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14 04 08
Resenha do Mixa -CruzeiroxItuiutaba
OBRIGADO, PROFESSOR PARDAL!

Ah, como eu adoro os profetas do acontecido...

São aqueles de sempre! Aqueles que limitam as ações por trás de um computador pessoal, ou mesmo aqueles exercendo o seu enorme e voraz apetite de crítica assentados na arquibancada ao meio do estádio com a garganta afiada para a vaia.

No primeiro caso, me refiro àquele tipo de comentarista que se limita a criticar erros e apontar defeitos, depois de ocorridos. Não fazem nada de diferente para apontar soluções para quem vive o futebol, ou mesmo atentam os espectadores para essa ou aquela observação perspicaz. Não, suas ações se limitam a apontar erros, depois de ocorridos... fácil, né?

No segundo caso, me refiro ao torcedor das cadeiras centrais do Mineirão,
os famosos torcedores do amendoim, nome de batismo do lendário Luiz Felipe Scolari em passagens pelo Palestra Paulista e o Mineiro. Tudo igual. Esses torcedores que vaiaram o professor Adílson Batista na tarde de ontem, na mais plena convicção de que ele havia errado (há alguma dúvida disso?) são os mesmos que vaiaram o lateral Apodi com apenas 20 minutos de jogo da primeira partida da temporada. É mole?

Para os dois experts espécimes de profetas do acontecido vai aqui a minha banana! No bom sentido, é claro! A minha banana de repudia à incongruência, à insensatez, e à falta de consciência sobre as críticas sobre o treinador.

O comportamento do time do Cruzeiro no ano de 2007 é uma grande incógnita na cabeça do torcedor. No primeiro semestre, o aspirante a treinador Paulo Autuori, abandona o barco na hora que o bicho mais pegou, sob escusas alegações de impossibilidade de comando. Até hoje, ninguém entendeu aquilo. O que havia de errado?

No segundo semestre, o Dorival Júnior, depois da seqüência de um bom trabalho de recuperação da técnica e da auto-estima do time após a presepada coletiva na derrocada para o Atlético pelo bonde ?loser? de Paulo Autuori, Fábio e cia ltda., perdeu completamente o comando do time, e principalmente a liderança sobre seus subalternos. O que aconteceu realmente ali? O que havia de errado?

Uns dizem que o Roni era o dono do time, que isso, que aquilo, mas o fato, é que novamente, ao segundo semestre, por algo que ninguém ainda explicou, o time se perdeu.

Chega Adílson Batista, o professor Pardal. Desacreditado, e cornetado até mesmo pelo eterno ídolo Tostão, que acredita ter com a palavra, o mesmo incrível dom que possuía com os pés. E olha que muita gente acredita...

Enfim, chegou Adílson Batista, e após fazer algumas poucas mudanças na mesma equipe de 2007, consegue resgatar, de novo, algum padrão tático e técnico para o time, e acima de tudo, uma personalidade para a equipe.

Já se passou o primeiro trimestre de 2008 e Adílson conseguiu dar cara ao
time do Cruzeiro, com muita luta e espírito de entrega. Quem conhece e trabalha com ele, sabe disso. Quem vê os jogos do Cruzeiro, se encanta com tanto comprometimento e seriedade, a um futebol que está longe de ser o melhor tecnicamente.

Falei tanto disso, porque acho uma tremenda injustiça e insensatez, ficar chovendo no molhado como a ?grande análise do dia? de que ele teria errado nas substituições, e que elas seriam determinantes para o empate no jogo de ontem, sem esquecer que campanha ele deu ao time para 2008: o Cruzeiro tem melhor campanha que os milionários São Paulo, Flamengo e Fluminense.

Em tudo, no regional e na Libertadores.

Não interessa que ele pecou ao alterar o time. Quem em sã consciência, aí eu convoco os profetas do acontecido da imprensa e do amendoim do Mineirão, iria criticar o professor Pardal, se o jogo terminasse 4x1, mesmo com as alterações que poupavam alguns jogadores? Mesmo com o vibrante primeiro tempo!

Mesmo com o segundo tempo bom até os 30 minutos!

Onde eles estariam? Calados concordando com tudo. Ao primeiro erro, como de ontem, tome crítica, vaia, e amendoim no gramado! Adílson pode ter errado, mas ele não tirou os jogadores de campo, e não mandou ninguém no lugar. Onde estava a cabeça dos jogadores que entraram e a cabeça dos que ficaram, lembrando que são eles que jogam o futebol?

Onde estava com a cabeça o goleiro Fábio que faz uma temporada tão boa, e novamente, nas fases decisivas não faz a diferença? Por favor, Fábio, de novo não! Foram 4 bolas no gol do Cruzeiro, e 4 gols. Não me venham explicar gol, porque goleiro que explica gol, quer justificar erros, e olha que o Fábio não gosta de assumir os seus.

Vou me limitar à análise crua do primeiro gol, em que errou na saída de bola com Jadílson, jogando-o na fogueira, mesmo vendo à sua frente os dois marcadores do Ituiutaba, com a clara consciência do que poderia ocorrer. Ocorreu. Falhou também no quarto gol em chute desferido em cima dele. Indiscutivelmente, o pior em campo ontem, a meu ver, pelo conjunto da obra. Quatro gols em semi-final de campeonato, não se justificam pra quem tem a boa temporada do ano como ele, e não admite críticas.

O melhor do jogo foi o Guilherme, com boa participação no ataque do time, e com gol pintura no estilo obra de arte para o delírio do estádio.

Tenho certeza que o Cruzeiro classifica, e que esse balde de água fria vai servir para cobrar mais aplicação do time nos jogos decisivos. Vamos com fé e esperança, que o professor Pardal erra, mas no final, suas invenções sempre são eficazes. Pelo menos, no mundo da Disney!

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