzeirenses, isto aconteceria exatamente num dos clássicos de 2005. O personagem se chama Adriano "Gabiru" e seu nome ficará marcado na historia do Cruzeiro mas, especialmente, do seu rival local. Não fosse aquele gol, a história contada hoje poderia ser outra. Uma alegria comparável a dos torcedores colorados que prestam homenagem ao mesmo "Gabiru" pelo gol do título intercontinental mesmo depois do jogador sair do Brasil com toda a torcida querendo a sua dispensa.


O ano vinha difícil para os cruzeirenses, havíamos perdido o titulo estadual para o Ipatinga, sendo que o bravo time do interior jogara aquele ano praticamente com todo o elenco de jogadores cedidos pelo próprio Cruzeiro. Havia uma grande expectativa pois, diz a lenda do clássico que, o time em piores condições no momento do clássico costuma usá-lo para mudar a sorte e afundar o adversário.


De bom mesmo, só as vitórias sobre o rival na semi-final do Mineiro e no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Outro fato promissor era o surgimento de um novo ídolo, o centroavante Fred que, sozinho, vinha demonstrando raça e técnica e conquistara a torcida. No meio do ano, entretanto, seduzido pelos Euros, em mais uma transferência substancial, foi contratado pelo Lyonnais e abandonou o time minutos antes de uma partida. A coisa não estava nada animadora.


A torcida celeste já esperava a ruptura dos 15 anos consecutivos comemorando ao menos um titulo oficial por ano. Para desanimar mais ainda, não existiam craques e nem mesmo jogadores bons naquele time do segundo semestre e o futebol de qualidade e vencedor, parecia distante. O símbolo-residual daquele resto de temporada era o camisa 10, o meia Adriano "Gabiru", que chegara ao Cruzeiro, a peso de ouro e com fama de craque do furacão de alguns anos antes. Só apresentou um futebol burocrático que nem conseguia justificar o uso daquela camisa 10 vestida outrora por craques como Dirceu Lopes, Palhinha e Alex.


Depois de algumas apresentações bisonhas e de um péssimo futebol, não demorou para a torcida exigir mais empenho do jogador. Instigado pela imprensa, demonstrando alguma ingenuidade, "Gabiru" vacilou e disse que aqueles que o vaiavam eram "todos cachaceiros, otários e babacas". Era o que faltava, virou inimigo número 1 da torcida. Pagar para ver um jogador de performance sofrível e ainda ser obrigado a escutar ofensas do mesmo em rádio, TV e jornais era demais.


As semanas corrriam e, para a grande maioria da torcida, nada que "Gabiru" fizesse poderia fazer com que os fiéis torcedores celestes o perdoassem. Alguns, mais exaltados nas arquibancadas, exigiam a todo momento que ele fosse sumariamente expulso do Cruzeiro. Neste clima, o time entrava para a disputa de mais um clássico. Do lado do rival o otimismo para a vitória era claro, o rival já tinha batido o Flamengo, no Rio por 2 a 1, e uma vitória no clássico tiraria o time de vez do perigo do rebaixamento. A torcida adversária confiava no restrospecto em brasileiros mesmo antes de entrar em campo. Era a esperança, também, da maioria da imprensa mineira que torce escondida no armário e acreditava que a vitória os tiraria da zona de rebaixamento.

Pelo rival, a imprensa enaltecia o retorno de alguns jogadores como se os mesmos fossem dignos de figurar em clássicos decisivos. Cáceres, Marquinhos e George Lucas eram os "reforços" e mesmo com o Cruzeiro saindo-se melhor nos confrontos diretos recentes, a confiança deles extrapolava só pelo fato do matador Fred não atuar mais. O mêdo tinha dado lugar a uma enorme confiança.


A torcida celeste fez a sua parte, como sempre, foi em massa à Toca III para apoiar seu time, mais uma vez era maioria já que a lendária torcida rival mais uma vez não comparecera.


O jogo começou com o Atlético-MG pressionando, logo no primeiro minuto de jogo Marques tocou de calcanhar para Catanha que chutou fora. Parecia que o prognóstico da imprensa mineira iria concretizar-se. Nos trinta minutos seguintes, foram três chances de abrir o placar. Na melhor delas Marques invadiu a área e na cara do gol chutou no travessão, no rebote a zaga celeste aliviou.


Como que sentindo o momento desfavorável do time a torcida celeste entoava a plenos pulmões um cântico que significava tudo naquele momento. Das arquibancadas se escutava o grito: “Ô Cruzeiro, não da mole não! manda esta "coisa" pra segunda divisão!”. Os jogadores estavam escutando. Aos 40, Diego fez um carnaval pela esquerda, chegou a linha de fundo e chutou forte, a bola cruzou toda a área e no segundo poste foi encontrar ele, Adriano "Gabiru" o mais odiado do momento. O meia apenas teve o trabalho de escorar a bola e mandar para o fundo das redes do goleiro Bruno.


Era o gol do perdão!


A torcida celeste explodiu, enquanto a rival ficava, cada vez mais, calada.


Na segunda etapa as mexidas do técnico adversário não surtiram efeito e o Cruzeiro passou a dominar a partida, perdendo uma chance histórica de aplicar uma goleada. Aos 22 minutos, mais uma vez, Diego cruzou para Adriano que chutou forte com a bola explodindo no travessão. Aos 42 minutos Wando saiu na cara de Bruno e de cobertura bateu para fora.


O rival era um time entregue e o maior exemplo era seu maior ídolo e sua atuação em campo. Marques fizera naquela importante partida o mesmo que sempre fazia contra o Cruzeiro, amarelou. Aos 47 minutos, o atacante recebeu em claro impedimento, com a ajuda do auxiiar de arbitragem, que não paralisou o lance, invadiu a área e cara a cara com o goleiro Fábio chutou para fora a chance do empate, para o delírio da torcida cruzeirense.


No momento após este lance o juiz decretou o final de jogo, o Atlético-MG sofreu a segunda derrota para o Cruzeiro num mesmo campeonato e , desta vez, eles não se recuperariam.


Ao final daquele ano, a alegria foi toda da torcida celeste de ver o rival finalmente no lugar que era dele por direito a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. De onde nõ deveria ter saído, mas que ficará, indelevelmente marcado na história deles.


Adriano "Gabiru" foi negociado ao final daquele ano, provocando, sem dúvida, um grande prejuízo financeiro aos cofres cruzeirenses. Porém , apesar do péssimo ano e da baixíssima qualidade do futebol apresentado, "Gabiru" terá, para sempre, um lugar na lembrança de muitos cruzeirenses. Afinal, foi dele um dos gols mais importantes da história do clube, foi dele o gol da queda, o gol do perdão.


Tá perdoado Gabiru!


Será que o título desta página heróica, ao invés do aqui colocado, ficaria melhor com "Tá perdoado Gabiru!" ?


Ficha Técnica
Cruzeiro 1 x 0 Atlético-Mg
Campeonato Brasileiro - Mineirão
Público - 42.476 /
Renda - R$ 374.092,50
Árbitro - Djalma Beltrami (RJ)
Auxiliares - Carlos Henrique Lima (RJ) e Eurivaldo Lima (RJ)
Gol: Adriano "Gabiru" aos 40 min do primeiro tempo.
Cartões Amarelos: Maldonado, Diogo, Kelly, Adriano "Gabiru" e Jonathan (CRU), Rafael Miranda, Henrique, Walker e Marques (ATL-MG)

Cruzeiro : Fábio; Jonathan, Marcelo Batatais, Moisés e Wágner; Marabá, Maldonado (Diogo), Adriano"Gabiru", Kelly (Leandro SIlva); Diego (Wando) e Alecsandro. Técnico: Paulo César Gusmão.

Atlético-MG : Bruno; Cáceres, Marquinhos, Lima e Rubens Cardoso; Edílson (Luís Mário) (Ramon); Walker, Rafael Miranda e Uéslei; Marques e Catanha (Rodrigo Fabri). Técnico: Marco Aurélio.

* o jogo marcou as festividades dos 40 anos do Mineirão - Troféu.


Dedicatória.
Esta Página
Imortal é dedicada a todos que pensam e atuam como se a torcida do Cruzeiro fosse um bando de cachaceiros, babacas e otários. Desde jogadores que são influenciados a darem declarações desastrosas até repórteres e jornalistas mal intencionados que quando não podem publicar ou falar mal do Cruzeiro e de sua torcida procuram provocar a cizânea entre torcedores ou entre jogadores e torcida.
Neste quadro, encaixam-se profissionais que usam de alguns exemplos ou da ocorrência feita por alguns poucos torcedores, para distorcer a realidade. Como aqueles mentirosos que narraram  "a torcida do Cruzeiro comemorou o gol do rival que lhe daria classificação para a Libertadores". Este tipo de comportamento deve ser evitado e esta Página Imortal é exemplar para que se lembrem que entrar para a história pela porta da frente é correto e não pelo buraco da fechadura da saída de emergência com tem acontecido com alguns destes "falsos profissionais da mídia".


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11 12 07
Um Jogo Imortal para Adilson Batista

Cruzeiro 0 x 2 River Plate-ARG

28/10/92


Páginas Heróicas Imortais, destacadas eternamente no Hino do Cruzeiro, são construídas com "Jogos Imortais" e com momentos imortalizados por personagens ilustres ou anônimos. Um grande clube/time pode ter momentos imortais que são protagonizados por uma ou várias pessoas. É destes momentos que vamos falar neste espaço, além dos Jogos Imortais que são intermináveis.


A inauguração desta modalidade de "página imortal" começaria com as grandes história e momentos de vários de nossos presidentes, ou de nossos ídolos imortais, que tanto honraram nossa historia.


A contratação do ex-jogador Adilson Batista, o momento vivido no clube e a angústia da torcida sobre as perspectivas dos resultados como o novo técnico, me levam a relatar um destes momentos heróicos e imortais, vivido pelo zagueiro Adílson.


O ano era 1992 e o Maior das Alterosas havia despertado dos anos difíceis escuros da década de 80 onde a conquista somente de títulos regionais não satisfazia a torcida. O Cruzeiro conquistara, um ano antes, o título de Campeão "Supercopa da Libertadores da América", sendo o primeiro clube brasileiro conseguir tal triunfo. Na final batemos o antigo rival sulamericano, o gigante argentino River Plate, em um jogo memorável e de muita superação dentro do Mineirão.


No ano seguinte, o presidente César Masci fez um timaço. Investiu em craques renomados como Renato Gaúcho; trouxe promessas como Roberto Gaúcho; repatriou ídolos celestes como Douglas, o Príncipe da Bola, e ainda contratou um ídolo do rival locao, o zagueiro Luisinho.


Com este time, a esperança de toda torcida era que novamente fossemos vencer a Supercopa da Libertadores, sendo Supercampeào mais uma vez. Era este o projeto. O time vinha apresentando um futebol majestoso, a torcida era um show à parte mantendo uma média de quase 80 mil torcedores por partida e todos esperavam o titulo. Este público é reconhecido como um recorde mundial de média de público para uma mesma competição. Porém, na Argentina, o velho rival River Plate armara uma arapuca já que o caminho dos dois gigantes se cruzariam novamente. Na primeira partida no Brasil o Cruzeiro saiu vitorioso pelo placar de 2 a 0. Restava a batalha do "Monumenta de Nuñez".


Os jornais argentinos noticiavam que esta seria a terceira vez que ambos os times se enfrentariam de forma decisiva e que nas duas anteriores (Libertadores-1976 e na Supercopa-1991) o Cruzeiro levara a melhor.


O clima era de revanche por parte dos portenhos. Na Argentina exigiam o troco, o jogo, como previsto, foi tenso. Provavelmente, foi o maior teste que o Cruzeiro enfrentou na sua história de batalhas heróicas. Nossos jogadores foram ameaçados, os vidros do ônibus quebrados com uma chuva de paus e pedras na entrada do estádio, os jogadores temiam até por suas vidas. O capitão Douglas, à época um experiente jogador depois da passagem pea Europa, tentava manter a calma do time que, bravamente, segurava o empate que daria a classificação.


Foi então que o momento mais marcante da carreira de Adilson ocorreu. O zagueiro estava voltando de uma grave contusão (fratura na perna) e fora chamado a entrar na partida. Era sua volta aos gramados e justo naquela batalha aterrorizante.


O árbitro tentava, de todas as formas, ajudar a equipe Argentina e, escandalosamente, expulsara o zagueiro Luisinho por demora em cobrar um tiro de meta.


O técnico Jair Pereira, rapidamente, sacou o atacante Betinho e mandou Adílson para o jogo. Ai, de maneira imprevisível, o momento mais triste de sua carreira. Antes mesmo de tocar na bola, no seu primeiro lance de jogo, recebeu um carrinho criminoso. Pessoas que estavam no gramado, declaram que o estalo pode ser ouvido de longe. Sua perna acabara de ser novamente fraturada. Aos prantos ele deixou o campo de maca para comoção de todos jogadores celestes. Até os adversários ficaram assustados com o lance.

Como sempre, em nossa historia, o que abalaria qualquer grupo fortaleceu a equipe celeste. O drama do jogador comoveu a todos e encheu-os de brio. Mesmo jogando com um único zagueiro, correndo risco de outras agressões covardes, mesmo com o árbitro marcando dois pênaltis para o River nos últimos 5 minutos da partida, contra tudo e contra todos, nosso time bateu o River nos pênaltis numa das maiores batalhas de nossa historia.


Depois da vitória e superação daquele tradiociona e difícil adversário, os jogadores ainda tiveram que enfrentar uma chuva de objetos na saída do estádio. Douglas, que cobrou o ultimo pênalti , após convertê-lo deu um soco no ar. Na saída do estádio, no caminho do hotel, o ônibus da delegação foi cercado por carros que buzinavam e gritavam muito. Assustados, os jogadores acharam que seriam mais torcedores do River querendo agredi-los. Qual o quê! Eram torcedores do Boca, aplaudiam e saudavam nosso time e cantando em plenos pulmões que o Cruzeiro era o terror das galinhas (os torcedores do River em Buenos Aires são apelidados, pejorativamente de galinhas).


A vitória foi dedicada ao abatido Adílson que, novamente, teria que passar por nova fase de recuperação, o zagueiro pensou até em abandonar os gramados. Na chegada a BH, os jogadores foram recebidos como heróis pela torcida, Adílson abatido desceu do avião de cadeira de rodas. Rapidamente ele foi cercado por torcedores que, aplaudindo e gritando seu nome, incentivavam o jogador a continuar pois ainda contavam com o zagueiro, diziam que ele era Supercampeão, como todos naquele grupo. Adílson , ainda no saguão do Aeroporto, desabou em lágrimas, comovendo a todos.


O Cruzeiro seguiu seu caminho sendo Supercampeão. Adílson seguiu sua carreira, sendo inclusive campeão da Copa Libertadores, anos depois, atuando pelo Grêmio e na condição de capitão do time. Em sua história no Cruzeiro, Adílson chegou a ser titular da seleção brasileira e com muito profissionalismo sempre honrou nossa camisa.


Assumindo o comando da Comissão Técnica, mesmo que não obtenha os resultados sonhados pela torcida cruzeirense, o ex-jogador Adilson merece pelo que ele fez com a camisa do Cruzeiro. Os torcedores mais novos devem saber e conhecer estas histórias para não cometerem injustiças com quem, no passado, sacrificou-se e doou até momentos de alegria para os torcedores em troca de tristezas particulares. É mais um grande jogador que passará pela provação de ser técnico no time que obteve sucesso e glória.


Ficha Técnica

Cruzeiro 0x 2 River Plate (ARG)
Supercopa da Libertadores da América (Quartas-de-final)
Estádio Monumental de Nuñez - Buenos Aires - ARG
Público - 7.279 / Renda - 317.960 Pesos
Árbitro - Enrique Marin (CHI)

Gols: Ramon Diaz 43' e Silvani 46' (P) do segundo tempo.

Cruzeiro: Pauo César; Paulo Roberto, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Boiadeiro, Luís Fernando e Betinho (Adílson); Renato Gaúcho e Roberto Gaúcho (Édson) . Técnico: Jair Pereira.

River Plate (ARG) : Comizzo; Basualdo, Cáceres, Rubem e Altamirano; Ciaut (Toresani), Zapata, Ortega (Silvani) e Da Silva; Ramon Diaz e Medina Bello. Técnico: Daniel Passarella.

CV: Luisinho e Boiadeiro (Cruzeiro)

Pênaltis: Cruzeiro 5 x 4 (Silvani 1 a 0; Paulo Roberto 1 a 1, Da Silva 2 a 1, Nonato 2 a 2, Medina Belo 3 a 2, Roberto Gaúcho 3 a 3, Zapata 4 a 3, Luiz Fernando 4 a 4, Ramon Diaz perdeu 4 a 4, Douglas 4 a 5).


Dedicatória.

Este capítulo é dedicado a Adílson Dias Batista, zagueiro de excepcional qualidade e que honrou a camisa celeste. Que atinja no Cruzeiro o ápice de sua carreira, que conquiste títulos internacionais como a Libertadores de 2008, mostrando, também, as suas qualidades como técnico.

Somos cruzeirenses e vencedores, Adílson sabe o que significa isso e é parte da nossa história como jogador, agora mostrará que pode construir nossa história como técnico. Somos torcedores e apoiaremos todo trabalho sério, feito por gente séria e que respeita a torcida do Cruzeiro.

Que Deus o ilumine nesta nova campanha, onde terá o nosso apoio.

Para ver os dados da carreira do ex-jogador e técnico consulte o verbete "Adílson Dias Batista" no Wikipedia.

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07 12 07
Põe na conta do Bispo!

Cruzeiro 3 x 1 Atlético-MG

20/06/65

O Mineirão não havia sido inaugurado, ainda era metade da década de 60 e já era claro o domínio celeste no Estado.


A primeira academia celeste de futebol, liderada pelo príncipe Dirceu Lopes e pelo imortal Tostão, começava o amplo domínio do futebol mineiro e já planejava vôos mais altos.


No ano de 1965, o Torneio Gil César Moreira de Abreu fora organizado para angariar fundos em benefício da construção do prédio do campus da Faculdade Católica no bairro Coração Eucarístico, cujo reitor era o bispo dom Serafim Fernandes, torcedor fanático do nosso rival local.


Claro que, rapidamente, o torneio foi apelidado de "Torneio do Bispo", e houve grande adesão de times com a participação de Cruzeiro, Atlético, Flamengo, Bangu, América e Siderúrgica.


Era o terceiro torneio organizado no semestre pois o certame estadual só teria inicio após a inauguração do Mineirão. Os dois torneios anteriores foram vencidos pelo Cruzeiro , o que contrariava a quase todos e nada mais interessante que uma competição do torcedor-símbolo alvinegro tivesse o time dele como vencedor. A idéia era que, se o Cruzeiro já tinha ganho dois e não ganharia outro.


A expectativa para a final era grande, ambos os times chegaram a final empatados em pontos, os dirigentes do rival acreditavam que este seria o primeiro titulo do ano mesmo ignorando a clara vantagem técnica da equipe celeste. Este clássico também tinha um ingrediente especial já que seria o ultimo clássico disputado no Estádio Independência, o Mineirão estava prestes a abrir para ser o grande palco daquele jogo.


Do lado celeste, existia a dúvida da participação do craque Tostão. na partida anterior, contra o América, ele havia sido substituído e a perspectiva de não ter que enfrentar o craque animou a torcida rival. Para azar deles Tostão jogaria e o resultado seria o mais lógico.


Logo o inicio do jogo já dava para ver que Tostão, Dirceu e Ílton envolveriam a meia cancha como nas partidas anteriores. Aos 8 minutos o cruzeiro já ameaçava a meta rival, Osias fora obrigado a mandar para escanteio um belo chute de Tostão.


A dupla de zaga do rival era formada por Grapete e Bueno e em uma disputa contra craques do nível de um Dirceu Lopes os desajeitados defensores rivais eram submetidos a lances vexatórios em quase todos os ataques. Os armadores cruzeirenses levavam a linha defensiva atleticana ao desespero e o gol não demoraria a sair.


Aos 11 minutos, o craque Dirceu Lopes, no auge da sua juventude, armou a jogada e lançou o ponteiro Dalmar. Este em velocidade levantou a bola e Fescina, aproveitando a bobeira da desajeitada zaga adversária, entrou rapidamente e surpreendentemente, para abrir o marcador do clássico.


A festa era da torcida celeste que começava a acostumar com o espetáculo que o time apresentava. A defesa atleticana continuava a bater cabeça e no final da primeira etapa em cruzamento de Dalmar, mais uma vez Fescina aproveitou a bobeira geral dos defensores e marcou de cabeça o segundo gol celeste.


No intervalo, Wilson Oliveira, técnico atleticano, ainda tentara mexer no time, na esperança de uma reação milagrosa que poderia acontecer.


No inicio da segunda etapa, dava para ver que o jogo estava mais para uma goleada celeste do que para uma reação. Aos 3 minutos da etapa final Dirceu Lopes e Tostão entraram tabelando na área adversária, com o chute de Dirceu explodindo na trave. No rebote Fescina, novamente ele, marcaria para o Cruzeiro. A festa era total e o Estádio Independência era azul e branco.


Na comemoração celeste o time bobeou e deu a chance do rival fazer seu gol de honra, em um chute de Toninho, o lateral Pedro Paulo colocou a mão na bola, pênalti que o próprio Toninho bateu e converteu.


Após o gol, o Cruzeiro fazia rodar a bola para passar o tempo, a torcida então, aos 42 minutos do segundo tempo, começou a gritar "OLÉ" a cada passe trocado pelo meio de campo celeste, o que irritou a muitos presentes, notadamente os adversários. Os descontrolados diretores do rival do lado de fora do campo mandavam seus jogadores utilizarem da violência quando puderem.


Num destes lances, Décio Teixeira atingiu violentamente Wilson Almeida. O árbitro, imediatamente, expulsou Décio Teixeira. Wilson Almeida estava caído no chão, quando o ponta direita Buião, passando ao seu lado, lhe deu um pisão em sua mão provocando a revolta do jogador e do time cruzeirense. Tostão acertou Buião que caiu no gramado e outros jogadores do Cruzeiro o chutaram. O jogador atleticano perdeu os sentidos e teve de ser carregado para o vestiário. A confusão continuou em campo e se generalizou em uma pancadaria histórica, o árbitro sem ter mais o que fazer encerrou a partida alegando que havia expulsado todos os jogadores do gramado.


No vestiário do rival o técnico Wilson Oliveira declarou “desta vez eles não se contentaram em nos vencer na bola e quiseram ganhar também no braço”.


No vestiário celeste a alegria era total, jogadores e dirigentes comemoravam afinal no torneio do bispo atleticano o troféu seria para sempre cruzeirense, e sinalizava o que seriam os anos e conquistas que estavam para acontecer nos anos seguintes.


Ficha Técnica

Cruzeiro 3 x 0 Atlético (MG)
Torneio do Bispo - Estádio Independência - BH *
Público - 7.279 / Renda - Cr$10.693.500,00
Árbitro - Doraci Jerônimo (BH)

Gols: Fecina 11' e 4' do primeiro tempo e aos 4' do segundo tempo. Toninho (Pen) aos 7' do segundo tempo para o Atlético-MG

Cruzeiro: Tonho; Pedro Paulo, William, Vavá e Tião; Ílton, Dirceu Lopes, Wilson Almeida e Tostão; Fescina e Dalmar (Hílton Oliveira). Técnico: Aírton Moreira.

Atlético (MG) : Osias (Paulo Monteiro); Warley (João Batista), Grapete e Bueno; Décio Teixeira, Vanderley (Noêmio) e Buglê; Buião, Paulista, Toninho e Nílson (Roberto Mauro). Técnico: Wilson Oliveira.

* Uma briga envolveu todos os jogadores aos 43 do 2o, que foram expulsos pelo árbitro, que deu o clássico por encerrado. O Cruzeiro sagrou-se Campeão do Torneio e recebeu a "Taça Ducal" e a "Taça Gil César Moreira de Abreu".

Dedicatória.
Este capítulo não pode ser colocado na "conta do Bispo", mas é dedicado em homenagem ao artilheiro Fescina, de história pouco lembrada pela maioria dos torcedores. É um dos poucos a conseguirem o feito de marcar três vêzes numa só partida contra os rivais locais. Somente muitos anos depois é que Revétria, Ronaldo "Fenômeno" e Fábio Jr, repetiriam o feito. Fescina não tem a notoriedade dos demais matadores mas merece aqui neste espaço todo o reconhecimento, gratidão e apreço que os cruzeirenses devem lhe render.

Valeu Fescina!

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