Às vésperas das tão esperadas fases decisivas do primeiro semestre, o Cruzeiro segue trilhando seu caminho dando mostras de que sabe o que quer.
Vimos de uma semana em que o time jogara na quinta-feira com todas as dificuldades de se jogar na Fazendinha, o estádio do Ituiutaba, e por pouco não arrancar a vitória de lá, mesmo sem ter tido muitos méritos pra isso, não fosse a infelicidade da defesa em evitar o gol de empate do time da casa. Não vi falha de nosso goleiro, como muitos defenderam. A meu ver, jogada difícil, rápida, e que ele apenas não conseguira chegar a tempo pela velocidade da jogada. Normal.
E pra hoje, Adílson prometera o time titular, pra dar mais ritmo ao grupo frente às atuações irregulares que vem apresentando, e também para encarar uma pequena pressão por resultado positivo, dadas as alucinógenas manchetes dos jornais da capital de que o adversário poderia ser líder, mesmo que em uma improvável combinação de resultados...
Pressão pequena, adversário frágil, time determinado. Embora não fosse o titular completo, o Cruzeiro entrou com muitos jogadores que podem ser titulares como a dupla de zaga de Tiagos, além de outros componentes da suplência como Elicarlos, o estreante Fabinho, e Sandro Manoel.
As presenças de Wágner, Marcinho, e o atacante Guilherme seriam para dar teor ofensivo a esse time mesclado. O time fez um bom primeiro tempo, e mesmo com todas as dificuldades que encontrou para chegar na defesa adversária, construiu 2x0 com belas jogadas.
No primeiro gol, o Guilherme serviu de pivô para colocar o estreante Fabinho na cara do gol e concluir com tranquilidade na transversal rasteira na saída do goleiro em velocidade.
No segundo, cobrança de falta junto à entrada da área, como em um córner, o Guilherme faz jogada ensaiada com o Marcinho recuando a bola para a entrada da grande área, e Marcinho dá à volta em toda a zaga de forma a receber a bola livre, e tocar rasteiro para fazer o gol.
Guilherme e Marcinho jogaram bem, ainda que sem muito brilho. Guilherme teve que sair após a recomposição tática do time pelo treinador, motivada pela expulsão do zagueiro Tiago Gosling, que vinha fazendo bom jogo, e até arriscara conclusão no travessão do goleiro, momentos antes.
O primeiro tempo poderia ser 3x0, se o árbitro não tivesse deixado de marcar penalidade máxima clara sobre o Wágner, que foi puxado dentro da área, pelo marcador do vale do aço.
No segundo tempo, mesmo com um jogador a menos, o Cruzeiro soube se defender, e praticamente não teve chances de ampliar, limitando-se a conter as investidas do Ipatinga. Em duas delas, Fábio confirmou a boa fase vivida promovendo boas defesas que poderiam resultar em gols do adversário.
Fatura liquidada, não veio o brilho, mas vieram os 3 pontos, indispensáveis a quem não quer dar chance pro azar, e jogara com aplicação.
Na quinta-feira o time terá jogo importantíssimo e muito difícil contra os argentinos do San Lorenzo em Ipatinga, e o treinador agira bem em poupar algumas peças importantes como o lutador Moreno e o ótimo zagueiro Espinoza pra esse embate que pode definir a classificação ou o desespero do time para a última rodada da fase de chave da Libertadores.
Do jogo de hoje, ficara a boa impressão de jogo de Sandro Manoel, a sempre forte presença de Marquinhos Paraná, e a volta da qualidade de Guilherme ao ataque do time.
O Cruzeiro jogou a conta do chá, e fica agora a esperança de um jogo de muita luta, entrega, velocidade, e força na quinta-feira, que tem sido mais a cara do time, que a de futebol muito técnico. Que o Cruzeiro honre sua tradição na Libertadores, e massacre o San Lorenzo na quinta. Forza Azzura!
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