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29 01 08
Alguém esta preparado para ser imortal?

Esta coluna tambem pode ser acessada pelo site radar celeste pelo link:http://www.radarceleste.com/colunabruno.html

Alguém esta preparado para ser imortal?

Por: Bruno Vicintin
Revisado por: Bruno Silveira


Alguém esta preparado para ser imortal?

Copa Libertadores da América, só o nome já exemplifica o que é este torneio. Este campeonato separa os homens dos meninos, os times grandes dos pequenos, clube nenhum a de ser grande sem ter levantado este belíssimo troféu. Para muitos torcedores o Cruzeiro só disputaria o Campeonato Brasileiro para conseguir a vaga na Libertadores!

Um clube imortal como o nosso teria que ter muitas histórias nesta competição, histórias de heroísmo que nunca devem ser esquecidas, histórias de jogadores transformados em guerreiros que para sempre serão lembrados. Antes do Cruzeiro apenas o Santos de Pelé tinha conquistado este torneio representando o Brasil, time nenhum tem tantos exemplos de amor a camisa neste torneio como o nosso.

Atuando por sua primeira Libertadores, a academia de Tostão, Dirceu e Piazza encantaram a América, venceram o Penarol, campeão mundial da época e só não se sagrou campeão porque o frio uruguaio e a inexperiência não deixaram.
Alguns anos depois em outra Libertadores, coube ao Cruzeiro jogando contra o Internacional, fazer a maior partida de futebol que o Mineirão já viu. Mesmo com um jogador a menos e contra um time magistral a equipe celeste venceu por 5 a 4. Um jogo que quem viu nunca se cansa de falar.

Foi jogando nesta mesma Libertadores, mais precisamente em Lima no Peru que Joãozinho fez o gol mais bonito de sua carreira, após o gol os torcedores peruanos, vendo tamanha obra-prima levantaram e aplaudiram o mágico ponteiro celeste. 

Este foi o último jogo de Roberto Batata, pois no desembarque em um trágico acidente automobilístico morrera a grande promessa celeste, abatidos, mas nunca fugindo a luta o time cruzeirense entrou em campo no jogo de volta em Belo Horizonte.

Ali a mais bonita homenagem de um clube a um atleta foi feita, com a memória de Batata no coração e liderados por Jairzinho e Palhinha, o Cruzeiro marcou 7 gols no Aliança, exatamente o número da camisa de Roberto Batata. 

Disputando esta copa Libertadores que a maior prova de amor de um atleta a um clube foi feita, no intervalo da partida decisiva contra o River, o já consagrado campeão do mudo Wilson Piazza exigiu uma infiltração no joelho para voltar para o segundo tempo. O médico se negou, porém o capitão assumiu a responsabilidade, o maior capitão que um clube poderia ter. Deixou o campo de maca, porém com o dever cumprido o de ser campeão!

Campeão graças também ao adorável irresponsável Joãozinho, que passou a frente do magistral Nelinho e cobrou a falta decisiva, marcando o gol do título.
Mais recentemente foi em outra Libertadores que o leão Fabinho com a perna distendida e sem quase conseguir andar avançou mancando ate a área do Grêmio recebeu um cruzamento matou no peito e calou o estádio olímpico. Na comemoração Fabinho não conseguiu nem levantar e saindo de campo de maca, mas com o dever de guerreiro cumprido.

Foi nesta Libertadores que a muralha negra Dida ignorou os agressores Chilenos e com a calma que lhe é usual, defendeu o pênalti que nos colocou em mais uma final. Foi também nesta libertadores que outro ponteiro esquerdo, mais uma vez de perna direita fez o gol do título, novamente explodindo o Mineirão e transformando uma cidade toda em azul.

Porque relembrar tudo isto? Para mostrar que em Libertadores, o Cruzeiro Esporte Clube não é qualquer um e que Deus ilumine a todos na busca do tricampeonato. E que mesmo décadas depois desta Libertadores tenhamos histórias heróicas e imortais para contar.

E para você, quem no nosso grupo tem condições de entrar neste hall de imortais? (BV)

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23 01 08
A Velha Raposa, Ênio Andrade.

Cruzeiro 1 x 0 São Paulo-SP

02/11/95

No ano de 1995, o Cruzeiro disputou um jogo jogo que valeu por dois. Por dificuldades de agendamento, significavam, simultâneamente, pelo título da Copa Ouro e pela classificação para a próxima fase da Supercopa Dos Campeões da Libertadores.

O adversário foi o timaço do São Paulo, que era bicampeão Mundial e da Libertadores, comandado pelo brilhante técnico mineiro Telê Santana, que disputou o título com total favoritismo.

O Cruzeiro era treinado, na época, por uma velha raposa do futebol nacional, Ênio Andrade, que, pelo time celeste, tinha conquistado o título da Supercopa em 91.

O primeiro jogo aconteceu
em Belo Horizonte, e o Cruzeiro jogou desfalcado do ponta Roberto Gaúcho, que tinha sido expulso no confronto anterior contra o Colo-Colo. A batalha dos dois mestres, no Mineirão, foi histórica: o time mineiro entrou muito nervoso e, logo no começo do jogo, Dida falhou e Palhinha marcou 1 a 0 para o São Paulo.

No final do primeiro tempo, o zagueiro Rogério sofreu violenta falta de seu xará são-paulino e revidou; inexplicavelmente, o árbitro pernambucano Wilson de Souza Mendonça expulsou somente o cruzeirense.

O outro zagueiro celeste, Vanderci, tomou as dores do companheiro e deu uma peitada no juiz – foi expulso na mesma hora.

Em seguida, Fabinho e Marcelo reclamaram e também foram expulsos. A polícia precisou entrar em campo para proteger o árbitro da ira cruzeirense.
A torcida, revoltada com a truculência, gritava sem parar:
“Ah... ah... ah... se roubar vai apanhar!”.


Percebendo que jogar o segundo tempo todo com apenas sete jogadores seria um massacre, Ênio Andrade substituiu rapidamente meio time: saíram Alberto, Dinei e Paulinho, e entraram Luis Fernando Flores, Luis Fernando Gomes e Serginho. Na volta do intervalo, Luis Fernando Gomes simulou uma contusão e saiu de maca; como já haviam sido feitas todas as substituições e, pela regra, nenhum time pode jogar com menos de sete atletas, o árbitro não teve outra opção senão determinar o fim da partida.

A torcida cruzeirense vibrou como se o time tivesse feito um gol.
A semana que se seguiu pareceu uma inquisição: a imprensa paulista, a mais parcial do país, passou a semana toda criticando a jogada de Ênio Andrade. Alguns falavam que a manobra não fazia jus à gloriosa história do Cruzeiro; outros alegavam que a jogada foi antidesportiva, apesar de nada constar nas regras do jogo. O jornalista Juca Kfouri, em seu programa Cartão Verde, da Rede Cultura de São Paulo, considerou o jogo como a maior vergonha da história do Cruzeiro Esporte Clube; Djalminha, jogador do Palmeiras, que não tinha nada a ver com a história, declarou que, se o técnico o mandasse cair, ele não cairia. Esqueceram eles de comentar a péssima arbitragem do juiz da partida, que expulsara em um único lance quatro jogadores.

O Cruzeiro foi jogar a final no estádio do Pacaembu sem os seus cinco titulares, e a imprensa paulista esperava uma goleada que colocasse aquele time mineiro no seu devido lugar. Não se lembraram de que aquele time era o Cruzeiro Esporte Clube, acostumado a conquistar títulos em todos os estádios do Brasil e do mundo, e de que não ganhariam o jogo no grito.

Os deuses do futebol já pareciam sinalizar o que iria acontecer, pois o dia do jogo coincidia com o aniversário de 29 anos da brilhante conquista da Taça do Brasil, o primeiro título nacional do Cruzeiro, ali mesmo no Pacaembu. Supersticioso, Ênio Andrade não quis viajar no dia do jogo, porque era Dia de Finados; assim então a delegação partiu um dia antes.

O Cruzeiro teve que jogar muito improvisado, colocando o lateral Nonato na lateral direita para que Serginho jogasse pela esquerda – tudo porque o Cruzeiro estava com o elenco muito reduzido.


A torcida são-paulina veio conferir o massacre e assistir à conquista de mais
um caneco, mas a história não seria bem assim. Os dois times entraram em campo e a expressão na cara dos jogadores celestes era de que aquele não era um simples jogo, era uma batalha.

O São Paulo, como era esperado, começou melhor e atacando muito. Aos 9 minutos, Amarildo recebeu na lateral e cruzou para trás; Denílson bateu na corrida, mas por cima do travessão. Logo depois, Caio teve bela chance, mas, quando estava na cara do gol, foi desarmado por Ademir, que era um leão
em campo. Apenas aos 20 minutos o Cruzeiro começou a equilibrar a partida e a sair do sufoco, com bons ataques de Paulinho e de Dinei. Mas o primeiro tempo acabou com nítida vantagem para o São Paulo, para o qual o empate daria o título.

O segundo tempo começou e o Cruzeiro surpreendeu: aos 14 minutos, Dinei recebeu e tabelou com Roberto Gaúcho. O ponta levantou a cabeça e, de pé direito, cruzou rasteiro na área para o próprio Dinei, que entrou como um azougue, chutando rasteiro no canto de Zetti. O Cruzeiro, para surpresa geral, abria o marcador e silenciava o Pacaembu.

Telê Santana trocou Denílson por Palhinha e foi vaiado pela torcida, que queria a saída de Amarildo. O São Paulo partiu desesperado para o ataque, mas o gol não saía, pois todos os ataques acabavam nas mãos de Dida, e nos contra-ataques, o Cruzeiro levava uma pressão terrível com a velocidade de Roberto Gaúcho e de Dinei.

No final do jogo, Dinei foi à linha de fundo e cruzou para Paulinho marcar um golaço de calcanhar. Seria o gol do título, não fosse o árbitro anular o gol, alegando que a bola tinha saído antes do cruzamento. No replay da televisão, ficou claro que a bola não tinha saído por pelo menos um metro. Agora, nem a imprensa paulista poderia reclamar de o São Paulo ter sido prejudicado.


O jogo acabou e o título seria decidido nas cobranças de penalidades. Na primeira cobrança do Cruzeiro, Nonato ignorou as vaias e bateu com categoria, marcando o primeiro. O veterano Alemão se preparou para cobrar o segundo, enquanto a torcida são-paulina cantava seu hino – “Oh tricolor... Ô... Ô... Ô... clube bem amado...”. O veterano jogador bateu forte, mas Dida voou como um gato no canto certo e defendeu, calando mais uma vez o Pacaembu. Paulinho Maclaren bateu com tranqüilidade e também converteu; o zagueiro Bordon correu e soltou uma bomba, mas a bola estourou na trave e saiu. O Cruzeiro agora tinha a vantagem de duas cobranças e o meio-de-campo Alberto também bateu e converteu. Se o são-paulino André errasse, o jogo acabaria, mas ele bateu bem e marcou, ficando a decisão para o zagueiro Gelson Baresi. O zagueirão correu e bateu forte no canto esquerdo. O goleiro Zetti pulou para o canto errado, a bola entrou e o Cruzeiro novamente era campeão.

Os jogadores corriam e se abraçavam. Depois de 29 anos, o Cruzeiro conquistava mais um título no Pacaembu, relembrando a prepotente imprensa paulista que aquele não era qualquer adversário, aquele era o Cruzeiro, campeão mais uma vez. Ênio Andrade, como de costume, saiu calado de campo, sem perder a classe; havia ganhado o duelo contra Telê, mostrando a todos o porquê de o mascote do Cruzeiro ser a raposa. Mesmo com a vitória, o velho mestre ignorou os medíocres e mesquinhos jornalistas, que esperavam uma resposta mal-educada ao massacre de críticas que tinha sofrido. Mas Ênio era bom demais e estava acima disso tudo – afinal, tinha levado a melhor, com o regulamento debaixo do braço.

Aos cronistas paulistas que tanto falaram durante a semana coube apenas o silêncio dos derrotados. O Cruzeiro, mesmo prejudicado pela arbitragem, foi campeão na raça, enchendo de orgulho todos os torcedores e provando mais uma vez a alegria de ser cruzeirense.

Se a maior vergonha da história do Cruzeiro é ganhar um título continental, imaginem as maiores glórias.


Ficha Técnica
Cruzeiro 1 x 0 São Paulo-SP
Copa Ouro / Supercopa (quartas-de-final) - Pacaembu - São Paulo
Público - 4.680 / Renda - R$ 36.870,00
Árbitro - Félix Benegas (PAR)
Gols: Dinei
aos 13' do 1º tempo
Penâltis: Cruzeiro 4 a 1 (Nonato 1 a 0; Dida defendeu cobrança de Alemão 1 a 0; Paulinho MacLaren 2 a 0; Bordon errou cobrança 2 a 0; Alberto 3 a 0; André Luiz 3 a 1; Gélson 4 a 1)
.

Cruzeiro : Dida; Nonato, Gelson, Ademir e Serginho; Ricardinho, Beletti, Alberto, e Sotelo (Dinei); Paulinho e Roberto Gaúcho (Rodrigo Silva). Técnico: ênio Andrade.

São Paulo (SP) : Zetti; Rogério (Catê), Gilmar, Bordon e André Luiz; Alemão, Toninho Cerezo, Donizete, Denílson (Palhinha); Caio e Amarildo. Técnico: Telê Santana.

Dedicatória.

Muitos treinadores do Cruzeiro incorporaram o espírito e características da "Raposa".
Se existe um treinador que pode representar todos os demais pelo seu envolvimento e astúcias típicas de uma Raposa foi o "Seu Ênio". Uma velha Raposa que sabia ganhar, que convencia, que era criticado e nunca demonstrava irritação.
Este capítulo heróico e imortal é dedicado ao Professor Ênio Andrade, sempre respeitado pelos seus comandados e temido por todos adversários.
Onde estiver, professor, MUITO OBRIGADO!
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21 01 08
Pré-temporada, qual exemplo a seguir?

Pré-temporada, qual exemplo seguir?

Por: Bruno Vicintin
Revisado por: Bruno Silveira

Esta é a minha primeira coluna para o site radar celeste, ela pode ser lida tb no link:

http://www.radarceleste.com/colunabruno.html

Bem primeiro gostaria de agradecer a equipe do Radar Celeste sobre o espaço, sempre é bom conversar sobre nosso amado Cruzeiro Esporte Clube. Depois de pensar muito sobre o que escrever na minha primeira coluna para o site, decidi que como estamos no inicio de ano nada melhor que falar sobre pré-temporada.

Em quase todos os esportes profissionais hoje a pré-temporada é provavelmente a parte mais importante do ano, no futebol americano às vezes um jogador se recusa a participar enquanto renegocia seu contrato. Esta prática é relativamente comum e é denominada de "holdover", porém o que assusta é que estatisticamente quando um atleta não participa da pré-temporada as chances de uma contusão são muito maiores. Um atleta hoje mais do que nunca tem que se comportar como um atleta, esta é sem dúvida uma grande vantagem competitiva sobre seus concorrentes que não estejam preparados.

Uma vez conversando com o presidente Alvimar Perrela ele disse que era impressionante como nenhum técnico que passe hoje pelo Cruzeiro queira fazer a pré-temporada fora da Toca 2. Ora isto é mais do que compreensível afinal nosso CT é um dos mais modernos do Brasil e lá se tem toda a estrutura que se necessita em um inicio de preparo. A questão que levanto é ate onde fazer a pré-temporada na Toca 2 é melhor para o Cruzeiro Esporte Clube?

Acho que para analisar aonde vamos fazer uma pré-temporada precisamos analisar os seguintes pontos, estrutura do local, marketing do clube, custo. Para exemplificar vou colocar como as pré-temporadas são feitas em outros Países e em outros esportes para que possamos discutir quais as melhores opções

No beisebol americano todas as franquias se dirigem para cidades menores com a clara intenção de isolar os atletas e de aumentar por outras partes do país sua base de torcedores. Isto fica claro quando um time de Chicago faz a sua pré-temporada no Arizona aproveitando o clima quente e o mercado onde não existem outras franquias.

No Futebol americano as equipes se hospedam no campus de universidades em outras cidades, a intenção também é aumentar a base de torcedores e aproveitar a estrutura já existente nas faculdades como hospitais, dentistas, fisioterapeutas. As faculdades inclusive pagam para que os clubes façam a pré-temporada lá e para que seus alunos aproveitem a experiência. Os treinos são abertos ao publico e existe após os treinos tardes de autógrafos para crianças.

Na NBA já é diferente, existe uma liga de verão para os atletas que são menos usados serem melhor observados. Mais ou menos como os antigos campeonatos de aspirantes, as pré-temporadas são feitas na maioria das vezes na estrutura da franquia já que existe uma penalidade por entrar no mercado de outra franquia.

No futebol Europeu hoje o mais comum são os clubes excursionarem para a Ásia fazendo amistosos, assim o clube fatura. Esta estratégia já era usada na época do Felício e Carmine e foi tentada pela liga de beisebol americana, nos EUA chegaram ate a fazer a inauguração da temporada no Japão, porém ficou provado que não valia a pena já que os atletas sentiam demais o fuso horário da viagem e demoravam demais a voltar às condições físicas ideais. Não podemos esquecer que a Europa esta muito mais perto da Ásia que nos e os EUA de lá!

A minha opinião é simples, devemos seguir o exemplo do futebol americano, tentar parceria com alguma das varias grandes faculdades pelo Brasil. De preferência em uma cidade onde não tenha nenhum clube forte para que alem da pré-temporada bem feita e de conseguirmos aumentar o faturamento do clube ainda aumentaríamos nossa base de torcedores.

E para você? Nossa maneira de fazer a pré-temporada esta certa? Qual a sua opinião? Espero responder aos leitores. (BV)

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16 01 08
Orgulho de ser Cruzeirense

Cruzeiro 1 x 0 Internacional-RS

18/12/2007


A segunda edição do Campeonato Brasileiro da categoria Sub-20, iniciada em 2006, reuniu as principais equipes profissionais do país e teve o Cruzeiro como campeão.


O campeonato foi disputado no Rio Grande do Sul e jogando em casa o domínio daquele primeiro torneio foi Gaúcho com Internacional e Grêmio fazendo a final, e com o Inter levando a melhor e nada mais natural que as duas tradicionais equipes fossem favoritas na segunda edição. O Cruzeiro teve o destino de enfrentar ambas.


O Cruzeiro entrou no torneio como favorito mesmo jogando tão longe de casa. A conquista da Copa São Paulo de Juniores e o vice-campeonato na Taça BH da categoria qualificaram a equipe como uma das mais promissoras e eficientes do país.


A base celeste tinha montado um dos melhores times de sua história, comandados pelo atacante Guilherme e pelo capitão Paulinho Dias o Cruzeiro iniciou o ano conquistando a Copa São Paulo de Juniores.Título este o último que nosso rival regional possuía que o Cruzeiro não havia conquistado (hoje em dia resta a nosso rival apelar para compra de pódio no atletismo aonde alias nós também temos mais títulos).


Na Copa SP, o titulo veio de forma dramática, nos pênaltis, batendo o clube da casa São Paulo por 6 a 5. Guilherme e Paulinho foram promovidos ao time profissional naquele ano mesmo. Anderson, um dos destaques da Copinha também teve fugaz oportunidade no profissional sem, no entanto, se firmar.


Aqueles garotos, além da Copinha, ainda conquistaram a Copa Ado Den Haag, disputada na Holanda, derrotando o Sevilha, da Espanha, por 1 x 0, na final.


Ao todo este seria o quinto torneio que este time disputaria no ano sendo que, nos 4 primeiros, chegara a final conquistando dois títulos e dois vices.


Na edição 2007 do Brasileiro Sub-20, o time celeste cumpriu a expectativa fazendo bela campanha, eliminando o Grêmio na semifinal e chegando a mais uma decisão no ano.


Porém, nesta final, contra o Internacional de Porto alegre nosso time entraria como o azarão, afinal os gaúchos jogavam com o apoio da sua torcida e tinham ainda o melhor ataque do campeonato. Já o Cruzeiro chegou a final baseado em uma defesa quase impenetrável, que tomara apenas 2 gols em 5 partidas com o zagueiro Wellington e o goleiro Rafael sendo considerados promessas e destaques de toda a competição (ambos serão aproveitados no elenco profissional em 2008).


O jogo começou debaixo de chuva e com o campo pesado a raça seria ainda mais importante para definir o campeão. Como era esperado, o Inter veio para cima apoiado por sua torcida. O Cruzeiro mostrava uma defesa sólida e chegava, nos contra-ataques, com mais efetividade. Aos 11 minutos Wallace cobrou bem uma falta levando perigo ao gol gaúcho, aos 19 foi a vez do Inter ameaçar. Ramon chutou forte no canto esquerdo e Rafael apareceu bem para defender. Aos 30 minutos novamente o colorado chegou próximo ao gol, Walter chutou a direita de Rafael. O Cruzeiro rapidamente deu o troco duas vezes com Wallace mas em ambas oportunidades a bola foi para fora. E assim foi todo o primeiro tempo com chances reais para os dois lados.


Na volta para o segundo tempo é que os garotos celestes mais uma vez mostrariam sua grandeza.


Ao sair dos vestiários e se dirigir ao gol que defenderia na segunda etapa Rafael se surpreendeu coma selvageria de alguns supostos torcedores. Numa clara tentativa de intimidar os garotos a torcida gaúcha começou a atirar bombas no campo. O árbitro atrasou o reinício da partida temendo pela segurança do goleiro celeste e enquanto parte da torcida vaiava a atitude dos delinqüentes outras bombas voavam em direção ao gol celeste. As bombas só pararam quando a policia finalmente agiu. Esta clara tentativa de intimidação, ao contrário de intimidar nossos garotos, fortaleceu ainda mais o nosso time rumo ao título. A expressão de calma no rosto de Rafael parecia que transbordou para todo time e mais uma vez provamos que nunca ninguém vai ganhar do cruzeiro no grito.


O zagueiro Wellington era um gigante cortando todos os ataques colorados. Aos 3 minutos Zé Eduardo arriscou belo chute que passou raspando a meta colorada, aos 11 o técnico Enderson Moreira tirou Wallace e colocou Joabe, e aos 22 tirou Marcinho e colocou o meiocampista Bernardo, substituções estas que foram decisivas para o titulo.


Logo em sua primeira participação, Bernardo recebeu no meio e fez lindo lançamento a Zé Eduardo que invadiu a área e quando ia marcar foi derrubado, pênalti que Joabe cobrou com a tranqüilidade de um veterano marcando o gol do título. Se com empate a defesa celeste já estava quase impenetrável depois do gol o Cruzeiro se fechou segurando o resultado e calando a torcida colorada.


O Cruzeiro era campeão nacional mais uma vez, agora com seus garotos e na comemoração o exemplo que a torcida espera de todos os “profissionais”que vestem nossa camisa.


No pódio, com as medalhas e a taça na mão, os jogadores cantaram o hino do Cruzeiro a todos pulmões emocionando toda uma nação.


Obrigado garotos por mostrar que o exemplo vencedor de ser cruzeirense esta muito vivo!

Ficha Técnica
Cruzeiro 1 x 0 Internacional-RS
Campeonato Brasileiro Sub-20 - Passos D´Areia - Porto Alegre
Público - não divulgado /
Renda - Não divulgada
Árbitro -  Leonardo Gaciba (RS)
Auxiliares -  José C. Franco (RS) e Márcio C. da Silva (RS)
Gol: Joabe aos 25 min do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Marcos, Maicon e Marcinho (CRU), Fernando e Guto  (NT-MG).

Cruzeiro : Rafael; Marcos, Wellington, Cleberson e Diego Renan (Luisão); Maicon, Carlos Magno, Zé Eduardo e Wallace (Joabe); Marcinho (Bernardo) e Vinícius. Técnico: Enderson Moreira.

Internacional-RS : Agenor; Diogo (Pedro), Pessanha, Tite e Ramon; Sandro, Walter (Éder), Fernando (Hélder) e Tales (Léo); Paulinho (Fernando Gabriel) e Guto. Técnico: Osmar Goss.


Dedicatória.
Esta Página
Imortal é dedicada a todos  atletas, integrantes da Comissão Técnica, do Treinador ao roupeiro e mordomo que se dedicaram e estiveram envolvidos com a competição e mostraram empenho na conquista. Mesmo sendo nas categorias de base estes cruzeirenses de coração ficarão na memória dos cruzeirenses e na história do Cruzeiro Esporte Clube. Parabéns a todos e que sirva de exemplo para os demais das outras categorias conquistarem muitos títulos e vitórias.



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11 01 08
Jogos Imortais em Números - 2007

Em respeito aos leitores, estamos postando os números das nossas duas páginas na Internet, a página/site do Livro "Jogos Imortais" e do blog associado à mesma e que complementam a proposta de resgatar a história e memória de jogos, fatos eventos e personagens que fazem a história do Cruzeiro.


Entendemos que ambas alcançaram um reconhecimento razoável neste ano de 2007 e pretendemos entrar 2008 com todos nossos esforços para superar os número do ano passado. Sem a ajuda de vocês não conseguiríamos o reconhecimento atingido e não conseguiremos evoluir e atingir patamares superiores.


Livro Jogos Imortais:


- A página do livro Jogos Imortais foi lançada em 1/4/2007 e teve 18.667 visitas sendo que destas foram exibidas 20.383 páginas.


- Do total de visitas, 5.926 foram direcionadas pela página oficial do Cruzeiro Esporte Clube, outras 4.080 foram originadas das comunidades existentes no ORKUT.


- Surpreendente, foram os acessos de fora do Brasil interessados no livro. Chegaram a 532 acessos feitos dos Estados Unidos, 91 da Turquia, 86 de Portugal, 36 do Japão, 29 do Reino Unido e da Espanha, 26 da Alemanha, 16 da França, e 15 da Itália, mesmo o site não apresentando versão nos idiomas destes países.


- O Site/Página também teve acesso de vários países onde não imaginávamos existirem cruzeirenses ou interessados no nosso time. Todos os continentes apresentaram visitantes e os seguintes países se fizeram presentes: Austrália, Nova Zelândia, Moçambique, Angola, Kenya, Arábia Saudita, Índia, China, Tunísia, Panamá, Costa Rica, Suécia, Finlândia, Noruega, Peru, Chile, Bolívia, Bulgária, Argentina, Colômbia, Equador, Uruguai, Ukrania, México, Macedônia, Rússia e outros.


- Outra surpresa foi um dos poucos paises sem nenhum registro de acesso: o Paraguai. País de nosso primeiro adversário na Libertadores 2008, o Cerro Porteño.


Blog Jogos Imortais:


- A pagina do Blog foi lançada em 1/8/2007 exatamente quatro meses depois da pagina do livro.


- Nestes quatro meses de Blog recebemos 8.937 acessos, e 12.275 exibições de diferentes posts.


- Destas visitas, 4.304 foram originadas nas comunidades do ORKUT, e 2.258 foram via pesquisa no Google.


- O jogo mais lido foi a historia do primeiro clássico, surpreendente, especialmente porque este post teve poucos comentários. O segundo jogo mais lido foi um Jogo Imortal do nosso novo técnico, Adilson Batista.


- No blog também foi gratificante os acessos de fora do nosso país, 131 acessos foram dos Estados Unidos,  52 de Portugal, 43 do Canadá, 14 da França, 9 do Reino Unido e da Turquia, 8 da Espanha e Alemanha, e 6 da Itália.


- O blog também teve acessos de vários lugares remotos no globo como Marrocos, Moçambique, Índia, Nova Zelândia, Austrália, Kazakistão, México, Argentina, Uruguai, e outros.


- É importante ressaltar e divulgar estes números, embora não sejam grandes números se comparados com outros blogs e sites para registrar nossa evolução. A partir deles chegamos a uma conclusão: Há muito tempo nosso time já deixou de ser um clube regional para ser um clube mundial.


Agradecemos a todos que ajudaram e ajudam a construir esta história. Convido a todos para divulgarem este espaço, reitero a opção de que os torcedores podem destacar ou pedir post daquele Jogo Imortal que não lhe sai da cabeça e, finalmente, conto com a participação e comentários de todos para que, no ano de 2009, possamos retornar aqui mostando números multiplicados em relação aos de 2007.

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09 01 08
Para sempre, Imortal, Carmine Furletti

Quando fui informado sobre o falecimento do grande Carmine Furletti fiquei triste. Muito triste. Não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas as pesquisas que fiz para construir o livro Jogos Imortais, sempre reforçaram a imagem de que era um grande cruzeirense.


O pouco que posso dizer para a família é que sua memória será,  para sempre, lembrada por todos nós cruzeirenses, e por todos que viveram aqueles anos mágicos das décadas de 60 e 70.


Busquei na minha memória o que poderia escrever sobre Carmine, que historia de glórias e como foi difícil conquistar, para todos nós, esta aura de vencedor que todos nos carregamos ate hoje.


Acho que nada exemplifica mais Carmine Furletti do que os depoimentos dos antigos ídolos que viveram com ele. Certa vez,  conversando com nosso eterno capitão Wilson Piazza, sobre o titulo roubado de 1974, ouvi este depoimento. “Após o jogo contra o Santos no Morumbi em que vencemos e classificamos para o jogo extra contra o Vasco eu deixei o campo aos prantos, porque em um lance bobo o árbitro Armando Marques tinha me dado o cartão amarelo que me tiraria da final. Eu chorava copiosamente até chegar ao vestiário, inconformado, fui um jogador que nunca agredira ninguém e que tinha sido punido por gastar o tempo da partida. Ao entrar no vestiário, o primeiro abraço foi do Furletão que me consolando não parava de falar que seriamos campeões em minha homenagem".


Este foi Carmine, um "boleiro", como uma vez me disse Joãozinho. Segundo nosso maior ponta, Furletti fazia uma dupla perfeita com o também imortal Felício Brandi. Segundo João, enquanto Felício se concentrava nas contratações e em formar o time, Carmine administrava o dia a dia do time com maestria controlando os egos de todos e sempre focando os atletas em conquistar títulos, foi assim em 1976 quando depois do gol do título da primeira Libertadores Joãozinho só não apanhou de nosso técnico Zezé Moreira porque Carmine entrou no meio falado o óbvio: "o titulo era nosso!"


Carmine Furletti entrou no Cruzeiro em 1953 e só saiu em 1985, uma vida dedicada às coisas do futebol e que em nada se parecem com o que acontece hoje em dia com dirigentes e cartolas. Aquela época romântica do futebol e do Cruzeiro se devem a pessoas como Carmine Furletti. Tinha defeitos e virtudes, mas o Cruzeiro no topo era sempre o motivo de errar e acertar.


Um dos lances mais marcantes protagonizado por Furletti ocorreu em Araxá, quando foi desafiado pelo então técnico Yustrich. Na época, todos em Minas tinham medo do ex-técnico que ficara famoso por ameaçar e bater em jogadores e até por obrigar um então presidente do nosso rival a abaixar e pegar uma caneta do técnico que tinha caído em clara demonstração de poder. Estas fanfarronices não colariam com o capo Furletti. Yustrich  desautorizou Roberto Batata a entregar sua camisa a um garoto cruzeirense da cidade interiorana. Ao ver os acontecimentos , imediatamente, Furletti deu a ordem a Batata de retornar ao campo e entregar a camisa ao garoto. Furioso Yustrich se dirigiu ao garoto para tomar a camisa. Sem gritar, mas com a autoridade de sempre, Furletti foi curto e grosso “Aqui você não manda nada. Aqui você é empregado e ponto final!”, a camisa ficou com o garoto e o falastrão durou pouco no cargo. Com certeza ali nasceu mais um cruzeirense.


Este foi Carmine Furletti para sempre em nossas memórias como um dirigente imortal. Como diria nosso capitão Piazza “Obrigado por tudo Furletao!”.


Descance em paz e que o Cruzeiro seja tricampeao da Libertadores 2008 numa justa homenagem a este grande e imortal cruzeirense.


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