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15 09 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro0x1Palmeiras
 

Decepção

 

Voltamos a resenha de hoje com a triste missão de debater o jogo de hoje do Cruzeiro contra o Palmeiras.

 

Clima todo a favor: líder derrotado na véspera, casa cheia, 50 mil azuis no estádio, e tarde de muito sol.

 

Adversário sem a dupla de ataque, e o Cruzeiro com mais de uma semana de tempo de preparação para o embate.

 

Tudo perfeito não fosse a ciência do que estaria por vir, a derrota. Não que o Cruzeiro tenha jogado mal o jogo, mas caiu na liçada do destino.

 

O time jogava com ímpeto, exercendo um domínio até muitas vezes estéril, mas ainda assim criando chances de gol, com pecadas fatais e capitais que fariam a diferença no resultado final.

 

Wagner, de quem sempre se espera muito, errara duas grandes oportunidades de gol ainda no primeiro tempo, uma em cabeçada sozinho na área, por cima da meta, e outra logo após o time tomar o gol, em chute cruzado onde pretendeu tirar tanto do alcance do goleiro, que tirou também da possibilidade da meta.

 

O Cruzeiro toma um gol num dos pouquíssimos lances de ataque do time verde, onde a defesa falha fazendo a linha burra, e Fabrício mais ainda por não insistir na jogada após o desprezo da arbitragem pela marcação do pretendido impedimento.

 

Incrível é que o Diego Souza teve tempo pra matar no peito, deixar a bola cair para seus pés, e chutar forte no gol, sem intervenção de qualquer defensor azul, e sem chance de defesa para o goleiro Fábio.

 

No segundo tempo, o Palmeiras que já não queria muita coisa no primeiro tempo, com a vantagem do gol, aí é que preferiu não jogar mais nada. Fez o que pode: encenou, continuou dando porretada, revezada pelo elenco em campo, ensebou reposições de bola em jogo, e só foi ter alguma chance de gol, quando o time celeste repetia sucessivos erros de ataque ao final do jogo.

 

O Cruzeiro não encantou, e talvez por isso merecera a derrota. Exerceu um domínio sem agudez, e mostrando a fragilidade de seus laterais, que não auxiliavam o ataque improvisado com o estreante Thiago e Jajá.

 

O novato, até que se apresentou bem. Jajá, nem tanto. Jonathan, pra variar, prefere nunca ser acionado, e falha nas coberturas. Mal. Fernandinho, uma decepção: onde está aquele jogador que por algum tempo já foi meia?

 

O Cruzeiro estava aleijado nas laterais, e as jogadas que aconteciam naquele setor por insistência de armadores ou atacantes, raramente eram acompanhadas por inicativas de outros companheiros. Os atletas degladiavam sozinhos nos cantos do campo, até invariavelmente perderem a posse de bola.

 

Fabrício não fez boa partida, como vem acontecendo há algum tempo. Espinoza fez boa partida, como vem acontecendo há algum tempo, mas as pessoas só gostam de destacar quando ele falha. Cadê a imprensa pra queimar a língua e destacar as boas atuações do sombra?

 

O que chama a atenção da partida também é a velha discussão sobre o quão dependente do futebol do Wagner o time é. No segundo tempo, ele desapareceu, e com ele toda a armação das jogadas de ataque do time, que só chegavam ao gol verde aos trancos e barrancos.

 

Por que o Cruzeiro não tem jogadas de bola parada? Todo escanteio e cobranças de falta é uma sucessão de chances desperdiçadas. Incompreensível. Onde estão as jogadas de velocidade da equipe? O time dependeu muito disso hoje, pra surpreender e mobilizar a defesa adversário, e se viu impotente diante da segurança da péssima defesa do Palmeiras.

 

Ramirez apanhou o jogo inteiro, e não conseguiu produzir muito, o que seria compreensível por suas condições não totalmente ideais. Que voltem bem os atacantes Guilherme e o lateral Jadílson, porque o time também sentiu demais a falta deles como nunca. Agora, vai precisar mais ainda pra correr atrás dos pontos perdidos lá em Florianópolis.

 

Não dá pra jogar a toalha ainda, porque o campeonato é muito irregular, e nenhuma equipe se destaca, mas que fiquem as lições de estudo do treinador sobre as posições de maiores deficiências da equipe como a velocidade e mobilidade, e mais ainda, do treinamento das jogadas de bola parada, para que esse artifícil seja usado em nosso favor.

 

Força Cruzeiro!

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