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17 03 08
E os Venezuelanos nao viram Alex jogar!

Cruzeiro 3 x 2 Caracas-VEN

14/04/04

Depois de um ano espetacular em 2003 e um começo turbulento em 2004 o Cruzeiro vinha colocando a casa em ordem após a saída prematura do técnico Wanderley Luxemburgo.


A equipe disputava, simultâneamente, as finais do Campeonato Mineiro, vinha de vitória sobre o rival regional por 3 a 1, e a Copa Libertadores da América, onde figurava em segundo no grupo. O Cruzeiro precisava da vitória sobre a equipe do Caracas, fora de casa, e torcia por um tropeço do Santos Laguna do México contra o Universidad Concepcion do Chile para acabar em primeiro do grupo.


A equipe venezuelana já estava eliminada, porém vinha embalada por uma vitória de 3 a 0 sobre o Mineros e sua torcida compareceu ao estádio Brigido Iriarte para ver o Campeão Brasileiro comandado pelo meia Alex. Para a surpresa de todos o técnico PC Gusmão resolveu jogar a partida com uma equipe reserva priorizando a final do campeonato estadual. Dos titulares entraram em campo apenas o goleiro Gomes, o zagueiro Cris, o lateral Leandro, e o volante Maldonado enquanto os demais eram os reservas pouco utilizados ate então no ano.


E foi com este time reserva que o então campeão brasileiro entrou em campo, os adversários animados com o time reserva começaram a acreditar na vitória. Mas as esperanças venezuelanas duraram apenas alguns minutos, aos 12 do primeiro tempo Schwenck fez boa jogado e abriu para o volante Jardel que driblou o goleiro e completou para o gol. Mas antes que a bola cruzasse a linha o defensor venezuelano Pereira cortou em última instância.


O gol não demoraria a sair e aos 21 minutos Martinez pela meia esquerda fez belo lançamento a Márcio que aproveitando a falha do zagueiro Rey chutou forte no ângulo marcando o primeiro gol celeste.


A torcida, à distância, não teve tempo de comemorar, logo no lance seguinte Schwenck recebeu cruzamento de Maurinho e lançou a Lima. O atabalhoado atacante, que viera como promessa do Paraná, dominou e chutou forte por debaixo das pernas do goleiro Venezuelano marcando o segundo gol celeste.


A partir daquele momento aconteceu um fato que se verificaria como normal naquele ano, o time celeste tinha apagões em campo dando chance ao rival para crescer. E foi aproveitando este branco na equipe cruzeirense que aos 31 minutos Castellin ganhou de Marcelo Batatais e cruzou para Comingues bater sem defesa para o goleiro Gomes.


Após o gol a equipe celeste acordou novamente na partida, no final do primeiro tempo os atacantes celeste abusaram de perder os gols. Antes do intervalo, novamente o Cruzeiro ampliou com Lima. O lateral Leandro cobrou lateral para Schwenck que de primeira deixou Lima livre para chutar alto e marcar o terceiro gol cruzeirense.


Ao final da primeira etapa, o Cruzeiro vencia fácil fora de casa por 3 a 1, na segunda etapa coube a equipe celeste cadenciar o jogo rodando a bola. Apenas aos 30 da etapa final Cris cometeu um pênalti em Rojas e o brasileiro Pereira cobrou bem diminuindo a vantagem celeste.


O Cruzeiro comemorava mais uma vitória fora de casa em uma Libertadores, alguns dias depois conquistaria o titulo estadual. Mas aquele seria um ano marcado pela transição de comando e pelas poucas felicidades que a equipe celeste daria a sua torcida.


De qualquer forma mesmo em um ano de poucas alegrias o Cruzeiro continuou levando seu nome por toda América Latina honrando Minas Gerais e o Brasil e nunca fugindo a luta assim como sempre fizera em toda a sua historia.

Ficha Técnica
Cruzeiro 3 x 2 Caracas-VEN
Competição - Copa Libertadores (1a. Fase)
Estádio - Brígido Iriart
e - Caracas-VEN
Público - 49.617 / Renda - R$563.640,00
Árbitro - Renê Ortubé (BOL)

Assistentes -Ivan Gamboa (BOL) e Oscar Sória (BOL)

Gols: Márcio aos 21', Lima 22', Comingues 31', Lima 46' do 1º tempo e Pereira (P) aos 31' do 2º tempo

Cruzeiro : Gomes; Maurinho, Cris, Marcelo Batatais e Leandro (Sandro); Jardel (Felipe Melo), Maldonado Martinez e Márcio; Lima (Bruno Quadros) e Schwenck. Técnico: Paulo César Gusmão.

Caracas (VEN) : Golindano; Valienilla, Rey, Rouga e Rivero; Pereira, Vitali, Rojas e Renteria (Guerra); Castellin e Comingues (Martinez). Técnico: Noel Sanvicente.

Dedicatória.

É uma página que dedicamos aos jogadores que eram titulares e com aqueles que esporádicamente entravam no time, se superaram e venceram o Caracas quando poucos esperavam o triunfo fora de casa. Que sirva de inspiração para os 15 (ou seriam 14) de Caracas que enfrentam mais um Jogo Imortal. Principalmente os defensores titulares: Gomes, Maurinho, Cris e Leandro. Fica o exemplo para nossos defensores mostrarem a garra necessária e motivarem os atacantes a ganharem o jogo desta edição de 2008 da Libertadores.


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