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09 05 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxBoca
VALEU, ZÊRO!

Foi o que ninguém queria, mas futebol é assim mesmo.

O Cruzeiro entrou na fase de mata-mata como primeiro colocado de seu grupo,
enfrentando o Boca Juniors, segundo colocado do grupo dele.

O time tinha melhor campanha e melhor futebol, e foi encarar justamente um
adversário com muita experiência não só no futebol, mas no torneio, e ostentando
o status de atual campeão dele.

No jogo de ida, a despeito da questionável postura tática adotada para a
partida, o que já foi objeto de questionamento na resenha passada, o resultado
não foi dos piores, embora ficasse o gostinho de possibilidade de melhor
sorte.

É que futebol é assim mesmo. Naquele jogo que o Cruzeiro merecia tomar uns
4,5 gols pela postura tática de medo, temor, e abdicação do futebol, que
era melhor que o adversário (ainda tenho convicção disso!), o resultado era
enganoso... houve um pênalti não marcado a favor do Cruzeiro, e o segundo
gol validado do Boca era irregular, já que em impedimento.

Como explicar? O adversário melhor em campo, podendo fazer 4, 5 gols, mas
que ficara só no 2x1, e com gol irregular, e pênalti não assinalado. Não
bastasse isso, ficara aquela sensação que se o time tivesse saído para jogar
futebol lá, poderia ter vencido o jogo e trazido melhor sorte para o jogo
de cá.

O time veio para o jogo em BH com a situação não complicada. Vitória simples,
1x0, classificaria o Cruzeiro. O time entra em campo com uma volúpia contumaz,
embalado pela empolgação da torcida, e com ataques agudos, muita criação,
e pouca finalização efetiva, se expondo demasiadamente aos contra-golpes.

Em dois deles, o Boca Juniors matou o jogo. Não jogou bola. Com toda a experiência
que tem nesse tipo de eliminação e principalmente do torneio, ficou assistindo
o Cruzeiro pressionar sem lá muita efetivadade, como uma presa que aguardo
o momento certo para dar o bote. E assim o fez. Deu dois deles, certeiros,
e acabou com o equilíbrio emocional do time da casa.

Hoje, como profeta do acontecido, já ouvi torcedor dizendo: ?Ah, o Cruzeiro
deveria ter esperado o Boca, para somente depois partir para cima?. Ora,
como fazê-lo com 70 mil pessoas empurrando o time, e com o temor do adversário
gostar da inércia, e ainda nessa ocasião encaixar um ataque e fazer um gol?
Como se explicaria essa postura, e não ser taxado de retranqueiro?

Enfim, digo isso para eximir, na minha visão, responsabilidade exclusiva
do treinador pelo fracasso, como gostam de preconizar alguns. A postura foi
aquela que ele pensou ser a melhor, e sabe-se lá qual seria mesmo a mais
produtiva. O São Paulo passou por isso, perdeu lá de 2x1, e fez o resultado
de 1x0 na Sulamericana de 2007 ou 2006, não me recordo ao certo, cozinhando
o jogo inteiro da volta, e fazendo o gol num lance casual já ao fim do jogo...

Penso que faltou um pouco de quase tudo indispensável para vencer: experiência,
maturidade, equilíbrio, e sorte. A postura tática, não me arrisco a indicar
qual teria sido a melhor. Porém, destaco que não faltaram entrega, luta,
e comprometimento por todo o tempo.

Na parte técnica, ao que me parece, o Cruzeiro perdeu o jogo pelas laterais.
Jadílson fez muita, mas muita falta na esquerda, e Jonathan não apoiou como
de costume, falhando na marcação, seu único destaque no setor. O time ficou
capenga, e sem qualquer apoio nas laterais, seja na esquerda ou na direita.

E em se tratando de futebol sul-americano, e nesse tipo de competição, precisando
fazer o resultado, e sem usar as laterais, o meio se congestiona, e se complica,
como foi visto...

O time criou, lutou, fez o que pode, e a experiência e sorte fizeram a diferença
também. Não critico o treinador. A única observação que faço, é para o relacionamento
pessoal dele no que toca a dois bons jogadores do time: Jadílson e Leandro
Domingues.

O que realmente está acontecendo? Alguém se arrisca a explicar, ou especular,
já que os fatos não são públicos? Jadílson não jogou por estar machucado,
ou há algo mais? E Leandro Domingues, por que com tanta produção no futebol,
não vem tendo chances, ao passo que Marcinho tem todas as possíveis e impossíveis?
Com certeza há resposta, já que não vivemos o dia-a-dia do clube, mas gostaria
que elas fossem públicas para que não ficássemos especulando sobre justiça
ou injustiça sobre as ações dos atletas e também a do treinador.

Os dois fizeram falta no jogo de ontem, e poderiam ter feito a diferença.
O lateral Apodi é muito veloz, entrou bem no jogo, e ratifico o pensamento
do treinador de colocá-lo somente no segundo tempo. Seria muito temerário
começar com ele no início do jogo, com todo o espaço que poderia ser criado...
tá certo que o resultado foi o mesmo com o Jonathan, e agravado sem a criação,
mas só descobrimos isso depois do acontecido...

Concluindo: o Cruzeiro jogou bem, tinha mais futebol, mas ficou de fora.
Que a comissão técnica faça a meaculpa e reflita sobre o que possa ser aprendido
com a eliminação.

Como torcedor, a meu ver, de tudo tiro o crescimento do Wagner na temporada,
não só no futebol mas na personalidade de encarar o jogo com seriedade e
dedicação. Ele está ganhando maturidade, e seu futebol crescendo junto. O
outro é o espírito que Marcelo Moreno dá ao time. É a cara do treinador,
sério, aguerrido, dedicado, e lutador por todo o tempo.

Que o Cruzeiro siga seu caminho no Brasileiro, com o objetivo de conquista
ou pelo menos de acesso à Libertadores do ano que vem, para que possamos
?cobrar? da diretoria melhores investimentos, já que com o elenco preparado
para essa temporada, seria factível e não surpreendente uma eliminação, já
que os investimentos técnicos foram limitados, e apostávamos na tradição,
camisa, e em expectativas de surgimento de craques em nomes desconhecidos
para a conquista do título.

Vamos, com fé, China Azul, agora o foco é o Brasileirão! Parabéns a todos
que se esforçaram para apoiar o time no jogo de ontem, e também ao Cruzeiro
que não se entregou até o último minuto. Isso também, é reflexo do espírito
do treinador, personalizado no Moreno em campo. Vamos agora lutar pra ganhar
o Brasileirão!!! Ficou o gostinho de querer mais, mas ainda assim, valeu,
Zêro!









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