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17 09 08
Cartao 5 Estrelas

COMO O CARTÃO 5 ESTRELAS PODERIA FIDELIZAR MAIS TORCEDORES NO INTERIOR? SUGESTÕES E PERSPECTIVAS

 

Nas últimas colunas, tivemos várias manifestações, críticas e sugestões para a melhoria do serviço do “Cartão 5 Estrelas”, cumprindo destacar que um coro muito forte que ecoou nas discussões foi no sentido de como o “Cartão 5 Estrelas” poderia ser enfocado para os diversos torcedores celestes de cidades mais distantes da capital mineira, assim como em relação a outros Estados.

Nosso espaço do blog, nessa oportunidade, trará em debate o que o departamento de marketing poderia fazer para que esses torcedores possam fidelizar ao programa do “Cartão 5 Estrelas” de forma a agregá-los na massa por nós idealizada de 105 mil associados.

Antes de tudo, é importante destacar que temos que ter em mente que a grandeza do nosso Cruzeiro não se resume apenas à grande BH, muito menos ao Estado de Minas Gerais. A amplitude da nossa torcida alcança todos os Estados da Federação e Distrito Federal, além de vários países, razão pela qual, a dimensão de fidelização da nossa torcida tem que visar a mesma dimensão.

Só para se ter uma idéia e para mostrar um pouco da dimensão de nossa imensa torcida, logo no primeiro jogo do Cruzeiro na Taça Libertadores desse ano, no Mineirão, contra o Real Potosí, eu (Rafael Pena) estava na cidade de Vitória/ES a serviço. Chateado de não poder estar no Mineirão, logo tratei de procurar um bar ou restaurante para assistir o jogo. Na oportunidade, meu primo que mudou para Vitória/ES para trabalhar na Vale, me levou a um bar, chamado “Mordomia”.

Chegando lá não pude crer na dimensão da torcida celeste na capital capixaba. Éramos mais 500 torcedores aglomerados num bar de uma praça, todos vestidos a caráter, entoando os mesmos cânticos de incentivo que cantamos no Mineirão, nas mesmas resenhas pré e pós-jogos sobre o time, a Diretoria, sobre o jogo.

Fique orgulhoso de saber que tínhamos quase o mesmo tanto de  torcedores numa praça, num bar para assistir em duas ou três TVs, que num jogo de série A, como por exemplo Ipatinga x Figueirense.

Da mesma forma, fiquei me perguntando como poderia ser o encontro dos nossos torcedores noutras capitais, cidades e países, todos com o mesmo intuito de ver o melhor de Minas esbanjar seu futebol cinco estrelas.

Finda a fase de devaneios, comecei a conversar com alguns torcedores que situavam ao lado de minha mesa, especialmente sobre a forma com que os mesmos tinham acesso às coisas do clube, às notícias, aos produtos, às informações, e, mais uma vez pude constatar que – não só na capital capixaba, mas, provavelmente em todas as demais localidades – a busca desses itens seria praticamente um ato de extremo amor, vez que as dificuldades e a escassez de produtos e informações são grandes.

Ao que parece, nessas regiões, a atuação do departamento de marketing é muito precária. Praticamente tudo o que chegam a esses torcedores advém de consultas na internet nos sites dos jornais de BH, das torcidas organizadas, sendo que os muitos daqueles com quem conversei praticamente desconhecem do programa do “Cartão 5 Estrelas”.

Voltei com uma impressão positiva e outra negativa daquela viagem.

Chegando em BH, eu e o meu colega colunista, Bruno Bechelany, conversamos muito a respeito e em uníssono concluímos que não há como deixar de fora os torcedores de regiões mais distantes da capital mineira, que, em tese, poderiam ser bem-vindos ao projeto da independência financeira pelos 105.000 associados.

Contudo, a conclusão que chegamos foi: “Como fazer com que o “Cartão 5 Estrelas” seja atrativo para essa enorme massa de torcedores?”

Por diversas vezes as atitudes de marketing foram no sentido de atender à parcela baseada na capital e adjacências, do que não podemos concordar.

Nesse sentido, entendemos que o departamento de marketing celeste deveria, no mínimo, traçar e desenvolver dois tipos de cartão: um para os torcedores mais próximos, e, outro para aqueles mais distantes e que não detém a mesma disponibilidade de locomoção para jogos como nós da capital de Minas.

No nosso sentir, poderiam ser adotadas, inicialmente, estudos sobre a viabilidade de se criarem modalidades de cartões diferenciados para o pessoal de outras cidades, oferecendo-lhes vantagens diferenciadas – para compensar a impossibilidade de locomoção para todos os jogos – como, por exemplo, criar um kit-torcedor composto de camisa, adesivos, faixas e ingresso para tantos jogos por ano, para aqueles que fidelizarem ao programa e manterem-se ativos por no mínimo um ano.

Outra hipótese: Permitir que torcedores de da cidade que mais agregar pontos do programa de fidelidade ou mesmo adesões e cartões ativos, ao final do ano, possam ter um jogo amistoso na referida cidade. Isso poderia estimular uma disputa sadia de adesões por parte das diversas cidades com reduto celeste.

Ainda: No ato da contratação do “Cartão 5 Estrelas”, imediatamente tornar o torcedor assinante da revista do Cruzeiro, sem custo algum ao mesmo (desde que adimplente com o seu plano de cartão) ou mesmo tornar mais fácil o esquema de troca de pontos por camisas ou pertences do clube (querendo ou não, uma camisa que se vê na rua já é, por si só, um meio de divulgação da própria marca celeste).

Enfim, o desafio que se faz, a nosso ver, seria de justamente almejar atender aos torcedores do interior e de outras cidades brasileiras, tornando o projeto dos 105.000 torcedores algo mais viável, a fim de pormos um ponto final na máxima de que “para que o clube não fique no vermelho, será preciso que vendamos um ou mais craques”.

Sendo assim, contamos com a participação dos leitores da presente coluna com o envio de sugestões e críticas construtivas para a adoção do ideal da independência financeira do clube através dos seus associados, até porque, as sugestões aqui levantadas não são bandeiras nossas, mas, simplesmente idéias que poderiam ou não ser adotadas com esse fim. Saber se as mesmas têm viabilidade ou não, só através do debate saberemos.

Vamos fazer essa realidade acontecer. Vamos nos unir no ideal de 105.000 associados no Cartão 5 Estrelas e fazer a reflexão: O que você pode fazer pelo Cruzeiro? O que podemos fazer em conjunto pelo Cruzeiro? Mandem suas sugestões! Façam o seu papel e ajudem a implantar as boas idéias.

O céu é o limite. No céu há cinco estrelas que carrego no peito.

Bruno Bechelany e Rafael Pena

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