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29 01 08
Alguém esta preparado para ser imortal?

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Alguém esta preparado para ser imortal?

Por: Bruno Vicintin
Revisado por: Bruno Silveira


Alguém esta preparado para ser imortal?

Copa Libertadores da América, só o nome já exemplifica o que é este torneio. Este campeonato separa os homens dos meninos, os times grandes dos pequenos, clube nenhum a de ser grande sem ter levantado este belíssimo troféu. Para muitos torcedores o Cruzeiro só disputaria o Campeonato Brasileiro para conseguir a vaga na Libertadores!

Um clube imortal como o nosso teria que ter muitas histórias nesta competição, histórias de heroísmo que nunca devem ser esquecidas, histórias de jogadores transformados em guerreiros que para sempre serão lembrados. Antes do Cruzeiro apenas o Santos de Pelé tinha conquistado este torneio representando o Brasil, time nenhum tem tantos exemplos de amor a camisa neste torneio como o nosso.

Atuando por sua primeira Libertadores, a academia de Tostão, Dirceu e Piazza encantaram a América, venceram o Penarol, campeão mundial da época e só não se sagrou campeão porque o frio uruguaio e a inexperiência não deixaram.
Alguns anos depois em outra Libertadores, coube ao Cruzeiro jogando contra o Internacional, fazer a maior partida de futebol que o Mineirão já viu. Mesmo com um jogador a menos e contra um time magistral a equipe celeste venceu por 5 a 4. Um jogo que quem viu nunca se cansa de falar.

Foi jogando nesta mesma Libertadores, mais precisamente em Lima no Peru que Joãozinho fez o gol mais bonito de sua carreira, após o gol os torcedores peruanos, vendo tamanha obra-prima levantaram e aplaudiram o mágico ponteiro celeste. 

Este foi o último jogo de Roberto Batata, pois no desembarque em um trágico acidente automobilístico morrera a grande promessa celeste, abatidos, mas nunca fugindo a luta o time cruzeirense entrou em campo no jogo de volta em Belo Horizonte.

Ali a mais bonita homenagem de um clube a um atleta foi feita, com a memória de Batata no coração e liderados por Jairzinho e Palhinha, o Cruzeiro marcou 7 gols no Aliança, exatamente o número da camisa de Roberto Batata. 

Disputando esta copa Libertadores que a maior prova de amor de um atleta a um clube foi feita, no intervalo da partida decisiva contra o River, o já consagrado campeão do mudo Wilson Piazza exigiu uma infiltração no joelho para voltar para o segundo tempo. O médico se negou, porém o capitão assumiu a responsabilidade, o maior capitão que um clube poderia ter. Deixou o campo de maca, porém com o dever cumprido o de ser campeão!

Campeão graças também ao adorável irresponsável Joãozinho, que passou a frente do magistral Nelinho e cobrou a falta decisiva, marcando o gol do título.
Mais recentemente foi em outra Libertadores que o leão Fabinho com a perna distendida e sem quase conseguir andar avançou mancando ate a área do Grêmio recebeu um cruzamento matou no peito e calou o estádio olímpico. Na comemoração Fabinho não conseguiu nem levantar e saindo de campo de maca, mas com o dever de guerreiro cumprido.

Foi nesta Libertadores que a muralha negra Dida ignorou os agressores Chilenos e com a calma que lhe é usual, defendeu o pênalti que nos colocou em mais uma final. Foi também nesta libertadores que outro ponteiro esquerdo, mais uma vez de perna direita fez o gol do título, novamente explodindo o Mineirão e transformando uma cidade toda em azul.

Porque relembrar tudo isto? Para mostrar que em Libertadores, o Cruzeiro Esporte Clube não é qualquer um e que Deus ilumine a todos na busca do tricampeonato. E que mesmo décadas depois desta Libertadores tenhamos histórias heróicas e imortais para contar.

E para você, quem no nosso grupo tem condições de entrar neste hall de imortais? (BV)

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