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17 04 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxReal Potosi
'VEXAME HISTÓRICO

Que Remo, que nada!

Hoje, o Cruzeiro se superou.

Conseguiu mais uma marca elástica, manchando seu currículo de glórias históricas na Libertadores, com uma goleada ridícula na Bolívia.

Informava o narrador da tv que a maior goleada já sofrida pelo time em Libertadores havia sido por 3x0 para o Independiente da Argentina.

E logo veio o comentarista: ? Mas o Independiente é um time de primeira linha, histórico na competição, ao passo que o Potosi não está nem no segundo escalão do futebol da América!?.

E tem razão. O time conseguiu, em uma semana, uma façanha incrível: colocar em xeque todo um ano, que se não era brilhante, era o mais eficiente  do Brasil.

O treinador, depois de assumir publicamente que inventou no sábado, ao  mexer de forma estranha na equipe e permitir a possibilidade de comprometimento do resultado, que se concretizara, voltou a errar, a meu ver.

Sacou o lateral Jadílson, e o Guilherme do time, começando o jogo com  quatro volantes, dois laterais direitos, apenas o Wagner na armação, e o Moreno isolado no ataque.

O time entrou em campo parecendo um pinguço, não tinha a menor noção  do que fazia, ou do que queria em campo. O papo de altitude, já incutira na  cabeça dos jogadores um medo de jogar, que resultou na completa abstinência ao jogo durante os 90 minutos.

Há muito tempo não via algo tão bizarro e patético como o jogo de hoje,  só comparável à derrota para o Remo, em se tratando de adversários inexpressivos, e que ainda assim tinha lá suas motivações de boicote à época...

A invenção do Adílson pode custar muito caro. Deu com os burros n´água  para a melhor campanha da Libertadores, comprometeu a possibilidade de enfrentar adversários mais fracos e jogar o segundo jogo em casa, e de quebra, colocou em questão a qualidade do time para a seqüência da própria Libertadores e também para o jogo decisivo do rural no domingo.

Quem temeria um adversário que é bizonhamente goleado por um time de  quinta categoria como esse Real Potosi?

Não sei como o nosso treinador vai sair dessa, mas é bom que ´invente`  algo positivo desta feita, porque o Cruzeiro vai ser cobrado e exigido em  dobro, à partir da dupla façanha da semana.

O Cruzeiro não conseguiu jogar contra um time que não perde por menos  de 5x0 da turma da pelada da TFC, fora de brincadeira! Todo o time abaixo da crítica.

Pior em campo foram todos os 9 jogadores, excetuando Wagner e Moreno  pela luta, ficando o prêmio da perna de pau do jogo para o goleiro Fábio, pelo conjunto da obra. Não que tenha havido um ´piru` tecnicamente falando mas pelo resultado, o todo apresentado, já que não dá pra explicar 5 gols num jogo sem apontar erros.

Lembro que ele tem uma ótima temporada, até sexta-feira passada, era seguramente um dos melhores jogadores do elenco no ano, mas vai confirmando o temor pertinente de torcedores que não confiam nele pelo histórico que mantém no clube nas fases decisivas, como eu próprio, ao falhar em pelo menos dois gols no jogo, como os eternos chutes de longa distância, inalcançáveis a ele.

Aos que vão questionar e novamente tentar explicar gols sofridos, fica  a observação de que foram 9 gols em dois jogos, e a lembrança de passado não tão longínquo assim no que toca aos gols de chutes de fora da área...

Esquecendo o Fábio, se é que dá pra fazê-lo numa hora dessas, Charles foi péssimo, repetindo a má atuação de sábado. Até Espinoza não se teve bem, acompanhado pelo Martineli que ainda não justificou a fama de bom futebol, e de Jonathan que não entrou em campo.

Difícil apontar tanta gente ruim num jogo bizarro como esse. Todo mundo  foi mal. Melhor do jogo, ou menos pior, foi o Wágner, que contrariou as críticas de desinteresse no jogo, e lutou o tempo inteiro para enfrentar a adversidade de todo o resto do time.

Triste a lambança de todo o elenco do Cruzeiro hoje, orquestrada pelos erros do treinador. Ele continua com o seu crédito, mas já queimou toda a gordura que tinha, e agora, nas fases decisivas, os resultados não perdoam.

Mais algumas invenções sem sucesso, e ele pode comprometer todo o ano em eliminação nos torneios mata-a-mata, e de quebra a imagem de bom treinador que vinha construindo.

Com a cabeça inchada, e os nervos à flor da pele, continuo com fé, mas com as barbas de molho... as minhas, e as do Adílson, claro! Resta saber em qual a navalha pode chegar primeiro.

Adílson, fica esperto, que a hora decisiva está à sua porta, e não há mais tempo para inovações. Que fiquem as lições da necessidade de superação do quesito ´altitude` para que se possa entrar em campo, jogar algum futebol, no seqüência do torneio, caso encontremos adversário nessas condições, além da necessidade de adoção de uma postura mais comprometida, condizente com a tradição do Cruzeiro, como fora a cara do time ao longo do ano. Esse jogo de hoje, é pra esquecer pra sempre, se é que é possível.


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