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03 03 08
Rezenha do Mixa - Cruzeiro x Social
O FOCO DE UM ELENCO

É com muita alegria que começo a resenha da segunda:

Há muito não víamos um Cruzeiro tão aguerrido quanto esse elenco comandado por nosso treinador Adílson Batista.

A velha discussão sobre priorizar o maior torneio do mundo, a Taça Libertadores da América, e o campeonato mineiro tem ficado em segundo plano, diante da cara desse Cruzeiro desenhada pelo Adílson.

O Cruzeiro entrou em campo ontem com um time quase que totalmente reserva, exceções para o goleiro, que vem de um retrospecto muito positivo há alguns meses, e a Thiago Heleno que atua como titular no time principal, e não fez feio.

Mas o que chama mais atenção à torcida no Cruzeiro 2008, já que o time de ontem, era outro time, quase que um segundo time, é não só a força e qualidade do elenco (que time no Brasil hoje se dá ao luxo de ter como suplentes ótimos jogadores como Sandro, Leandro Domingues e Marcinho?), mas o comprometimento que esses jogadores tem demonstrado em campo.

E isso, pra quem conhece e conversa com o treinador, sabe que é a cara dele.

Aguerrido, lutador e comprometido com o que objetiva. O Cruzeiro 2008 tem as qualidades mais importantes que um verdadeiro TIME precisa para ser vitorioso.

Ele QUER e SABE O QUE QUER.

O que a gente vê em campo não é aquele querer burocrático do funcionário público, aquele da boca pra fora. É um querer comprometido com um resultado de vitória. E um querer alicerçado no ?saber querer?, que vem do comando do treinador. Isso dá muito alegria na gente, já que o time em muitas ocasiões compensa as variantes de jogo como azar, infelicidade em conclusão, vacilo em lances capitais, elementos que invariavelmente levam a uma derrota inesperada, com muita luta e entrega em detrimento até boa técnica que o time carrega.

Ontem mesmo, com um outro time em campo, o Adílson soube passar a seu comandados o espírito de jogar com comprometimento e buscar a vitória a todo instante.

Não foi um jogo tecnicamente brilhante, mas para quem torce para o Cruzeiro, enche os olhos ver um time jogar com tamanha aplicação.

Meus destaques vão para a meiuca do time: primeiro, o jovem Zé Eduardo de apenas 16 anos, que assumiu a posição de volante do time com muita personalidade jogando com seriedade e tranqüilidade de um veterano. Esse menino tem tudo para nos dar muitas alegrias.

Depois, para o meia Marcinho, que além do gol feito com a tranqüilidade e precisão de um goleador (que não é a dele por ofício), participou de várias jogadas do ataque, e quase não fez outro gol em um arremate certeiro que só não resultou em gol pela brilhante defesa do goleiro Ronaldo. Palmas pra ele. Dá gosto ver esse jogador mostrando que pode ser muito útil na nossa caminhada rumo ao tri da Libertadores.

E o outro, com muita alegria para a torcida azul, vai para o meia ou lateral esquerdo Sandro. A cada jogada de efeito uma comemoração e um temor pela integridade física do rapaz. A torcida gosta muito do jogo do Sandro, que é um cara sério, dedicado, profissional, e acima de tudo, bom de bola!

Que Deus proteja suas canelas, porque a ele só o tempo lhe dará a condição de um brilhante jogador, já que futebol ele tem. Jogou, mais uma vez mostrando que pode ser titular no time e dar ótimas opões de estratégia na esquerda ou no meio para o Adílson.

E o destaque final vai para o meia Leandro Domingues, que mesmo não fazendo a melhor de suas partidas, jogou com entrega e seriedade, que é sua marca registrada, mostrando que o treinador pode ter uma ótima opção para revezar a posição ocupada por Wagner.

O time buscou o resultado a todo o tempo, e foi bom vê-lo correr atrás do placar. Tomou o gol num lance isolado, despretensioso, de uma falta comum na intermediária, que culminou com a jogada mais fatal do futebol: bola alçada na transversal dentro da área, com o cabeceio certeiro do atacante antecipando à zaga.

É muito difícil pra defesa antever essa jogada pela velocidade que a bola vem e a necessidade de posicionamento dos defensores frente aos atacantes, e pro goleiro pior ainda. Jogada muito bem tramada, e credito mais mérito para o ataque, do que para a zaga defender jogada dessa natureza. 1 x 0 Social.

Depois disso, o Cruzeiro continuou trabalhando a bola, invertendo jogadas pela direita e pela esquerda, e arrancou o empate ainda no primeiro tempo com o gol do Marcinho.

No segundo, continuou forçando a barra, e depois de muita voluntariedade, e cruzamento pela direita do Zé Eduardo, já quase ao final do jogo, o zagueiro Tiago Martineli deu um leve toque na bola deslocando o goleiro e colocando no canto no último local em que era possível entrar antes da trave.

Premiou nosso time que não se entregou, que teve e tem foco e objetivo traçados no jogo e na competição, e apenou uma equipe que a despeito de mostrar qualidades pelo brio e luta no jogo, abusaram do anti-jogo e das faltas-pára-jogo durante quase toda a partida.

Faço observação quanto a Apodi, que mesmo errando muitas jogadas, não se abate, participa de todas, e tem muita velocidade. Essa velocidade pode fazer toda a diferença em partidas difíceis na Libertadores, e peço votos de paciência da torcida com o rapaz que está começando a jogar, e pode render muito mais ainda.

Que essa cara do time 2008 não se transmude no avanço da competição porque vamos precisar dela mais do que nunca na fase intermediária e final dos dois torneios, Libertadores e Mineiro, nos jogos decisivos.

E semana que vem já temos um: ainda que não decisivo, o clássico contra o Atlético mexe com a gente, mexe com a cidade, e temos certeza que com essa cara séria, lutadora e comprometida do Cruzeiro 2008 o grupo do Adílson vai arrancar mais uma vitória contra o rival mantendo os 100% de aproveitamento, e claro, antes disso vai nos devolver o primeiro lugar da chave na Libertadores na terça, com a vitória sobre o não tão bom, mas perigoso Caracas.

Conto com a força de toda a China Azul para fazer do Mineirão a NOSSA casa na terça e no domingo. Até lá, turma!

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