Supremacia centenária!
O Cruzeiro venceu o Atlético ontem completando uma seqüência de inúmeros incríveis contra o maior Rival.
Nos últimos quinze jogos são 10 vitórias, com 3 empates e apenas 2 derrotas.
Foi um jogo muito disputado, com várias boas chances de gols para os dois times ao longo da partida, porém com inquestionável supremacia do Cruzeiro.
No primeiro tempo, o volume de jogo do time azul foi infinitamente superior, e o Cruzeiro chegava com velocidade, triangulações, e inversões de jogadas pelo meio e pelas duas laterais.
Dava gosto a contundência da posse de bola e pressão azul, e a abertura do placar pelo Atlético veio coroar a seqüência de insistência da defesa cruzeirense em cometer erros primários de ?brincar onde não se deve brincar?.
Foram pelo menos três jogadas parecidas antes do gol, proporcionadas por falhas coletivas do sistema defensivo tendo como protagonistas o arqueiro Fábio e o zagueiro Espinoza, que são jogadores bons, experientes, e sérios, mas que insistiam em sair jogando em situações desnecessárias, perigosas, e pela pior alternativa.
Mas a Justiça foi feita com a reação a tempo da equipe celeste com ótima conclusão do zagueiro Martineli na segunda jogada de pressão após o gol.
O Cruzeiro seguia bem, pressionando e o primeiro tempo terminou de forma injusta, já que o Atlético deve ter comemorado o encerramento da etapa com a igualdade, já que passou todo o período sendo pressionado.
No segundo tempo, as coisas se equilibraram e o Atlético teve duas chances incríveis com Almir, que perdera um gol sozinho, e em outra com intervenção da zaga azul.
E o Cruzeiro também tivera boas opções como chutes de Wagner, e uma conclusão incrível perdida por Rômulo já ao fim do jogo, antes do gol da vitória de Ramirez.
O ponto negativo do jogo, com toda a certeza, foi o coro de xingamentos ao treinador. Incompreensível a cobrança exaustiva da torcida a qualquer ação do treinador, seja ela certa ou não.
Não se questiona a legitimidade de crítica ou de manifestação do torcedor, seja ela qual for. Porém, deve-se ter inteligência e adequação a qualquer expressão, sob pena de o ato produzir efeitos contrários, operando como ?tiro no pé?!
Pergunta-se: qual o sentido de se hostilizar o treinador com tanta veemência a uma substituição, num momento crucial de um clássico como aquele?
Seria aquela, a melhor hora para tanto barulho, que até onde se sabe, só iria desestabilizar o time e motivar o adversário, ou era mesmo necessário tudo aquilo? Fica a pergunta no ar.
Para efeito de argumentação, fica a observação, que o Atlético sacara Petkovic e colocara Marques para cair na esquerda, ficando Danilinho no meio, e Castillo na direita.
Jadílson, de fato, é ótimo lateral, porém a marcação não é seu ponto forte, sendo que no jogo já havia deixado vários espaços. Claro, que esse é o preço do avanço, porém, a cobertura daqueles espaços, era uma necessidade de momento.
Jonathan entrou, entrou bem, e o Cruzeiro continuou jogando com inteligência e equilíbrio. A alteração foi boa, e deu certo.
A torcida deve fazer uma auto-reflexão nas críticas para verificar a justiça delas, e até mesmo o momento de fazê-las, sob pena de prejudicar um trabalho do ano.
O coro coletivo insiste em falar que o treinador ?é burro?, porque tirou o Jadílson, e o Jadílson é bom. Parece simples, não? Simples até demais! O que não é simples, é lembrar que há muito, muito tempo, o Cruzeiro não tem um time tão motivado, raçudo, e comprometido nos jogos. Há muito o Cruzeiro não joga contra o Atlético com tanta motivação, e conquistado tantos resultados positivos em seqüência, como no ano. Há muito não se vê um time tão bem treinado, com jogadas pelo meio, e nas laterais com inversões de jogadas, mesmo sem jogadores brilhantes nas posições.
Faz-se essa observação, para chamar a atenção dos torcedores, que se deixam levar por ?certezas coletivas de opiniões?, e não pensam com razão sobre o trabalho do treinador.
Adílson pode mexer mal e cometer erros, mas está longe de ser esse ?burro? entoado pela torcida, que até parece opinião orquestrada. Os números não mentem, e os de Adílson no comando do clube são incríveis.
É só um pedido de reflexão, a todo mundo que tem certeza que basta jogar pra frente que a vitória é certa. O duelo motivado por um tsunami, esse sim, burro, de ?Jadílson contra Adílson?, tendo a torcida como ?mediadora? não tem graça nenhuma.
Por fim, parabéns a Fabrício pelo passe do segundo gol a Ramirez, que apagado na partida, apareceu para dar a vitória ao time azul. E Wagner, de novo, o comandante do time, melhor em campo.
Que venha o outro Atlético!
|