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25 03 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro x Democrata-GV
FALTOU INSPIRAÇÃO

O jogo de sábado foi um jogo estranho. O Cruzeiro não jogou bem, e mesmo com um volume maior de jogo, não mostrou qualidade.

Pode-se explicar a má apresentação com vários fatores: ressaca de viagens longas, forte calor da região, o desespero do adversário frente a necessidade da vitória, e o gramado não lá dos melhores.

Ocorre, que a despeito de muitos dos fatores serem recíprocos para o Cruzeiro e adversário, o que importa para nós é o Cruzeiro, e mesmo eles não sendo determinantes, penso que isso explica mas não justifica a atuação apagada da equipe, que usava o time principal.

No primeiro tempo, em sua maioria com um jogador a mais, não conseguimos abrir os espaços necessários para triangular, e tocar a bola, forçando o adversário a errar.

O Cruzeiro seguia mal, sem conseguir ter chances efetivas de gols, e insistia em lances isolados de Marcelo Moreno, o eterno lutador, que tentava aos trancos e barrancos furar a defesa adversária em jogo sem brilho de Wágner e Marcinho, responsáveis pela criação das jogadas.

E foi numa delas, num ótimo cruzamento de Wágner, que em bela cabeçada de Moreno abrimos o placar apenas no final do primeiro tempo.

Pra quem pensava que o segundo tempo melhoraríamos, se enganou. Ficamos com dois jogadores a mais, com expulsão de um imprudente marcador do Democrata, e ao revés de o Cruzeiro se impor, a vantagem acabou causando efeito reverso: a soberba.

Vencendo por 1x0, dois jogadores a mais, o time achou que tocaria bola até o fim do jogo. Mas. Mas esqueceram de avisar ao Democrata. O time teve muito brio, engrossou o caldo, e com dois a menos chegou ao empate em ótimo lance isolado, de contra-ataque, de chute forte, de fora da área de Ely Tadeu.

Lance defensável. Chute forte, de longa distância, de fora da área, o goleiro tem obrigação de defender. Ainda mais quando vai no seu próprio lado. Se fosse qualquer goleiro, passaria despercebido, mas com o histórico do Fábio em tomar esses mesmos gols, reascende a sombra da preocupação. Não vou render polêmica sobre o lance, porque o ano do Fábio apaga eventual falha, discutível no lance.

1 a 1 no placar, e o time, embora tivesse voluntariedade, não sabia usar a vantagem numérica, e ora usava a triangulação excessiva sem conseguir abrir os espaços, ora insistia em cruzamentos sem êxito, e parecia temer arriscar os desfechos a gol.

Fomos premiados com a vitória nos pés do lateral Apodi, que acertou um pombo sem asa na gaveta do goleiro, esse sim, sem chance pra defesa, já no final do jogo.

Vamos aos destaques. Positivos: Marcelo Moreno, a cada jogo mais encanta a torcida com a incansável luta. Apodi, movimentou o jogo inteiro, criou espaços, correu, cruzou, acertou, errou, e fez o gol da vitória.

Negativos: Marcinho, desta vez, foi merecedor de parte das críticas que lhe são dirigidas. Tentou, mas foi apagado. Até Wágner, participou mais do jogo que ele, usando da ala esquerda com proteção de Eli Carlos.

Esse jogo deve ser lembrado apenas como lição para que Adílson Batista cobre mais atenção e empenho dos jogadores em situações que exijam a pronta implementação da força que lhe é oportunizada, como na vantagem numérica em campo.

Não gostei, e talvez Adílson deva repensar algumas posturas táticas com o fraco poder ofensivo do time no jogo de ontem, praticamente o time titular, contra um faco adversário do campeonato regional.

Precisamos de força ofensiva, porque só a luta de Moreno, uma hora não vai ser suficiente para superar melhor técnica e postura adversárias. Precisamos de mais qualidade na frente, na meia ofensiva e na conclusão.

Vamos trabalhar enquanto há tempo, Cruzeiro!

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