Busca
ENQUETE Você acha que a transmissão de radio deve ser cobrada pelo cruzeiro?
  • Sim
  • Não
  • Somente para Radio Itatiaia




15 05 08
Crescimento da torcida. Como promover isso de forma planejada?

Crescimento da torcida. Como promover isso de forma planejada?

Após recebermos várias sugestões decidimos por escrever na coluna, sobre a importância do crescimento da torcida do Cruzeiro e eventuais ações que poderiam ser implantadas.

Destacamos ser este um assunto interessante e de extrema relevância para o clube, donde esperamos contar com o apoio de todos os leitores do blog para que possamos apontar sugestões para o crescimento do Cruzeiro.

Inicialmente, e sem qualquer comentário eivado de paixão, mas apenas friamente e com base em números estatísticos, descobrimos, através de pesquisas em sites, que o torcedor mineiro, dentre aqueles dos grandes centros, é um dos que possuem um dos menores índices de comprometimento com times de seu estado.

Referidos dados revelaram que apenas 47% do mineiros torcem para time de Minas Gerais, enquanto que em outros estados, como por exemplo no Rio Grande do Sul essa marca chega a incríveis 84%.

A influência de times de outros estados, principalmente os paulistas e cariocas, numa perspectiva mais próxima de nosso centro revelam que centros regionais como o sul de Minas e região de Juiz de Fora a composição dos referidos números soa de forma negativa para os times mineiros, em especial enfoque às cores celestes.

Importante se faz notar que o Estado de Minas Gerais, com seu segundo maior eleitorado do Brasil, e um dos maiores estados em número absoluto de municípios, por si só, seria suficiente para deixar o Cruzeiro entre as 3 ou 4 maiores torcidas do Brasil, sem contar a torcida que reside fora do Estado.

Porque resolvemos trazer estes dados e promover a introdução nesse ponto?

Por que a cada dia sentimos mais dificuldades em competir, financeiramente, com os dois maiores centros do futebol nacional e conseqüentemente competir em igualdade de condições em campo, até porque para se trazer os melhores jogadores, devemos, por praxe, ofertar as melhores condições (entenda-se, na cabeça dos atletas, como melhores condições, melhores salários, o que, necessariamente demanda maior receita para cobrir tais investimentos).

Atualmente as cotas de Televisão e Patrocínios são desproporcionais entres estes centros o restante do país, como atualmente pode se perceber entre os valores pagos à FIAT ao Palmeiras em relação aos valores pagos ao Cruzeiro, por exemplo. E futebol, todos sabem, se faz com dinheiro, caso contrario temos que nos contentar com apostas vindas da base ou de times de menor expressão do interior, até que uma dê certo. Apostar não permite planejar e, conseqüentemente, não permite perquirir crescimento ordenado.

Justamente pela necessidade de aumentar a receita e, por óbvio, aumentar a torcida e a expressão da equipe da raposa é que estamos debatendo esta questão, até porque, como debatido na coluna anterior o clube necessita ganhar torcedores e assim aumentar suas receitas e paralelamente, fazer com que torcedores, se tornem clientes e consumidores dos produtos licenciados do clube.

Nesse passo, acreditamos que títulos conquistados, além de reunir troféus em nossa farta estante, podem também angariar crescimento numérico de torcida, principalmente se for uma seqüencia deles, durante uma década ou durante um bom período e damos como exemplo o “boom” ocorrido com o São Paulo na “era Telê”, no início dos anos 90.

Certo é que o nosso Cruzeiro, desde o final da década de 80, vem participando bem de várias competições, chegando às finais e conquistando vários campeonatos. Títulos importantes e esporádicos também tornam o crescimento favorável, mas sem grande impacto no crescimento das torcidas, assim como, boas campanhas também são importantes, ainda mais se seu rival ou rivais estejam mal há alguns anos.

Todavia, é preciso não só revelar excelência dentro de campo, mas, também e concomitantemente com algumas ações em paralelo junto à torcida.

Nesse sentido, com o intuito de prover outra maneira de angariar novos torcedores em centros distantes a BH e sob influencia de outras regiões, uma boa pedida seria o clube fazer pré-temporada em alguma cidade do interior, aproximando o time com a torcida local, travando uma atuação direta e frontal contra a influência dos outros centros. Mesmo sendo certo que detemos um dos mais modernos centros de treinamento (complexos TOCA I e TOCA II), poderíamos ter um ganho bem maior de forma indireta se as pré-temporadas fossem promovidas em cidades donde nossas cores revelem possibilidade de ascensão. Com certeza várias prefeituras iriam fazer de tudo para receber o Cruzeiro em suas cidades, até mesmo pela movimentação do comércio local que iria se gerar, seja pela utilização da rede hoteleira pelos atletas e delegação, mas também da equipe de logística e imprensa que iram de tabela. Poderíamos, nesse passo, usar as dependências da TOCA I e II, durante o campeonato, até porque seria um desperdício não usar importante e cara estrutura.

A simples estadia da delegação do Cruzeiro nesse centro, a atenção da mídia local para o foco em nossa equipe já mudaria a visão do cidadão local ao nosso time. Além disso, esta ação teria que contar com ações paralelas como, por exemplo, a ida do Raposão não cidade e escolas do interior, fazendo o mesmo trabalho que o nosso ex-presidente, Felício Brant, adotou por anos no clube; a visita de jogadores que estiverem suspensos ou em tratamento médico (logicamente após o tratamento) a escolas, creches, distribuindo brindes, mostrando a estrutura do Cruzeiro, dentre outras.

Uma maneira de fazer com que a torcida se desenvolva pelos interiores seria a escolha de embaixadores cruzeirenses nas cidades do interior, para que ele possa criar e desenvolver ações, como entregar material escolar com a logomarca do Cruzeiro para a criançada da cidade, prover reuniões em bares em dia de jogos divulgarem o clube por sua cidade. Tais embaixadores poderiam ser ex-atletas, pessoas influentes nas referidas cidades e até mesmo atuando como os antigos “olheiros” indicando, até mesmo, eventuais jóias raras para serem lapidados e aproveitados nas equipes celestes antes que outros centros possam aproveitá-los.

O crescimento da torcida, necessariamente, passa por planejamento aliado à qualidade e competitividade da equipe, mas, também, a ações que viabilizem a maximização dos efeitos trazidos de dentro de campo para fora de campo. Ajudar a crescer é a nossa meta e gostaríamos que nos ajudassem com os posicionamentos dos leitores a respeito. (o debate continuará na próxima coluna, ainda a respeito do ora apresentado. Até lá, leiam e nos proporcionem com suas sugestões sobre o tema em prol do Cruzeiro). Saudações celestes.

Rafael Pena e Bruno Bechelany

(15) Comentários > Comentar