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09 06 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro 1x0 Vasco
Foi sofrido, mas no final deu tudo certo!

O Cruzeiro consegue o que queria, a sua 100ª vitória em Brasileiros, os três
pontos como mandante, e a reconquista da liderança do torneio.

Não foi com a superioridade que se esperava, diante de um adversário burocrático,
mas Brasileirão é assim mesmo: um minuto de cochilo, e aqueles protagonistas
que passariam a partida desapercebidos, aparecem de um nada, roubam a cena,
e lhe tiram a obrigação da vitória como mandante. Seriam os casos de Leandro
Amaral ou Edmundo, únicos potenciais possíveis responsáveis por uma situação
dessas, que graças à luta do Cruzeiro, não se confirmou.

O time azul mandou no primeiro tempo do jogo, foi responsável por inúmeras
criações de jogadas ofensivas com alternância de lances pela esquerda, onde
é mais forte, e pela direita, onde não é tão melhor assim, aparecendo naquele
setor, o atacante Jajá que dividia a atenção dos expectadores com Jadílson
pela esquerda.

O Cruzeiro ia muito bem do meio pra frente usando as laterais e em algumas
ocasiões até mesmo o meio, mas pecava excessivamente nas conclusões por preciosismo
ou insegurança. Fato é que o primeiro tempo terminou sem nenhuma chance clara
ao Vasco, senão em uma jogada de velocidade do ataque, mas sem risco efetivo
de gol, e com várias delas criadas pelo Cruzeiro, com muito ímpeto, e pouca
objetividade.

No segundo tempo, o Cruzeiro trocou Jajá por Fabinho, e o time continuou
tomando as ações do jogo, e o Vasco parecia satisfeito em apenas praticar
o anti-jogo, ao revés de tentar o ataque.

Após perder uma chance com Wagner aos 11 minutos, aos 16 Ramirez é lançado
pela direita na entrada da área, e é derrubando dentro dela com marcação
correta de penalidade máxima. Guilherme bate no canto com pouca força, e
o goleiro defende, dando rebote, e Guilherme volta a perder o gol.

Esse momento era decisivo, porque se o jogo já estava difícil, com o abalo
psicológico da perda da chance máxima, não se sabia como reagiria o time.
Demonstrando ter incorporado o espírito da Libertadores, o time continuou
lutando, e aos 26 minutos após um vacilo do goleiro do Vasco, que cometeu
falta ao abafar a bola com a mão, espalmando-a, e deixando-a ao campo, pretendeu
pegá-la novamente, quando da presença de Guilherme.

Tiro livre indireto, dentro da área, muito bem aproveitado pelo time, que
ao revés de tentar o chute desvairado ao montoado de jogoadores que se formou
à frente na barreira, optou pela solução mais inteligente, rolando-a rasteiro
para o meio da área, onde Charles chuta cruzado em direção ao canto direito
do goleiro, e abre o placar.

À partir da vantagem no placar, o Cruzeiro continuou tentando buscar o gol,
mas com uma certa administração do resultado, e nessa oportunidade, o Vasco
cresceu, e criou algumas boas chances, onde a defesa azul, pressionada, passou
alguns sustos na torcida, como excesso de toque de bola atrás, sem usar dos
chutões quando necessário.

Quando o Vasco crescia, Adílson Batista saca Jadílson do time, e coloca Jonathan,
em uma alteração, que eu sinceramente não entendi. Se não foi por cansaço,
não penso que teria sido a melhor opção, ainda que usando o lateral Jonathan
para compor o setor e mandar o Paraná para a esquerda, já que nessas circunstâncias,
com o Vasco pressionando, perderia as boas opções de apoio na esquerda com
o lateral de origem. Mas deu certo, optando por não trocar o certo pelo duvidoso,
o treinador conseguiu o que queria, mesmo não tendo Jonathan atuado como
se esperava, e o time passando maus bocados ao fim do jogo.

O que interessa são os três pontos e a liderança de volta, em companhia do
Flamengo. Há quem diga que o Cruzeiro esse ano, seguirá os passos do São
Paulo do ano passado, ou seja, fará jogos difíceis, amarrados, e seguirá
o regulamento que é o de pontuar mais que os concorrentes, ainda que sem
brilho.

Se for mesmo para ser campeão, que assim seja, mas uma coisa é certa: os
números não mentem, e todos eles são favoráveis ao time, desde o início do
ano. A defesa não tem levado gols como vinha levando, e já são 4 vitórias
em cinco jogos, e pouco importando como elas se deram, elas aconteceram.

Wagner, a meu ver, foi um dos melhores em campo, e mostrou, mais uma vez,
estar ligado e interessado no jogo, participando da maioria das jogadas do
ataque. Que a torcida tenha paciência com o garoto Guilherme, que ainda que
não tenha brilhado hoje, é um jogador que merece atenção, e apoio. Nem todos
craques atuam todos os jogos com destaque, e Guilherme tem tudo pra virar
um deles com críticas conscientes e com trabalho e suporte do treinador e
da torcida.

Diante do Palmeiras, agora todos os olhos se voltam ao treinador, já que
nos jogos como mandante, pouco se comenta dele, já que as vitórias tem vindo,
e por outro lado, como visitante, sempre é questionado. O que fará Adílson
para jogar em São Paulo? Vai se limitar a tentar parar o time verde, ou vai
consciente de que pode vencer? A escalação pode sugerir o propósito...

De qualquer forma, o time azul tem um bom retrospecto por lá, e o Palmeiras
vive momento de oscilação. Que venha a vitória! Força Cruzeiro!
 
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