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26 05 08
Resenha do Mixa -Cruzeiro4x0Santos
Que baile!

O Cruzeiro fez um jogo hoje daqueles de encher os olhos do torcedor!

Desde o primeiro ao último lance do jogo, o time mostrou um comprometimento
com a partida, que chega a encantar...

Quando dizíamos na resenha passada da felicidade em se ver prevalecer o brio
do time em uma partida tão difícil como foi a contra o Botafogo, e ainda
que sem brilho, fazer prevalecer a volúpia do mandante com a superação de
todas as adversidades, é porque reconhecemos a grandeza da competitividade
de um torneio como o campeonato brasileiro, e a importância da vitória, ainda
que naquelas circunstâncias. É isso que quis destacar.

E se naquele domingo o Cruzeiro fora eficaz, sem brilho, hoje conseguiu unir
as duas coisas e encantar o mais cético dos torcedores. O time entrou em
campo com muita pegada na marcação, e usando de muita velocidade nas saídas
de bola com Wágner, Jajá e Guilherme.

As jogadas de ataques eram muito velozes, e coincidência ou não, já que o
time começou jogando o ataque pelo lado da torcida, onde gosta de fazê-lo
no segundo tempo, teve talvez mais volume de jogo no primeiro do que no segundo
tempo, ainda que os gols tenham saído em sua maioria no segundo.

O Cruzeiro foi muito agudo nas jogadas, e a defesa do Santos não conseguia
acompanhar as jogadas de velocidades acionadas por Ramirez, Jadílson, e seqüenciadas
por Wagner, Jajá e Guilherme.

Jajá, com um jogo, caiu nas graças da torcida por vários fatores: por ter
se destacado no jogo com muita velocidade e deslocamentos, por se ter criado
muita expectativa sobre a sua entrada no time, e por fim, pela ineficiência
de seu substituído, o finalizador Jonathas, a quem a torcida não queria mais
ver no time.

Esperava-se a entrada de Jajá apenas em substituição a Jonathas, mas para
surpresa de todos, ele começou o jogo como titular, e atendeu a todas as
expectativas. Pode ser o velocista que o treinador tanto queria...

De Guilherme, a quem sempre espero o brilho do craque que é, a meu ver, as
jogadas de finalização e os gols concluídos dizem tudo: só quem conhece futebol
faz o que ele faz. No primeiro gol, dada a rapidez da jogada, fez o simples,
chutou de bico, reto, de forma a impedir qualquer ação do goleiro. Dito e
feito. No segundo, um corte seco ao zagueiro dentro da área, e o chute de
perna esquerda, colocado, tirando a bola do alcance do goleiro, golaço!

Agora, o que dizer de Wágner? Surpreendendo aos críticos, vem fazendo a melhor
temporada individual do Cruzeiro no ano, e também a melhor temporada dele
no clube desde sua chegada. Tem jogado com o que sempre lhe faltou: personalidade,
aliada a muita disposição e interesse no jogo. Palmas para ele e ao treinador.
Ele é hoje o referencial do time, e responsável quase que direto pela maioria
das jogadas de efeito no setor ofensivo da equipe. Deixou sua marca com belo
gol, e ainda perdeu um gol ?quase feito? no primeiro tempo, mas que não fez
por tentar deslocar a bola do goleiro ao máximo, e carimbar a trave. Não
foi preciosismo, foi calibragem mesmo!

Completaram os gols o jovem Maicossuel com uma belíssima jogada de velocidade
e de conclusão com força e categoria. Deu gosto!

Em uma partida com tantos gols, não pode se deixar de destacar as atuações
de Ramirez, Fabrício, e de Tiago Heleno, que vem atuando com muita eficácia.
Na companhia deles, destaco ainda o goleiro Fábio que vem se sobressaindo
jogo após jogo com belas defesas, como as do jogo de hoje, uma no primeiro
tempo, e outra no segundo muito difíceis, transmitindo muita segurança para
todo o time.

Difícil fazer um destaque negativo, onde até o lateral Jonathan, que entrou
em substituição a Jadílson, lesionado, se teve bem no jogo. Como pior em
campo, não consigo fazer destaque, e como melhor, mesmo sabedor de incidir
em eventual injustiça, já que muitos foram os destaques, escolheria o atacante
Guilherme pela regularidade de ânsia, correria, e regularidade por todos
os 90 minutos, sem falar nos gols.

São 3 jogos. O Cruzeiro ainda não perdeu, não levou gols, e fez todos os
pontos que podia. Não gosto de oba-oba, e o outro extremo também é péssimo,
então, volto a pedir votos de confiança ao treinador, que como todos sabem,
sou fervoroso defensor, sem esquecer de seus defeitos, mas sem taxá-lo de
péssimo e tumultuar seu ambiente de trabalho. Ele não se tornou o melhor
do mundo ontem, e nem  é o pior como querem pintar alguns, criando problema
onde não há. O time vai levar gols, vai perder jogos, e vai deixar de pontuar,
mas quanto mais  longe isso ocorrer, lembrando que os concorrentes mais qualificados
não estão pontuando agora, melhor, e pode fazer toda a diferença lá na frente.

Olhos em Inter, Flamengo, Palmeiras, Fluminense e São Paulo. Não passarão
desses os adversários mais chatos a obstaculizar o caminho do Cruzeiro rumo
ao título 2008.

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