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24 09 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro 4x3 Figueirense

Figueirense x Cruzeirense

 

O dia era mais um para tudo poder dar certo. Depois do tropeço em casa diante do Palmeiras, e das sucessivas críticas ao meio/ataque do time, esperava-se mesmo uma resposta do grupo aos brios feridos...

 

Mas a estória não foi bem essa. O jogo começou quente, rápido, movimentado, e as equipes não mostravam preocupações com marcação. Dava impressão que todos os dois times queriam fazer gol a qualquer custo, sem se importar com as contenções ao adversário.

 

O Figueirense por desespero e pura incompetência técnica. E o Cruzeiro, bem, tirando o desespero, poder-se-ia mesmo dizer incompetência, já que todos os gols do Figueira se deram mais por deméritos da defesa azul, em falhas bizonhas, do que propriamente por êxitos dos donos da casa.

 

Mas o Cruzeiro não tem insuficiência técnica que justifique tantos equívocos defensivos? Como pode um time que luta pelo título, levar 3 gols de um candidato ao rebaixamento, e todos eles em respostas às vantagens no placar construídas pelo visitante?

 

Sinceramente, não encontro respostas. Todos os gols levados pelo Cruzeiro foram de falhas coletivas, começando por erros infantis de marcação no meio-de-campo, as tradicionais paradas na jogada esperando o árbitro apitar irregularidade enquanto o adversário avança, até os antigos quadros do quarteto "Trapalhões" da rede Globo, protagonizados por Jonathan, Thiago Heleno, Espinoza e Fábio.

 

O jogo de hoje foi teste pra cardíaco. Após abrir o placar com alguma facilidade, o Cruzeiro toma o primeiro gol em  falha geral de todo o time. A bola perdida em lance de suposta irregularidade de toque de mão do Figueira vai indo de pé em pé até chegar ao gol azul com trapalhadas de Jonathan e Tiago Heleno e sobra para o atacante, sozinho, na cara do gol, chutar no canto do Fábio, que sequer reage.

 

O Cruzeiro volta a fazer o seu gol, e tomar a frente no placar, e a errar gols incríveis com Tiago e Guilherme. E novamente, em seguida, em falhas coletivas da defesa, protagonizados por Tiago Heleno que não marca o jogador do Figueira que cruza, e Espinoza que fica olhando, o atacante cabeceia sozinho, no meio do gol, em cima do Fábio, e ele consegue fazer uma "manchete" de voley, e jogar a bola pra dentro do próprio gol.

 

Claro que a culpa não é do Fábio, ele nunca teve culpa por nenhuma falha. Aliás, já falhou? Lembram do jogo com o Ipatinga no turno do Brasileiro, quando a culpa era dos holofotes do estádio? Ontem, a culpa foi do gramado. Sem mais, já que a fase do arqueiro no ano é muito boa. Mas, por favor, engolir as desculpas pelas falhas é muito indigno para quem ser vitorioso na carreira. Enfim, vida que segue, já que após tomar o terceiro gol, ele evitaria o quarto em lance de contra-ataque do Figueirense.

 

O balanço positivo do jogo fica por conta do ataque, que produziu bem, e a despeito dos quatro gols marcados, teve outras boas chances para seguramente serem feitos seis ou sete gols no total. Tiago vem encaixando muito bem, dando a impressão que parece ser o companheiro que o garoto Guilherme precisava, que em alguns lances aparenta ser até displicente. Wágner, a despeito de alguns bons lançamentos precisos, mais uma vez, não encantou, como dele se pode esperar.

 

O destaque negativo, já foi feito, todo o setor defensivo. O Cruzeiro sentiu a falta do bom futebol de Marquinhos Paraná, Fabrício e Ramirez. Talvez por isso tantos erros de marcação do meio-de-campo estourando na defesa.

 

Nas laterais, o esquerdo não comprometera, e Maurinho provara que de muletas parece ser mais produtivo que o fraquíssimo Jonathan, que não marca, não apóia, e não usa o físico avantajado que dispõe, nem na pior ou última das hipóteses da jogada.

 

Que o time arranque um ou três pontos em São Paulo, que a tabela de Outubro é muito favorável ao time azul. O Cruzeiro está no páreo!

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17 09 08
Cartao 5 Estrelas

COMO O CARTÃO 5 ESTRELAS PODERIA FIDELIZAR MAIS TORCEDORES NO INTERIOR? SUGESTÕES E PERSPECTIVAS

 

Nas últimas colunas, tivemos várias manifestações, críticas e sugestões para a melhoria do serviço do “Cartão 5 Estrelas”, cumprindo destacar que um coro muito forte que ecoou nas discussões foi no sentido de como o “Cartão 5 Estrelas” poderia ser enfocado para os diversos torcedores celestes de cidades mais distantes da capital mineira, assim como em relação a outros Estados.

Nosso espaço do blog, nessa oportunidade, trará em debate o que o departamento de marketing poderia fazer para que esses torcedores possam fidelizar ao programa do “Cartão 5 Estrelas” de forma a agregá-los na massa por nós idealizada de 105 mil associados.

Antes de tudo, é importante destacar que temos que ter em mente que a grandeza do nosso Cruzeiro não se resume apenas à grande BH, muito menos ao Estado de Minas Gerais. A amplitude da nossa torcida alcança todos os Estados da Federação e Distrito Federal, além de vários países, razão pela qual, a dimensão de fidelização da nossa torcida tem que visar a mesma dimensão.

Só para se ter uma idéia e para mostrar um pouco da dimensão de nossa imensa torcida, logo no primeiro jogo do Cruzeiro na Taça Libertadores desse ano, no Mineirão, contra o Real Potosí, eu (Rafael Pena) estava na cidade de Vitória/ES a serviço. Chateado de não poder estar no Mineirão, logo tratei de procurar um bar ou restaurante para assistir o jogo. Na oportunidade, meu primo que mudou para Vitória/ES para trabalhar na Vale, me levou a um bar, chamado “Mordomia”.

Chegando lá não pude crer na dimensão da torcida celeste na capital capixaba. Éramos mais 500 torcedores aglomerados num bar de uma praça, todos vestidos a caráter, entoando os mesmos cânticos de incentivo que cantamos no Mineirão, nas mesmas resenhas pré e pós-jogos sobre o time, a Diretoria, sobre o jogo.

Fique orgulhoso de saber que tínhamos quase o mesmo tanto de  torcedores numa praça, num bar para assistir em duas ou três TVs, que num jogo de série A, como por exemplo Ipatinga x Figueirense.

Da mesma forma, fiquei me perguntando como poderia ser o encontro dos nossos torcedores noutras capitais, cidades e países, todos com o mesmo intuito de ver o melhor de Minas esbanjar seu futebol cinco estrelas.

Finda a fase de devaneios, comecei a conversar com alguns torcedores que situavam ao lado de minha mesa, especialmente sobre a forma com que os mesmos tinham acesso às coisas do clube, às notícias, aos produtos, às informações, e, mais uma vez pude constatar que – não só na capital capixaba, mas, provavelmente em todas as demais localidades – a busca desses itens seria praticamente um ato de extremo amor, vez que as dificuldades e a escassez de produtos e informações são grandes.

Ao que parece, nessas regiões, a atuação do departamento de marketing é muito precária. Praticamente tudo o que chegam a esses torcedores advém de consultas na internet nos sites dos jornais de BH, das torcidas organizadas, sendo que os muitos daqueles com quem conversei praticamente desconhecem do programa do “Cartão 5 Estrelas”.

Voltei com uma impressão positiva e outra negativa daquela viagem.

Chegando em BH, eu e o meu colega colunista, Bruno Bechelany, conversamos muito a respeito e em uníssono concluímos que não há como deixar de fora os torcedores de regiões mais distantes da capital mineira, que, em tese, poderiam ser bem-vindos ao projeto da independência financeira pelos 105.000 associados.

Contudo, a conclusão que chegamos foi: “Como fazer com que o “Cartão 5 Estrelas” seja atrativo para essa enorme massa de torcedores?”

Por diversas vezes as atitudes de marketing foram no sentido de atender à parcela baseada na capital e adjacências, do que não podemos concordar.

Nesse sentido, entendemos que o departamento de marketing celeste deveria, no mínimo, traçar e desenvolver dois tipos de cartão: um para os torcedores mais próximos, e, outro para aqueles mais distantes e que não detém a mesma disponibilidade de locomoção para jogos como nós da capital de Minas.

No nosso sentir, poderiam ser adotadas, inicialmente, estudos sobre a viabilidade de se criarem modalidades de cartões diferenciados para o pessoal de outras cidades, oferecendo-lhes vantagens diferenciadas – para compensar a impossibilidade de locomoção para todos os jogos – como, por exemplo, criar um kit-torcedor composto de camisa, adesivos, faixas e ingresso para tantos jogos por ano, para aqueles que fidelizarem ao programa e manterem-se ativos por no mínimo um ano.

Outra hipótese: Permitir que torcedores de da cidade que mais agregar pontos do programa de fidelidade ou mesmo adesões e cartões ativos, ao final do ano, possam ter um jogo amistoso na referida cidade. Isso poderia estimular uma disputa sadia de adesões por parte das diversas cidades com reduto celeste.

Ainda: No ato da contratação do “Cartão 5 Estrelas”, imediatamente tornar o torcedor assinante da revista do Cruzeiro, sem custo algum ao mesmo (desde que adimplente com o seu plano de cartão) ou mesmo tornar mais fácil o esquema de troca de pontos por camisas ou pertences do clube (querendo ou não, uma camisa que se vê na rua já é, por si só, um meio de divulgação da própria marca celeste).

Enfim, o desafio que se faz, a nosso ver, seria de justamente almejar atender aos torcedores do interior e de outras cidades brasileiras, tornando o projeto dos 105.000 torcedores algo mais viável, a fim de pormos um ponto final na máxima de que “para que o clube não fique no vermelho, será preciso que vendamos um ou mais craques”.

Sendo assim, contamos com a participação dos leitores da presente coluna com o envio de sugestões e críticas construtivas para a adoção do ideal da independência financeira do clube através dos seus associados, até porque, as sugestões aqui levantadas não são bandeiras nossas, mas, simplesmente idéias que poderiam ou não ser adotadas com esse fim. Saber se as mesmas têm viabilidade ou não, só através do debate saberemos.

Vamos fazer essa realidade acontecer. Vamos nos unir no ideal de 105.000 associados no Cartão 5 Estrelas e fazer a reflexão: O que você pode fazer pelo Cruzeiro? O que podemos fazer em conjunto pelo Cruzeiro? Mandem suas sugestões! Façam o seu papel e ajudem a implantar as boas idéias.

O céu é o limite. No céu há cinco estrelas que carrego no peito.

Bruno Bechelany e Rafael Pena

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15 09 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro0x1Palmeiras
 

Decepção

 

Voltamos a resenha de hoje com a triste missão de debater o jogo de hoje do Cruzeiro contra o Palmeiras.

 

Clima todo a favor: líder derrotado na véspera, casa cheia, 50 mil azuis no estádio, e tarde de muito sol.

 

Adversário sem a dupla de ataque, e o Cruzeiro com mais de uma semana de tempo de preparação para o embate.

 

Tudo perfeito não fosse a ciência do que estaria por vir, a derrota. Não que o Cruzeiro tenha jogado mal o jogo, mas caiu na liçada do destino.

 

O time jogava com ímpeto, exercendo um domínio até muitas vezes estéril, mas ainda assim criando chances de gol, com pecadas fatais e capitais que fariam a diferença no resultado final.

 

Wagner, de quem sempre se espera muito, errara duas grandes oportunidades de gol ainda no primeiro tempo, uma em cabeçada sozinho na área, por cima da meta, e outra logo após o time tomar o gol, em chute cruzado onde pretendeu tirar tanto do alcance do goleiro, que tirou também da possibilidade da meta.

 

O Cruzeiro toma um gol num dos pouquíssimos lances de ataque do time verde, onde a defesa falha fazendo a linha burra, e Fabrício mais ainda por não insistir na jogada após o desprezo da arbitragem pela marcação do pretendido impedimento.

 

Incrível é que o Diego Souza teve tempo pra matar no peito, deixar a bola cair para seus pés, e chutar forte no gol, sem intervenção de qualquer defensor azul, e sem chance de defesa para o goleiro Fábio.

 

No segundo tempo, o Palmeiras que já não queria muita coisa no primeiro tempo, com a vantagem do gol, aí é que preferiu não jogar mais nada. Fez o que pode: encenou, continuou dando porretada, revezada pelo elenco em campo, ensebou reposições de bola em jogo, e só foi ter alguma chance de gol, quando o time celeste repetia sucessivos erros de ataque ao final do jogo.

 

O Cruzeiro não encantou, e talvez por isso merecera a derrota. Exerceu um domínio sem agudez, e mostrando a fragilidade de seus laterais, que não auxiliavam o ataque improvisado com o estreante Thiago e Jajá.

 

O novato, até que se apresentou bem. Jajá, nem tanto. Jonathan, pra variar, prefere nunca ser acionado, e falha nas coberturas. Mal. Fernandinho, uma decepção: onde está aquele jogador que por algum tempo já foi meia?

 

O Cruzeiro estava aleijado nas laterais, e as jogadas que aconteciam naquele setor por insistência de armadores ou atacantes, raramente eram acompanhadas por inicativas de outros companheiros. Os atletas degladiavam sozinhos nos cantos do campo, até invariavelmente perderem a posse de bola.

 

Fabrício não fez boa partida, como vem acontecendo há algum tempo. Espinoza fez boa partida, como vem acontecendo há algum tempo, mas as pessoas só gostam de destacar quando ele falha. Cadê a imprensa pra queimar a língua e destacar as boas atuações do sombra?

 

O que chama a atenção da partida também é a velha discussão sobre o quão dependente do futebol do Wagner o time é. No segundo tempo, ele desapareceu, e com ele toda a armação das jogadas de ataque do time, que só chegavam ao gol verde aos trancos e barrancos.

 

Por que o Cruzeiro não tem jogadas de bola parada? Todo escanteio e cobranças de falta é uma sucessão de chances desperdiçadas. Incompreensível. Onde estão as jogadas de velocidade da equipe? O time dependeu muito disso hoje, pra surpreender e mobilizar a defesa adversário, e se viu impotente diante da segurança da péssima defesa do Palmeiras.

 

Ramirez apanhou o jogo inteiro, e não conseguiu produzir muito, o que seria compreensível por suas condições não totalmente ideais. Que voltem bem os atacantes Guilherme e o lateral Jadílson, porque o time também sentiu demais a falta deles como nunca. Agora, vai precisar mais ainda pra correr atrás dos pontos perdidos lá em Florianópolis.

 

Não dá pra jogar a toalha ainda, porque o campeonato é muito irregular, e nenhuma equipe se destaca, mas que fiquem as lições de estudo do treinador sobre as posições de maiores deficiências da equipe como a velocidade e mobilidade, e mais ainda, do treinamento das jogadas de bola parada, para que esse artifícil seja usado em nosso favor.

 

Força Cruzeiro!

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14 07 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro2x1Atletico
Supremacia centenária!

O Cruzeiro venceu o Atlético ontem completando uma seqüência de inúmeros
incríveis contra o maior Rival.

Nos últimos quinze jogos são 10 vitórias, com 3 empates e apenas 2 derrotas.

Foi um jogo muito disputado, com várias boas chances de gols para os dois
times ao longo da partida, porém com inquestionável supremacia do Cruzeiro.

No primeiro tempo, o volume de jogo do time azul foi infinitamente superior,
e o Cruzeiro chegava com velocidade, triangulações, e inversões de jogadas
pelo meio e pelas duas laterais.

Dava gosto a contundência da posse de bola e pressão azul, e a abertura do
placar pelo Atlético veio coroar a seqüência de insistência da defesa cruzeirense
em cometer erros primários de ?brincar onde não se deve brincar?.

Foram pelo menos três jogadas parecidas antes do gol, proporcionadas por
falhas coletivas do sistema defensivo tendo como protagonistas o arqueiro
Fábio e o zagueiro Espinoza, que são jogadores bons, experientes, e sérios,
mas que insistiam em sair jogando em situações desnecessárias, perigosas,
e pela pior alternativa.

Mas a Justiça foi feita com a reação a tempo da equipe celeste com ótima
conclusão do zagueiro Martineli na segunda jogada de pressão após o gol.

O Cruzeiro seguia bem, pressionando e o primeiro tempo terminou de forma
injusta, já que o Atlético deve ter comemorado o encerramento da etapa com
a igualdade, já que passou todo o período sendo pressionado.

No segundo tempo, as coisas se equilibraram e o Atlético teve duas chances
incríveis com Almir, que perdera um gol sozinho, e em outra com intervenção
da zaga azul.

E o Cruzeiro também tivera boas opções como chutes de Wagner, e uma conclusão
incrível perdida por Rômulo já ao fim do jogo, antes do gol da vitória de
Ramirez.

O ponto negativo do jogo, com toda a certeza, foi o coro de xingamentos ao
treinador. Incompreensível a cobrança exaustiva da torcida a qualquer ação
do treinador, seja ela certa ou não.

Não se questiona a legitimidade de crítica ou de manifestação do torcedor,
seja ela qual for. Porém, deve-se ter inteligência e adequação a qualquer
expressão, sob pena de o ato produzir efeitos contrários, operando como ?tiro
no pé?!

Pergunta-se: qual o sentido de se hostilizar o treinador com tanta veemência
a uma substituição, num momento crucial de um clássico como aquele?

Seria aquela, a melhor hora para tanto barulho, que até onde se sabe, só
iria desestabilizar o time e motivar o adversário, ou era mesmo necessário
tudo aquilo? Fica a pergunta no ar.

Para efeito de argumentação, fica a observação, que o Atlético sacara Petkovic
e colocara Marques para cair na esquerda, ficando Danilinho no meio, e Castillo
na direita.

Jadílson, de fato, é ótimo lateral, porém a marcação não é seu ponto forte,
sendo que no jogo já havia deixado vários espaços. Claro, que esse é o preço
do avanço, porém, a cobertura daqueles espaços, era uma necessidade de momento.

Jonathan entrou, entrou bem, e o Cruzeiro continuou jogando com inteligência
e equilíbrio. A alteração foi boa, e deu certo.

A torcida deve fazer uma auto-reflexão nas críticas para verificar a justiça
delas, e até mesmo o momento de fazê-las, sob pena de prejudicar um trabalho
do ano.

O coro coletivo insiste em falar que o treinador ?é burro?, porque tirou
o Jadílson, e o Jadílson é bom. Parece simples, não? Simples até demais!
O que não é simples, é lembrar que há muito, muito tempo, o Cruzeiro não
tem um time tão motivado, raçudo, e comprometido nos jogos. Há muito o Cruzeiro
não joga contra o Atlético com tanta motivação, e conquistado tantos resultados
positivos em seqüência, como no ano. Há muito não se vê um time tão bem treinado,
com jogadas pelo meio, e nas laterais com inversões de jogadas, mesmo sem
jogadores brilhantes nas posições.

Faz-se essa observação, para chamar a atenção dos torcedores, que se deixam
levar por ?certezas coletivas de opiniões?, e não pensam com razão sobre
o trabalho do treinador.

Adílson pode mexer mal e cometer erros, mas está longe de ser esse ?burro?
entoado pela torcida, que até parece opinião orquestrada. Os números não
mentem, e os de Adílson no comando do clube são incríveis.

É só um pedido de reflexão, a todo mundo que tem certeza que basta jogar
pra frente que a vitória é certa. O duelo motivado por um tsunami, esse sim,
burro, de ?Jadílson contra Adílson?, tendo a torcida como ?mediadora? não
tem graça nenhuma.

Por fim, parabéns a Fabrício pelo passe do segundo gol a Ramirez, que apagado
na partida, apareceu para dar a vitória ao time azul. E Wagner, de novo,
o comandante do time, melhor em campo.

Que venha o outro Atlético!


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07 07 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxSport
Bola da vez.

Estava demorando para aparecer um culpado. Primeiro, a desculpa foi a altitude,
vexame em Potosi. Depois, veio a história da mística da Bomboneira, vexame
no jogo, e sorte no placar, derrota por apenas um gol, e agora a história
do gramado para justificar a derrota em Recife.

Fico me perguntando quando é que o Cruzeiro vai superar os obstáculos normais
de qualquer partida fora de casa, e atuar como um time que quer algo mais
na competição, a não ser figurar do meio para cima na tabela.

Embora a rodada tenha ajudado o time, e mesmo com a derrota, por mais paradoxal
que possa ser, ele tenha subido de terceiro para segundo, a continuar da
forma como vem atuando, em poucos jogos, oscilará no meio da tabela.

É que a despeito de ter até atuado bem no primeiro tempo, o que se vê da
postura do treinador, é que o temor pela derrota é muito maior que o instigante
desafio da vitória.

Após fazer um primeiro tempo com várias chances boas de gol com Guilherme
e Wágner, e terminar a etapa com a fraca atuação do time de Pernambuco, veio
o segundo tempo com as alterações do treinador.

Ele saca o Jadílson, um lateral ofensivo, quase um ponta antigo, que cria
inúmeras boas jogadas pela esquerda, ao argumento de ele ?dava muito espaço
para as jogadas adversárias?. Vamos à filosofia: quem quer vencer se preocupa
em não levar gols, ou em fazê-los?

Resposta rápida: quem quer vencer, tem como objetivo fazer gols, mas como
o Cruzeiro que vinha bem na primeira etapa, não os fez, o treinador cuidou
de se preocupar em não levá-los, e mudar o sistema das laterais, sacando
Jadílson, e colocando o Marquinhos Paraná que se limita a marcar no seu lugar,
à esquerda, e entrando o lateral direito de origem, Jonathan, que também
só se limita a marcar.

Conclusão: o gol não saiu no primeiro tempo, com o time jogando bem, e o
adversário, que é um time regular e não tinha feito absolutamente nada no
primeiro tempo, não ameaçava o gol azul, e agora o que não faltaria é marcação.
Os dois laterais só na marcação, o meio com todos os volantes, e a criação
só com Wágner.

E faria gol assim? Com o excessivo temor de levar o gol, diante da leitura
feita pelo treinador do jogo, de que ?Jadílson dava muitos espaços em seu
setor?, ele abdicou da postura de fazer o adversário se preocupar com o ataque
do Cruzeiro e da eminente possibilidade de levar o gol, para fortalecer o
sistema de marcação.

A dicotomia é a de sempre: fazer gols ou não levá-los? O treinador insiste
em se preocupar em não levá-los, até porque foi atleta da zaga a vida inteira,
e parece carregar isso para a postura dos times a que treina.

Se o time estava bem, e Jadílson dava espaços, parece ser esse o preço pago
para se criar, e armar jogadas ofensivas, se se quer buscar o gol, não? Para
quê tanta preocupação em levá-los, se mesmo com os supostos espaços de Jadílson,
era o Cruzeiro quem encurralava o Sport?

Não seria mais fácil trabalhar a cobertura aos avanços do Jadílson, do que
abrir mão de sua qualidade nas jogadas ofensivas, já que o time tem tantos
bons volantes? A resposta todos já sabem.

A história se repetiu, o time perdeu rendimento, e mesmo atraindo o adversário
para seu campo, só não levou os gols da derrota, porque o Sport jogou uma
partida fraquíssima, digna de pastelão, como foi o gol da vitória, onde em
jogada cruzada na área, aquele que seria o responsável pela ?cobertura dos
buracos do Jadílson?, Marquinhos Paraná, cabeceia contra o patrimônio.

Ironia do destino? Nada disso, lição escrita a cada desculpa nas justificativas
da derrota do time nas atuações de visitante. E a cada retrocesso nas ações
do time nas renúncias da busca ao gol, mais o treinador vai aumentando a
antipatia do treinador com suas ações mirabolantes, galgadas na suposta leitura
inteligente da partida.

Essa estória todo mundo já viu. E vai continuar vendo. Esse time do Cruzeiro
não luta pelo campeonato. Luta pelo campeonato, aquele time que busca a vitória
em qualquer praça, pagando o preço que for, mesmo que dê espaços em demasia,
e tome os gols, mas sempre em prol da vitória. Flamengo é exemplo claro disso,
quando mesmo abrindo espaços para ganhar do São Paulo, tomou os gols da derrota,
embora buscando a vitória. Perdeu aquele jogo. E os demais? Não é à toa,
que luta pelo hexa campeonato e segue no topo. Tem tudo para consegui-lo,
a se manter a filosofia de vencer onde for jogar.

O time do Cruzeiro, tem tudo para lutar por uma vaga na Libertadores, já
que o campeonato é muito fraco, e os times de cima, Grêmio, São Paulo, Palmeiras,
não tem nada de expressivo, são times fracos, apenas regulares, e sem jogadas
de expressão.

A torcida do Cruzeiro não agüenta mais, mas tem que agüentar. Adílson, a
despeito de sua filosofia covarde como visitante, é bom treinador. E a troca
agora seria terrível, seja pelo desmoronamento de um projeto do ano (que
além da comissão técnica envolve os próprios atletas), seja pela completa
inexistência de substituto, ou mesmo pela esperança de que isso possa mudar,
já que nos outros quesitos ele tem se mostrado muito bom profissional.

Vamos com fé nessa semana decisiva, já que o Ipatinga já aprontou o que tinha
que aprontar, e o Cruzeiro tem que vencê-lo para pontuar e jogar o clássico
no domingo com moral e atitude. Força Cruzeiro!


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30 06 08
Resenha do Mixa -Cruzeiro1x1Sao Paulo
Tabu mantido

Mais um jogo com o São Paulo no Mineirão, e mais um ano sem vitória.

O Cruzeiro jogou bem, com objetivo claro de vencer, tomando a iniciativa
do jogo por todo o primeiro tempo. O São Paulo se limitava a defender desde
o minuto zero, incrível, e por pouco não levou mais do que um gol no primeiro
tempo.

O lado esquerdo da defesa do São Paulo mostrava alguma fragilidade e o time
azul explorava bem aquele setor com jogadas de velocidade. O gol saiu em
uma delas em cruzamento de Jonathan pela direita, e conclusão de Guilherme,
dentro da área, em chute rasteiro, desviado em um dos defensores paulistas
à frente de Rogério, que nada pode fazer.

Acabou o primeiro tempo, e 1x0 foi pouco pelo tanto que o Cruzeiro construiu.
Curioso, é que dava impressão, que à partir disso, o time da casa poderia
devolver a estratégia de receber o impulso do adversário, já que com a vantagem
no placar, não precisaria de tanta iniciativa, e poderia explorar os contra-ataques
na necessidade do São Paulo reverter a desvantagem.

Mas não deu tempo! Em menos de um minuto o Cruzeiro já levava o gol, em jogada
rápida de ataque dentro da área azul, drible de corpo no defensor, e bola
no fundo do gol.

À partir daí, desespero pouco é bobagem. O time da casa voltara para a estaca
zero, tendo de volta toda a dificuldade que teve no primeiro tempo para fazer
seu gol, agravada pela pressão psicológica do baque sofrido com o revés,
e também pelo descontentamento da torcida após cada erro cometido.

Como se tudo isso não bastasse, a cereja do bolo veio com a mexida do treinador:
Saca o único centro-avante de ofício do time, Weldon, para entrada de mais
um meia, na vã e já experimentada e frustrada tentativa de colocar Wágner
no ataque.

Essa estória a gente já viu. Tudo do mesmo jeito, o mesmo filme. Wágner não
funciona no ataque (alguém avise o treinador, urgente!), o adversário sente
a ineficiência e parte pra cima (lembram do jogo do Palmeiras?), e o Cruzeiro
que jogava no Mineirão, parecia jogar no Morumbi, tamanha era a pressão do
São Paulo, que só não saiu com a vitória por conta de uma defesa espetacular
e salvadora de Fábio.

Tem coisas no futebol que a gente não entende. Como pode um ótimo profissional
como o treinador Adílson, que possui tantas qualidades na maioria das variantes
do ofício de treinador, e se diz estudioso do seu time e dos adversários,
não conseguir enxergar que suas alterações na postura tática do time tem
sido INEFICIENTES, para não se dizer equivocadas?

Equívoco na alteração é um conceito muito subjetivo e levaria a várias especulações,
mas a ineficiência é um resultado concreto, que se vê com clareza, aonde
os efeitos estão sendo contrários às pretensões.

Isso, o Adílson que é uma pessoa inteligente tem que enxergar, a despeito
de sua convicção em teses pessoais. Fato é que nos principais jogos em que
o Cruzeiro precisou de uma alteração que lhe desse mais ofensividade, o que
se viu foi justamente o contrário.

Não seria apologia à ousadia, que a despeito de defendê-la, faz parte da
decisão pessoal do treinador, mas da manutenção do padrão do time no momento
em que mais se precisa de agredir o adversário.

Nos jogos com Palmeiras, e agora com o São Paulo, o que se viu, após as alterações,
foi a impressão de o Cruzeiro temer o adversário, e isso qualquer torcedor
não perdoa. Adílson tem que enxergar isso a tempo de evitar a sua degola,
já que está preparando aos poucos a sua forca com suas próprias ações.

Convicção é bom, mas inteligência mais ainda. Adílson não é burro como entoa
a torcida a cada alteração questionável no time, mas tem que aprender a conter
o ímpeto das investidas do torcedor contra ele, ainda que transpondo suas
convicções pessoais em momentos chaves, já que está trazendo a torcida contra
ele. Ontem, se ao sacar Weldon, se recolocasse outro avante, como o Reinaldo
alagoano, ainda que perdesse o jogo, a torcida não o ofenderia em coro como
ocorrido. Onde estaria Jajá ou Camilo naquela hipótese, já que nem o banco
compunham?

Enfim, não é o caso de pedir a cabeça do treinador, como muitos já fazem,
mas é o caso de ele próprio usá-la em seu proveito pessoal, eis que já começa
a ser rotulado como retranqueiro (ontem foi comparado aos berros a Marco
Aurélio, o mestre da retranca, por um torcedor esbravejado a meu lado!),
e provocando ira na torcida, que justamente ou não, não aceita o Cruzeiro,
na condição de time grande, jogar com tanto temor ao adversário, como times
de pouca expressão, agravado por atuar em seus próprios domínios.

Que Adílson enxergue o jogo por outra ótica, além da técnica e de suas convicções
pessoais, antes que seja tarde demais! Torço pra que isso aconteça, já que
o apóio acima de tudo, embora jamais de covardia.





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18 06 08
105 mil associados?!

DE QUE FORMA ESSA TORCIDA PODE MOVER O TIME? ESPAÇO PARA SUGESTÕES À META DE 105.000 ASSOCIADOS NO CARTÃO 5 ESTRELAS

 

Nos últimos dois anos, o departamento de marketing do Cruzeiro, incrementando a força que habitualmente vinha das arquibancadas, começou a invocar o apelo das arquibancadas com o intuito de, realmente, servir de combustível aos ânimos dos atletas dentro do campo.

Ano passado, só faltou o título, uma vez que a sincronia entre a torcida e os jogadores fluiu de forma eficaz, classificando o time para a Copa Libertadores desse ano e de quebra dando cancha e moral para jogadores que disputavam seu primeiro brasileirão (exemplos de Charles, Ramirez, Guilherme, Moreno, etc.).

A campanha “ESSA TORCIDA MOVE O TIME” deu certo dentro de campo. Todavia, uma campanha que teve esse apelo todo e com tamanha repercussão deveria restringir a apenas dentro das quatro linhas?

A partir dessa reflexão, passaremos a abordar nessa coluna como essa torcida vibrante, numerosa e fanática, poderia ajudar não só nos estádios, mas, também e concomitantemente nas divisas dos clubes que posteriormente poderiam ser repassadas através de investimentos em jogadores, centros de treinamento, estádios, sedes, enfim, todo o necessário para uma gestão sem riscos de perda de nossos melhores jogadores durante campeonatos (o que tem se tornado praxe, ano a ano, sob a pecha de “ou fazemos isso ou entramos no vermelho”).

Antes de tudo, gostaríamos de deixar claro – assim como foi amplamente debatido na coluna anterior em que sugerimos uma meta de 1,5% de nossa torcida para adesão ao programa do Cartão 5 Estrelas – que não vemos o futebol apenas pelo que ocorre dentro das quatro linhas, mas também, pelo que ocorre de planejamento antes e depois dos jogos, da fase de planejamento de compra de craques, estádios, sedes, e outros bens que possam engrandecer ainda mais a força azul celeste.

Como essa torcida poderia ajudar o time fora dos estádios?

Se a pergunta fosse fácil de responder, certamente não estaríamos aqui promovendo esse exercício de reflexão, pois, certamente já teria sido implantada por praticamente todos os clubes de futebol.

A busca dessa resposta não pode ser dada através de nós, unicamente, nem mesmo pretendemos tal pretensão, de forma isolada. Entendemos que ninguém poderá mudar nada sozinho, por isso ressaltamos que somente através da comunhão de esforços de todos nós cruzeirenses é que poderemos mudar a mesmice e pasmaceira que inunda o futebol brasileiro.

O nosso departamento de marketing vem, ano após ano, fazendo uma série de eventos diferentes com o intuito de fidelizar a marca e buscar novas divisas para que o clube possa investir na melhoria de seu plantel e até mesmo no patrimônio do clube. Mas a tarefa não é só deles (muito embora sejam pagos para tal fim).

Essa tarefa também cabe a você, torcedor.

Você já se perguntou o que você já fez pelo clube? Se você já é associado ao Cartão 5 Estrelas? Se você ajuda a divulgar os produtos do Cruzeiro? Se você tem ou não críticas construtivas que poderiam ser implantadas ou mesmo serem objeto de reflexão por todos? Se você vai ao campo? Se você já convenceu alguém que não conhece o Cruzeiro a ir? Se você já leu algum relato da história do Cruzeiro?

Na nossa última coluna nesse blog, apontamos uma série de coisas que entenderíamos ser implantadas para o aumento de nossa marca, e, conseqüentemente, aumento de competitividade, títulos e reconhecimento da instituição chamada de Cruzeiro. Várias pessoas acessaram a discussão no blog e manifestaram suas posições, muitos com idéias passíveis de implantação em prol de nosso time. Essa é a idéia. Esse é o nosso ponto de partida. Primeiramente, no campo das idéias, para depois, partirmos para a prática.

Nos jogos, muita gente reclama disso ou daquilo do Cartão 5 Estrelas, muita gente elogia, muita gente compra produtos pirateados, muita gente reclama dos preços das camisas, mas, realmente, resta saber o quanto disso chega àqueles que têm poder de decisão e de que forma isso poderia realmente poderia ser mudado com o fito de agregar ao clube em todos os sentidos.

No nosso entender, mover o time não significa abraçar uma idéia pura e simples, pelo simples fato de que sua obrigação como cruzeirense lhe impõe isso. Muito pelo contrário, o que nos difere dos seres de pena do outro lado da lagoa é justamente a capacidade de discernimento e abstração das situações e suas conseqüências. Temos, todos, que entender que mover o time não é só fazer a sua parte, unitariamente, pronto e acabou: Ë fazer com que todos cruzeirenses tenham noção de sua grandeza e importância no conjunto e que TODOS (sem exceção, do mascote mais novo, ao conselheiro mais antigo) devem trilhar juntos esse caminho de idéias juntamente com o departamento de marketing e com a direção do clube.

Sugestão de idéias que poderiam ser implantadas, divulgação dos benefícios do Cartão 5 Estrelas, divulgar a história do Cruzeiro àqueles que não a conhecem, presentear recém nascidos com uniformes do Cruzeiro, são parte de idéias mínimas que qualquer um pode dar para que possamos atingir ao número sugerido em nossa última coluna de 105.000 associados no plano do Cartão 5 Estrelas.

Já dizia o cantor baiano Raul Seixas com o amigo exotérico Paulo Coelho em uma de suas músicas compostas em conjunto: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, sonho que se sonha junto é realidade”.

Vamos fazer essa realidade acontecer. Vamos nos unir no ideal de 105.000 associados no Cartão 5 Estrelas e fazer a reflexão: O que você pode fazer pelo Cruzeiro? O que podemos fazer em conjunto pelo Cruzeiro? Mandem suas sugestões! Façam o seu papel e ajudem a implantar as boas idéias.

O céu é o limite. No céu há cinco estrelas que carrego no peito.

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