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06 06 08
Cruzeiro6x2Vasco - Humilhando em Sao Januario

Cruzeiro 6 x 2 Vasco – Copa do Brasil 96

Comandada por Palhinha, Raposa humilha o Vasco em São Januário!

            A fama de time copeiro do Cruzeiro já tinha ultrapassado as fronteiras do Brasil. Na Copa do Brasil de 1996, o time fazia bela campanha e, coincidentemente, era comandado por um jogador que respondia pelo nome de Palhinha. Ao contrário do primeiro Palhinha, que era centroavante e fez história com a camisa celeste como o matador da segunda academia, campeã da Libertadores, este jogava na meia cancha.

Jogador habilidoso, surgira como promessa de craque no América Mineiro e, na época, já tinha se consagrado no São Paulo. Agora, Palhinha chegara ao Cruzeiro com a missão de comandar o time, carregando o nome de um craque que fizera história no clube!

Naquela noite fria de março, o Cruzeiro tomara o gramado do São Januário com raça, para levar a decisão para o segundo jogo em Belo Horizonte. Mas, com certeza, nem o mais fanático cruzeirense, nem o mais pessimista dos vascaínos poderia dizer qual seria o resultado da partida.

            O jogo começou com a torcida do Vasco fazendo festa, tentando empurrar o time, mas já aos 2 minutos o baile celeste começou. Ueslei deu um belo drible em seu marcador e bateu forte, de fora da área. A bola resvalou na perna de Zé Carlos e enganou o goleiro Carlos Germano, indo morrer no fundo das redes vascaínas!

            A torcida silenciou e o Cruzeiro foi para cima. Aos 8 minutos, Fabinho roubou uma bola e passou para Palhinha chutar de fora da área, mas ela, caprichosamente, saiu. Era um massacre! Sem cometer erros, o Cruzeiro marcava bem e tocava a bola com facilidade. Aos 11 minutos, Gelson Baresi aproveitou belo cruzamento de Ueslei e cabeceou para marcar o segundo gol celeste.

            O domínio continuava, só tinha dado Cruzeiro. Marcelo fez bela jogada e chutou, mas Carlos Germano defendeu bem. O Vasco aproveitou sua única chance no primeiro tempo e, aos 29 minutos, quando Palhinha recebeu falta no meio-de-campo sem que o juiz marcasse, Nilson aproveitou a falha de Gelson Baresi, driblou Dida e diminuiu para o Vasco!

            No final do primeiro tempo, o Vasco tentou o empate, mas o time mineiro segurou o resultado e manteve a vitória parcial. No intervalo, o time se acertou e voltou com tudo, buscando ampliar o marcador.

            E não demorou para acontecer: aos 4 minutos, numa linda jogada de Ricardinho no meio-de-campo, o Cruzeiro marcou o terceiro. Ele carregou em velocidade e fez lançamento perfeito para Roberto Gaúcho, que chutou. Carlos Germano defendeu parcialmente, mas, no rebote, o próprio Roberto Gaúcho tocou de perna direita e marcou.

            O Vasco se desesperou e isto só favoreceu o domínio celeste. Aos 10 minutos do segundo tempo, o lateral Vítor, com a bola dominada, passou por dois defensores e cruzou na área. Marcelo pegou o cruzamento e bateu; a bola ainda tocou em Rogério antes de bater na trave e entrar chorosa nas redes vascaínas.

            A televisão mostrava torcedores do Vasco revoltados; um no alambrado chorava, mas os jogadores celestes não estavam vendo a transmissão e não tiveram compaixão. Aos 15 minutos, um dos gols mais bonitos: Vítor atacou sensacionalmente e fez o passe para Roberto Gaúcho cruzar com perfeição. Palhinha entrou na área e chutou de primeira para o goleiro Carlos Germano fazer a defesa parcial; no rebote, com a bola a meia altura, Palhinha, que estava caído, ainda assim tocou de cabeça, marcando o quinto gol celeste.

            O Vasco nem acreditava na goleada! Arrastando-se, conseguiu o segundo gol aos 28 minutos da segunda etapa, em um belo chute de Zinho, de fora da área. A bola ainda tocou na trave de Dida antes de entrar!

            Do Cruzeiro, saíram Marcelo e Palhinha, poupados para o jogo de volta; entraram respectivamente Cleison e Edmundo. Com esta substituição, a goleada tomou números finais: aos 40 minutos, Edmundo aproveitou uma falha da defensiva vascaína e entrou livre para tocar com categoria na saída do goleiro.

            Na saída do estádio, a torcida do Vasco estava desolada: tomara uma goleada histórica em casa! O Cruzeiro provara que sempre apresentaria um futebol bonito de se ver, com raça e técnica – exigência para vestir e brilhar com a camisa celeste!

Escalação:

Cruzeiro: Dida, Vítor, Gelson, Célio Lúcio, Nonato, Fabinho, Ueslei, Ricardinho, Palhinha (Cleison), Marcelo (Edmundo) e Roberto Gaúcho. Tec. Levir Culpi

Vasco: Carlos Germano, Bruno Carvalho, Zé Carlos (Bill), Rogério, Zinho, Luisinho, Leandro, Juninho (Brener), Assis (Sidnei), Valber, Nilson. Tec. Carlos Alberto Silva

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