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19 05 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxBotafogo
Cruzeiro x Botafogo

O jogo de ontem mostrou que o Cruzeiro não vai se abalar com a eliminação
pela Libertadores, pelo contrário, vai crescer com o espírito de competitividade
vivido no torneio.

Gostei do que vi hoje. O time entrou em campo disposto a vencer, a jogar
futebol, e ser ofensivo.

Guilherme e Wagner se movimentaram muito, criando boas jogadas na frente,
que nem sempre eram aproveitadas por eles próprios e do próprio finalizador
de área, o centro-avante Jonathas.

No decorrer do jogo, cada um deles, Wagner, Guilherme e Jonathas perderam
chances incríveis, cada um a seu modo: por intranqüilidade, preciosismo,
ou mesmo aparente falta de habilitação técnica para a função, como aparenta
ser o caso deste último...

Fazendo um balanço do jogo, viu-se um Cruzeiro sério, comprometido, e que
mesmo criando muitas oportunidades, e perdendo a chance de concluí-las, e
garantir melhor tranqüilidade na partida, não se abatia, e seguia mostrando
força nos avanços e na defesa.

Foi um jogo duro. O Botafogo correu o jogo inteiro, impressionante! Não se
entregou, e valorizou a vitória do Cruzeiro. A defesa azul, mais uma vez,
foi muito eficiente, garantida por mais uma partida de tranqüilidade e segurança
do goleiro Fábio, com boas defesas e intervenções, e também da dupla de zaga
com a proteção do xará Fabrício.

O jogo mostrou uma vez mais que o lateral Jadílson é imprescindível para
o time, e não se pode abrir mão de um jogador dessa qualidade, seja qual
for o pretexto. Já o lateral direito, mostrou o que sabe: jogar com o físico
avantajado, o que o limita a praticar futebol de marcação, sem conseguir
qualquer apoio no seu setor. As jogadas de apoio, assim, se concentravam
do lado esquerdo, onde o Botafogo concentrava forte marcação, e sobrecarregavam
as ações no setor... por pouco o time não pagaria o preço de praticamente
não "usar" a ala direita.

Gostei das alterações do treinador: sacou Jonathan que não dava opções de
avanços na direita para ganhar em velocidade e criação com Apodi, mesmo sabendo
dos riscos que corria com a exposição.

Em seguida, tirou o grandalhão Jonathas, que aparenta até ser desengonçado,
para a entrada do meia Bruno, e remessa de Wagner e Guilherme para mais próximos
da área. Fez certo, a meu ver. O garoto não se acertava, e pecava nas conclusões.
A alteração fazia sentido, e se daria certo ou não é outra estória.

A última alteração, que pode causar algum questionamento, a saída do lateral
Jadílson para a entrada do volante Elicarlos pode ter várias explicações,
como cansaço do lateral que correu o jogo inteiro, mas uma só basta: o jogo
caminhava para o final, com o time perdendo várias oportunidades, e as opções
de reposição do setor eram mais ofensivas do que de proteção, e o treinador
sabia o preciosismo de se garantir a vitória naquela instante, optando por
uma formação que lhe garantisse, com mais segurança, os três pontos, sem
correr maiores riscos. Penso que agiu bem.

A despeito de toda a dificuldade do jogo, vi um time disposto a ganhar a
qualquer preço, e enfrentando as dificuldades de cabeça erguida. Parabéns
aos jogadores e ao treinador por mais uma vitória, que mesmo com placar magro
garantem a pontuação máxima.

Agora é buscar a terceira vitória contra o Santos com o mesmo espírito, e
a volta do atacante Marcelo Moreno para se pontuar o máximo possível no momento
de dispersão dos concorrentes ao título em torneios paralelos.

E que a diretoria não se esqueça da necessidade de reforçar o elenco para
dar chances reais de disputa do título a esse treinador, que seguramente,
me arrisco a dizer que vem demonstrando ser o melhor já escolhido pelo Cruzeiro
nos últimos dez anos, à exceção de Luxemburgo.


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