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06 03 08
Dracena e el bigodón fanfarrão

Cruzeiro 2 x 0 Atlético-MG

19/03/06

O Campeonato Mineiro de 2006 chegara ao momento que todos esperavam, Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentariam pela terceira vez no ano (as duas partidas anteriores terminaram empatadas). Não foi na finalíssima como todos imaginavam, a competência do adversário local não chegou a tanto. Só conseguiram nos enfrentar na semifinal. Dois jogos decisivos para ver quem enfrentaria o Ipatinga na decisão do título.


A equipe celeste vinha com um time muito bem montado enquanto nosso rival sofria com o rebaixamento para a segunda divisão do campeonato brasileiro e um jejum de vitórias no confronto direto.


Na semana que antecedeu o clássico, um novato dirigente do rival tomou os microfones para falar um monte de bogagens, parecia que finamente o rival tinha encontrado um novo palhaço para alegrar a torcida cruzeirense. Ostentando um bigode branco o diretor de futebol do rival declarou em todos os veículos de comunicação que o Atlético-MG era o favorito para a decisão afirmando “se o Atlético-MG perder o clássico será zebra.”.


Naquele momento, entraria em ação o nosso capitão, Edu Dracena, zagueiro celeste campeão da Triplice Coroa e que vinha escrevendo seu nome na constelacao de ídolos da torcida cruzeirense com ações como a de não levar desafôro prá casa. O xerife declarou antes mesmo do jogo “Se a equipe deles fosse tão superior a nossa não estaria na segunda divisão nacional enquanto o Cruzeiro esta no lugar de onde nunca saiu, a primeira divisão.”.


No Cruzeiro, as declarações do rival motivaram a equipe e a torcida que mais uma vez compareceu em maior número nas arquibancadas. Não adiantava ter derrubado o rival para a serie B com as duas vitórias nos clássicos do brasileirão do ano anterior, teríamos que mais uma vez provar nossa superioridade e calar a boca de um bigodudo fanfarrão.


A partida começou com o melhor time dominando, nas arquibancadas empurrados pelos gritos de “vamu vamu cruzerô, vamu vamo a gañar...” a equipe azul celeste empurrava seu rival contra seu próprio campo.


Logo aos 9 minutos, Élber cabeceou cruzamento de Wagner à queima roupa para Bruno salvar. Gil, caindo pelas pontas, só era parado com falta. Aos 31' o mesmo Gil tomou uma bola de Lima, chegou na lateral e cruzou para Élber mais uma vez cabecear e obrigar o goleiro atleticano a fazer mais um milagre.


Apenas aos 33' o Atlético-MG levou algum perigo ao gol celeste. quando Márcio Araújo obrigou Fábio a fazer uma bela defesa.


Foi então, aos 40 minutos, que a vaca del bigodón começou a ir pro brejo, Alício fez nova falta e tomou o cartão vermelho, na cobrança Wagner colocou na gaveta do goleiro Bruno e foi comemorar o gol junto a torcida celeste.


Na saída do intervalo o melhor jogador atleticano o meia Ramon declarou, “Não jogamos porra nenhuma mas o juiz foi pior que a gente.”. Como acontece a cada temporada em que eles mostram a ruindade eterna, a política dos dirigentes, jogadores, comentaristas e torcedores, é a de jogar a culpa dos fracassos no árbitro, nos gramados, nas bolas, nos cabeças-de-alface, em qualquer um. Bons devem ser aqueles que comemoram títulos roubados em pizzarias.


Na volta do segundo tempo, o técnico atleticano teve que se abrir e sair da retranca, Lori Sandri colocou em campo o armador Rafael Gaúcho no lugar de Lima e o atacante Éder Luis no lugar de Alberto. Com a entrada de ambos a marcação ficaria vulnerável e o lateral Zé Antonio passou a apoiar mais a defesa. As mudanças não surtiram muito efeito e foi o Cruzeiro que continuou dominando.

Aos 14 minutos Wagner recebeu lançamento de Julio César no meio da zaga e quase marcou. Aos 25 minutos a pressão começou a chegar no árbitro que em uma falta normal de jogo expulsou o lateral Julio César. O Cruzeiro sentiu a expulsão e o adversário acordou qause chegando ao empate com Éder Luis que chutou forte para defesa parcial de Fábio e com Ramon quase marcando no rebote. Esta foi a grande chance atleticana pois 10 minutos depois Francismar faz uma fila, sai driblando três adversários e na entrada da área bate de curva marcando um golaço e fazendo a torcida azul explodir nas arquibancadas.


O time barropretano, a partir daí, administraria o resultado e no final comemoraria pelo sexto ano seguido a eliminação do rival em alguma competição, tradição esta que este ano se torna secular. O melhor jogador atleticano na competição ao deixar o campo substituído declarou “Eu não agüento mais vou pedir para meu empresário me tirar daqui o mais rápido possível”.


Após o apito final, o capitão Edu Dracena colocando um bigode de esparadrapo colocou nosso rival no seu devido local “O galo virou galinha meu, estou aqui há anos e sempre nas decisões o Cruzeiro prevalece. Um recado para o bigode, sempre que o Atlético-MG perde a culpa é do juiz, quero ver o que ele vai falar agora o Cruzeiro foi melhor e eles vão passar mais um ano sem título.”.


O Cruzeiro seguiria seu caminho e mais uma vez seria campeão estadual, já nosso rival conseguiria sim, um importante titulo naquele ano, o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Feito este em que eles lançaram ate DVD e que é um titulo que o Cruzeiro e os cruzeirenses não desejam nunca. Está em boas mãos!


Ficha Técnica
Cruzeiro 2 x 0 Atlético-MG
Competição - Campeonato Mineiro (Semifinal)
Estádio - Mineirão
- Belo Horizonte-MG
Público - 49.617 / Renda - R$563.640,00
Árbitro - Álvaro Quelhas (MG)
Gols: Wágner
aos 40' do 1º tempo (F) e Francismar aos 32' do 2º tempo

Cruzeiro : Fábio; Jonathan, Moisés (André Leone), Edu Dracena e Júlio César; Diogo, Fábio Santos (Recife), e Wágner (Anderson); Gil e Élber. Técnico: Paulo  César Gusmão.

Atlético (MG) : Bruno; Zé Antônio, Marcos, Leandro Castan e Lima (Rafael Gaúcho); Vicente, Alício, Márcio Araújo e Alberto (Éder Luís); Ramón e Rodrigo Silva. Técnico: Lori Sandri.

Cartão vermelho: Alício (Atl-MG) e Júlio César (CRU)

Dedicatória.

É uma página com dedicatória fácil e do gôsto de todos cruzeirenses. Esta passagem recente da gloriosa e heróica história do Cruzeiro é dedicada ao nosso capitão Edu Dracena que soube entender o espírito do clássico, a rivalidade existente e aplicou no campo o castigo merecido. Depois soube zombar do dirigente adversário com a maior categoria e qualidade. Que os guerreiros do técnico Adílson Batista incorporem o espírito do capitão Dracena e mostrem aos adversários que choradeira e bravatas não são a melhor alternativa para enfrentar um time tão combatido e jamais vencido.




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