VEXAME HISTÓRICO ? parte 2
Mais um vexame do Cruzeiro.
Pouco mais de dois meses após o vexame de Potosi, o time leva outra goleada, em outro jogo bizonho.
Ocorre, que o vexame de hoje, não se limitou ao elástico do placar, mas à forma como as coisas aconteceram e poderiam ter acontecido.
Há muito se tem defendido o treinador aqui nesse espaço, e vamos continuar defendendo, já que muitas são as suas qualidades, representadas não só pelos números que ostenta, mas também pelo espírito de luta, entrega, e comprometimento passado por ele a seus comandados.
Viu-se muito exagero em críticas despropositadas em ocasiões passadas, com as quais não se pode concordar. Por outro lado, ele não é imune de críticas, e ontem, na avaliação que foi feita, seus erros foram determinantes pela goleada.
Não pela escalação do time, ou pelo erro infantil do zagueiro no lance da penalidade. O que mais causou perplexidade foi a sua atitude diante das adversidades que foram ocorrendo ao longo da partida.
O time entrou bem, começou comandando o jogo e abrindo o placar em lance de penalidade máxima convertida por Guilherme. Antes disso já tinha conseguido boas chances de ataque, e Marcinho estava muito bem na frente.
O jogo seguia 1x0 e o Cruzeiro dava impressão de dominar a partida, controlando bem as ações do Palmeiras, e triangulando as jogadas de ataque, até o lance capital do jogo. O Palmieras ataca em velocidade com Valdívia que avança pela grande área, e quando se aproxima da pequena área para fazer o gol, é derrubado por trás pelo zagueiro Tiago Martineli que fora expulso na ocasião.
O pênalti foi marcado corretamente e a expulsão da mesma forma. Infantilidade do zagueiro em cometer a falta sabendo da regra nessa ocasião, já que era o último jogador, e pagou o preço da regra. Fica a pergunta oposta, se ele não tivesse feito nada, se não seria questionado pela omissão. Enfim, lance de jogo, coisa normal.
Até acredita-se que a melhor opção de jogo seria o zagueiro Léo Fortunato, pela qualidade e pelo físico, mas o treinador convive diariamente com seus atletas e deve saber bem de nuanças de cada um para escolher o melhor em campo.
Fato é que essas particularidades não são creditadas ao treinador. O que se torna incompreensível, é o que ocorreu à partir daí. Dos 35 minutos do primeiro tempo até o encerramento, o que se viu foi uma esmagadora pressão do Palmeiras sobre o Cruzeiro que ficou completamente perdido em campo, e não conseguia passar do meio-campo com a bola. O treinador foi obrigado a sacar o atacante Marcinho momentos antes para recompor sua defesa, com a entrada de Léo Fortunato, mas à partir daí o time não conseguiu mais jogar.
Foram quase 20 minutos de massacre. Fim do primeiro tempo e o alívio pela permanência do empate, que já não era mais justo face a opressão imposta pelo time verde. Mas o que a torcida não podia esperar, é o que ocorreu no segundo tempo.
O treinador azul saca o atacante Guilherme e coloca outro volante, o contestado Henrique. Ou seja, à partir dali, o massacre que já era fulminante, tornou-se incontrolável, já que Luxemburgo, vendo a covardia do adversário em jogar sem nenhum atacante, frise-se, o time passou a jogar sem nenhum jogador de frente, mandou sua equipe mais ainda para a frente, e o que se viu à partir de então foi uma covardia.
Com o time do Cruzeiro todo atrás e sem conseguir jogar, os gols palmeiras foram só uma questão de tempo. Depois de tomar a virada, e o terceiro gol, Adílson ainda sacaria Wagner, para aí sim colocar um atacante, Weldon, mais já era muito tarde.
O que espanta, e é questionado, não são lances isolados de jogo, ou escalação do time. O que causa muita perplexidade é o treinador, que se diz estudioso do futebol, não fazer a leitura das causas da derrota, ou seja, de postura!
Em entrevista coletiva, ele afirma não ter errado, ter agido certo, e questionado sobre a inexistência de atacantes quando das substituições, argumentou que pensava fazer um gol em um ?lance esporádico?. Disse mais, que os gols se deram em falhas individuais, e são coisas normais de jogo.
Adílson, você está enganado. Os gols tomados não foram falhas individuais. Foram falhas coletivas, de um time que se amedontrou, se apequenou, e pretendeu não mais jogar futebol. Quando isso ocorre, a equipe pressionada, invariavelmente falha mesmo e sempre leva gols. Isso sim é que é coisa normal de futebol.
O que não é coisa normal de futebol é levar duas goleadas de 5 em dois meses para equipes medianas, e elas se devem à postura tática de omissão e covardia do time nas situações de adversidades, sempre quando atuante como visitante.
Concluindo, não dá para creditar a derrota à expulsão do zagueiro. Isso vai acontecer ao longo do campeonato. Não se pode abdicar do futebol quando se perde um atleta, principalmente quando seu adversário sente o cheiro do medo.
Adílson, aqui quem te critica, é um fã seu. Reconheça e aprenda com os erros, porque mesmo com todo apoio, a se continuarem essas posturas questionáveis quando visitante, uma hora a coisa pode se tornar insustentável. A torcida estamos com você, mas faça uma auto reflexão da postura do time para que, mesmo perdendo de 7, como você sugeriu, não fique a impressão de um time covarde, e abdicou o futebol para tentar o resultado ao acaso!
Fábio não teve culpa nos gols, todos de falhas coletivas da defesa, que mesmo com os zagueiros recompostos e os quinhentos volantes, não conseguia fazer o time jogar. Fica a boa impressão do jogo apenas do atacante/armador Marcinho, e do jogo discreto de Wagner e Guilherme.Que venha o Figueirense e que o time consiga se reerguer!
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