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10 05 08
Classificaçao com goleada

Cruzeiro 4 x 0 Vitória-BA

19/04/06

Não é segredo para ninguém que o estado da Bahia sempre foi um grande celeiro de jogadores para o Cruzeiro, em vários títulos conquistados pelo nosso esquadrão, jogadores vindos daquela unidade da federação foram decisivos. Os matadores Charles (campeão da supercopa de 91 ) e Marcelo Ramos (162 gols, quinto maior artilheiro da historia), além de Alex Alves (54 gols) são os maiores exemplos de sucesso.


No ano de 2006 o futebol baiano passava por sua maior crise, seus dois maiores times estavam na terceira divisão do futebol nacional. Caiu do Vitória enfrentar o Cruzeiro, que vinha embalado com um time cheio de caras novas buscando mais títulos, pela Copa do Brasil. Para melhorar, a torcida celeste ainda comemorava a queda de nosso rival local para a segunda divisão.


Na primeira partida em Salvador o jovem time baiano surpreendeu e bateu a equipe celeste por 2 a 1, obrigando o time cruzeirense a vencer a partida de volta para se classificar.


No ataque celeste o veterano centroavante Elber estava a 6 jogos sem marcar e a cobrança era grande, a pergunta que todos faziam era se o abatido ataque celeste teria forças para vencer a retranca baiana.


Esta pergunta não demorou a ser respondida. Desde o começo da partida, o domínio do Cruzeiro foi total. Logo aos 9 minutos Wagner cobrou escanteio na área e Élber subiu para marcar e encerrar o jejum de gols.


O Cruzeiro continuou pressionando com o meia Wagner, a estrela maior do time, dominando o meio de campo. Seus precisos lançamentos a Francismar na velocidade levavam o terror a defesa adversária. Aos 18 minutos, o mesmo Francismar chutou da meia lua acertando a trave do goleiro Rafael.


A goleada vinha se desenhando mas o Vitória segurava-se e pensava no regulamento pois teria que marcar um gol se quisesse mudar alguma coisa. Aquele placar favorecia ao Cruzeiro.


Somente no final do primeiro tempo o Cruzeiro marcou novamente, Gil saiu livre na cara do goleiro e não teve dificuldades em driblá-lo e empurrar para as redes.


O time do Vitória desanimou um pouco mas continuava levando perigo nas decidas do lateral Apodi, que corria como o papa-léguas pela lateral do campo, às vêzes ultrapassava a bola tamanha era a sua velocidade.


O domínio celeste continuou no segundo tempo. Aos 23 minutos da etapa final, mais uma vez, Francismar carimbou a trave baiana, o terceiro gol era uma questão de tempo. Logo no lance seguinte Francismar recebeu falta perto da área e ele mesmo cobrou na cabeça de Élber. O centroavante subiu para marcar seu segundo gol na partida.


A partir daí, empurrado pelo cânticos de “caiu na rede é peixe, eeeeaaaaa, o cruzeiro vai golear” a equipe celeste conseguiu o quarto gol. Mais uma vez com Élber, agora aos 30 recebendo cruzamento de Jonathan e chutando de virada.


O Cruzeiro estava classificado e com uma bela apresentação. Mais tarde, seguiríamos o ano para ser campeões estaduais.


É inegável que 2006 foi um ano mágico pelo fato do Cruzeiro ter sido o único time mineiro a disputar a serie A do Campeonato Brasileiro, porém não podemos esquecer que além das mazelas e agruras de nosso rival também tivemos alegrias, e muitas, dentro do campo.


Ficha Técnica
Cruzeiro 4 x 0 Vitória-BA
Competição - Copa do Brasil (Oitavas de Final)
Estádio Magalhães Pinto
- Belo Horizonte - MG
Público - 8.912 / Renda - R$71.200,00
Árbitro - Jamir Garcez (DF)

Assistentes - Daniel Wilson (COL) e Gabriel Figueroa (COL)

Gols: Élber aos 9' e Gil aos 46' do 1º tempo; Élber aos 25' e 28' do 2º tempo

Cruzeiro : Fábio; Jonathan, Luizão, Edu Dracena e Júlio César; Diogo, Fábio Santos, Francismar, Wágner (Kérlon), Gil (Diego), Élber (Alessandro). Técnico: Paulo César Gusmão.

Vitória (BA) : Rafael Córdova; David Luiz, Alemão (Cláudio Luiz), Itamar e Apodi; Azevêdo, Garrinchinha, Carlos Magno (Davi) e Alysson; Fábio e Bida (Tiago Dias) . Técnico: Arturzinho.

Cartões Amarelos: Francismar, Wágner e Luisão (CRU); Biva (VIT)

Dedicatória.

Uma página dedicada a um jogador de breve passagem pelo Cruzeiro. Breve porém marcante. Mais do que um goleador e atleta, o homem  Élber deixou sua marca pela retidão e integridade demosntrada no dia-a-dia do Clube. Fez os gols que sabia e poderia fazer, se parte da torcida cobrou-lhe mais, é porque foram exigentes acima da média e do razoável. Muito obrigado, Élber!!!


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