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14 07 08
Resenha do Mixa - Cruzeiro2x1Atletico
Supremacia centenária!

O Cruzeiro venceu o Atlético ontem completando uma seqüência de inúmeros
incríveis contra o maior Rival.

Nos últimos quinze jogos são 10 vitórias, com 3 empates e apenas 2 derrotas.

Foi um jogo muito disputado, com várias boas chances de gols para os dois
times ao longo da partida, porém com inquestionável supremacia do Cruzeiro.

No primeiro tempo, o volume de jogo do time azul foi infinitamente superior,
e o Cruzeiro chegava com velocidade, triangulações, e inversões de jogadas
pelo meio e pelas duas laterais.

Dava gosto a contundência da posse de bola e pressão azul, e a abertura do
placar pelo Atlético veio coroar a seqüência de insistência da defesa cruzeirense
em cometer erros primários de ?brincar onde não se deve brincar?.

Foram pelo menos três jogadas parecidas antes do gol, proporcionadas por
falhas coletivas do sistema defensivo tendo como protagonistas o arqueiro
Fábio e o zagueiro Espinoza, que são jogadores bons, experientes, e sérios,
mas que insistiam em sair jogando em situações desnecessárias, perigosas,
e pela pior alternativa.

Mas a Justiça foi feita com a reação a tempo da equipe celeste com ótima
conclusão do zagueiro Martineli na segunda jogada de pressão após o gol.

O Cruzeiro seguia bem, pressionando e o primeiro tempo terminou de forma
injusta, já que o Atlético deve ter comemorado o encerramento da etapa com
a igualdade, já que passou todo o período sendo pressionado.

No segundo tempo, as coisas se equilibraram e o Atlético teve duas chances
incríveis com Almir, que perdera um gol sozinho, e em outra com intervenção
da zaga azul.

E o Cruzeiro também tivera boas opções como chutes de Wagner, e uma conclusão
incrível perdida por Rômulo já ao fim do jogo, antes do gol da vitória de
Ramirez.

O ponto negativo do jogo, com toda a certeza, foi o coro de xingamentos ao
treinador. Incompreensível a cobrança exaustiva da torcida a qualquer ação
do treinador, seja ela certa ou não.

Não se questiona a legitimidade de crítica ou de manifestação do torcedor,
seja ela qual for. Porém, deve-se ter inteligência e adequação a qualquer
expressão, sob pena de o ato produzir efeitos contrários, operando como ?tiro
no pé?!

Pergunta-se: qual o sentido de se hostilizar o treinador com tanta veemência
a uma substituição, num momento crucial de um clássico como aquele?

Seria aquela, a melhor hora para tanto barulho, que até onde se sabe, só
iria desestabilizar o time e motivar o adversário, ou era mesmo necessário
tudo aquilo? Fica a pergunta no ar.

Para efeito de argumentação, fica a observação, que o Atlético sacara Petkovic
e colocara Marques para cair na esquerda, ficando Danilinho no meio, e Castillo
na direita.

Jadílson, de fato, é ótimo lateral, porém a marcação não é seu ponto forte,
sendo que no jogo já havia deixado vários espaços. Claro, que esse é o preço
do avanço, porém, a cobertura daqueles espaços, era uma necessidade de momento.

Jonathan entrou, entrou bem, e o Cruzeiro continuou jogando com inteligência
e equilíbrio. A alteração foi boa, e deu certo.

A torcida deve fazer uma auto-reflexão nas críticas para verificar a justiça
delas, e até mesmo o momento de fazê-las, sob pena de prejudicar um trabalho
do ano.

O coro coletivo insiste em falar que o treinador ?é burro?, porque tirou
o Jadílson, e o Jadílson é bom. Parece simples, não? Simples até demais!
O que não é simples, é lembrar que há muito, muito tempo, o Cruzeiro não
tem um time tão motivado, raçudo, e comprometido nos jogos. Há muito o Cruzeiro
não joga contra o Atlético com tanta motivação, e conquistado tantos resultados
positivos em seqüência, como no ano. Há muito não se vê um time tão bem treinado,
com jogadas pelo meio, e nas laterais com inversões de jogadas, mesmo sem
jogadores brilhantes nas posições.

Faz-se essa observação, para chamar a atenção dos torcedores, que se deixam
levar por ?certezas coletivas de opiniões?, e não pensam com razão sobre
o trabalho do treinador.

Adílson pode mexer mal e cometer erros, mas está longe de ser esse ?burro?
entoado pela torcida, que até parece opinião orquestrada. Os números não
mentem, e os de Adílson no comando do clube são incríveis.

É só um pedido de reflexão, a todo mundo que tem certeza que basta jogar
pra frente que a vitória é certa. O duelo motivado por um tsunami, esse sim,
burro, de ?Jadílson contra Adílson?, tendo a torcida como ?mediadora? não
tem graça nenhuma.

Por fim, parabéns a Fabrício pelo passe do segundo gol a Ramirez, que apagado
na partida, apareceu para dar a vitória ao time azul. E Wagner, de novo,
o comandante do time, melhor em campo.

Que venha o outro Atlético!


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07 07 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxSport
Bola da vez.

Estava demorando para aparecer um culpado. Primeiro, a desculpa foi a altitude,
vexame em Potosi. Depois, veio a história da mística da Bomboneira, vexame
no jogo, e sorte no placar, derrota por apenas um gol, e agora a história
do gramado para justificar a derrota em Recife.

Fico me perguntando quando é que o Cruzeiro vai superar os obstáculos normais
de qualquer partida fora de casa, e atuar como um time que quer algo mais
na competição, a não ser figurar do meio para cima na tabela.

Embora a rodada tenha ajudado o time, e mesmo com a derrota, por mais paradoxal
que possa ser, ele tenha subido de terceiro para segundo, a continuar da
forma como vem atuando, em poucos jogos, oscilará no meio da tabela.

É que a despeito de ter até atuado bem no primeiro tempo, o que se vê da
postura do treinador, é que o temor pela derrota é muito maior que o instigante
desafio da vitória.

Após fazer um primeiro tempo com várias chances boas de gol com Guilherme
e Wágner, e terminar a etapa com a fraca atuação do time de Pernambuco, veio
o segundo tempo com as alterações do treinador.

Ele saca o Jadílson, um lateral ofensivo, quase um ponta antigo, que cria
inúmeras boas jogadas pela esquerda, ao argumento de ele ?dava muito espaço
para as jogadas adversárias?. Vamos à filosofia: quem quer vencer se preocupa
em não levar gols, ou em fazê-los?

Resposta rápida: quem quer vencer, tem como objetivo fazer gols, mas como
o Cruzeiro que vinha bem na primeira etapa, não os fez, o treinador cuidou
de se preocupar em não levá-los, e mudar o sistema das laterais, sacando
Jadílson, e colocando o Marquinhos Paraná que se limita a marcar no seu lugar,
à esquerda, e entrando o lateral direito de origem, Jonathan, que também
só se limita a marcar.

Conclusão: o gol não saiu no primeiro tempo, com o time jogando bem, e o
adversário, que é um time regular e não tinha feito absolutamente nada no
primeiro tempo, não ameaçava o gol azul, e agora o que não faltaria é marcação.
Os dois laterais só na marcação, o meio com todos os volantes, e a criação
só com Wágner.

E faria gol assim? Com o excessivo temor de levar o gol, diante da leitura
feita pelo treinador do jogo, de que ?Jadílson dava muitos espaços em seu
setor?, ele abdicou da postura de fazer o adversário se preocupar com o ataque
do Cruzeiro e da eminente possibilidade de levar o gol, para fortalecer o
sistema de marcação.

A dicotomia é a de sempre: fazer gols ou não levá-los? O treinador insiste
em se preocupar em não levá-los, até porque foi atleta da zaga a vida inteira,
e parece carregar isso para a postura dos times a que treina.

Se o time estava bem, e Jadílson dava espaços, parece ser esse o preço pago
para se criar, e armar jogadas ofensivas, se se quer buscar o gol, não? Para
quê tanta preocupação em levá-los, se mesmo com os supostos espaços de Jadílson,
era o Cruzeiro quem encurralava o Sport?

Não seria mais fácil trabalhar a cobertura aos avanços do Jadílson, do que
abrir mão de sua qualidade nas jogadas ofensivas, já que o time tem tantos
bons volantes? A resposta todos já sabem.

A história se repetiu, o time perdeu rendimento, e mesmo atraindo o adversário
para seu campo, só não levou os gols da derrota, porque o Sport jogou uma
partida fraquíssima, digna de pastelão, como foi o gol da vitória, onde em
jogada cruzada na área, aquele que seria o responsável pela ?cobertura dos
buracos do Jadílson?, Marquinhos Paraná, cabeceia contra o patrimônio.

Ironia do destino? Nada disso, lição escrita a cada desculpa nas justificativas
da derrota do time nas atuações de visitante. E a cada retrocesso nas ações
do time nas renúncias da busca ao gol, mais o treinador vai aumentando a
antipatia do treinador com suas ações mirabolantes, galgadas na suposta leitura
inteligente da partida.

Essa estória todo mundo já viu. E vai continuar vendo. Esse time do Cruzeiro
não luta pelo campeonato. Luta pelo campeonato, aquele time que busca a vitória
em qualquer praça, pagando o preço que for, mesmo que dê espaços em demasia,
e tome os gols, mas sempre em prol da vitória. Flamengo é exemplo claro disso,
quando mesmo abrindo espaços para ganhar do São Paulo, tomou os gols da derrota,
embora buscando a vitória. Perdeu aquele jogo. E os demais? Não é à toa,
que luta pelo hexa campeonato e segue no topo. Tem tudo para consegui-lo,
a se manter a filosofia de vencer onde for jogar.

O time do Cruzeiro, tem tudo para lutar por uma vaga na Libertadores, já
que o campeonato é muito fraco, e os times de cima, Grêmio, São Paulo, Palmeiras,
não tem nada de expressivo, são times fracos, apenas regulares, e sem jogadas
de expressão.

A torcida do Cruzeiro não agüenta mais, mas tem que agüentar. Adílson, a
despeito de sua filosofia covarde como visitante, é bom treinador. E a troca
agora seria terrível, seja pelo desmoronamento de um projeto do ano (que
além da comissão técnica envolve os próprios atletas), seja pela completa
inexistência de substituto, ou mesmo pela esperança de que isso possa mudar,
já que nos outros quesitos ele tem se mostrado muito bom profissional.

Vamos com fé nessa semana decisiva, já que o Ipatinga já aprontou o que tinha
que aprontar, e o Cruzeiro tem que vencê-lo para pontuar e jogar o clássico
no domingo com moral e atitude. Força Cruzeiro!


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30 06 08
Resenha do Mixa -Cruzeiro1x1Sao Paulo
Tabu mantido

Mais um jogo com o São Paulo no Mineirão, e mais um ano sem vitória.

O Cruzeiro jogou bem, com objetivo claro de vencer, tomando a iniciativa
do jogo por todo o primeiro tempo. O São Paulo se limitava a defender desde
o minuto zero, incrível, e por pouco não levou mais do que um gol no primeiro
tempo.

O lado esquerdo da defesa do São Paulo mostrava alguma fragilidade e o time
azul explorava bem aquele setor com jogadas de velocidade. O gol saiu em
uma delas em cruzamento de Jonathan pela direita, e conclusão de Guilherme,
dentro da área, em chute rasteiro, desviado em um dos defensores paulistas
à frente de Rogério, que nada pode fazer.

Acabou o primeiro tempo, e 1x0 foi pouco pelo tanto que o Cruzeiro construiu.
Curioso, é que dava impressão, que à partir disso, o time da casa poderia
devolver a estratégia de receber o impulso do adversário, já que com a vantagem
no placar, não precisaria de tanta iniciativa, e poderia explorar os contra-ataques
na necessidade do São Paulo reverter a desvantagem.

Mas não deu tempo! Em menos de um minuto o Cruzeiro já levava o gol, em jogada
rápida de ataque dentro da área azul, drible de corpo no defensor, e bola
no fundo do gol.

À partir daí, desespero pouco é bobagem. O time da casa voltara para a estaca
zero, tendo de volta toda a dificuldade que teve no primeiro tempo para fazer
seu gol, agravada pela pressão psicológica do baque sofrido com o revés,
e também pelo descontentamento da torcida após cada erro cometido.

Como se tudo isso não bastasse, a cereja do bolo veio com a mexida do treinador:
Saca o único centro-avante de ofício do time, Weldon, para entrada de mais
um meia, na vã e já experimentada e frustrada tentativa de colocar Wágner
no ataque.

Essa estória a gente já viu. Tudo do mesmo jeito, o mesmo filme. Wágner não
funciona no ataque (alguém avise o treinador, urgente!), o adversário sente
a ineficiência e parte pra cima (lembram do jogo do Palmeiras?), e o Cruzeiro
que jogava no Mineirão, parecia jogar no Morumbi, tamanha era a pressão do
São Paulo, que só não saiu com a vitória por conta de uma defesa espetacular
e salvadora de Fábio.

Tem coisas no futebol que a gente não entende. Como pode um ótimo profissional
como o treinador Adílson, que possui tantas qualidades na maioria das variantes
do ofício de treinador, e se diz estudioso do seu time e dos adversários,
não conseguir enxergar que suas alterações na postura tática do time tem
sido INEFICIENTES, para não se dizer equivocadas?

Equívoco na alteração é um conceito muito subjetivo e levaria a várias especulações,
mas a ineficiência é um resultado concreto, que se vê com clareza, aonde
os efeitos estão sendo contrários às pretensões.

Isso, o Adílson que é uma pessoa inteligente tem que enxergar, a despeito
de sua convicção em teses pessoais. Fato é que nos principais jogos em que
o Cruzeiro precisou de uma alteração que lhe desse mais ofensividade, o que
se viu foi justamente o contrário.

Não seria apologia à ousadia, que a despeito de defendê-la, faz parte da
decisão pessoal do treinador, mas da manutenção do padrão do time no momento
em que mais se precisa de agredir o adversário.

Nos jogos com Palmeiras, e agora com o São Paulo, o que se viu, após as alterações,
foi a impressão de o Cruzeiro temer o adversário, e isso qualquer torcedor
não perdoa. Adílson tem que enxergar isso a tempo de evitar a sua degola,
já que está preparando aos poucos a sua forca com suas próprias ações.

Convicção é bom, mas inteligência mais ainda. Adílson não é burro como entoa
a torcida a cada alteração questionável no time, mas tem que aprender a conter
o ímpeto das investidas do torcedor contra ele, ainda que transpondo suas
convicções pessoais em momentos chaves, já que está trazendo a torcida contra
ele. Ontem, se ao sacar Weldon, se recolocasse outro avante, como o Reinaldo
alagoano, ainda que perdesse o jogo, a torcida não o ofenderia em coro como
ocorrido. Onde estaria Jajá ou Camilo naquela hipótese, já que nem o banco
compunham?

Enfim, não é o caso de pedir a cabeça do treinador, como muitos já fazem,
mas é o caso de ele próprio usá-la em seu proveito pessoal, eis que já começa
a ser rotulado como retranqueiro (ontem foi comparado aos berros a Marco
Aurélio, o mestre da retranca, por um torcedor esbravejado a meu lado!),
e provocando ira na torcida, que justamente ou não, não aceita o Cruzeiro,
na condição de time grande, jogar com tanto temor ao adversário, como times
de pouca expressão, agravado por atuar em seus próprios domínios.

Que Adílson enxergue o jogo por outra ótica, além da técnica e de suas convicções
pessoais, antes que seja tarde demais! Torço pra que isso aconteça, já que
o apóio acima de tudo, embora jamais de covardia.





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18 06 08
105 mil associados?!

DE QUE FORMA ESSA TORCIDA PODE MOVER O TIME? ESPAÇO PARA SUGESTÕES À META DE 105.000 ASSOCIADOS NO CARTÃO 5 ESTRELAS

 

Nos últimos dois anos, o departamento de marketing do Cruzeiro, incrementando a força que habitualmente vinha das arquibancadas, começou a invocar o apelo das arquibancadas com o intuito de, realmente, servir de combustível aos ânimos dos atletas dentro do campo.

Ano passado, só faltou o título, uma vez que a sincronia entre a torcida e os jogadores fluiu de forma eficaz, classificando o time para a Copa Libertadores desse ano e de quebra dando cancha e moral para jogadores que disputavam seu primeiro brasileirão (exemplos de Charles, Ramirez, Guilherme, Moreno, etc.).

A campanha “ESSA TORCIDA MOVE O TIME” deu certo dentro de campo. Todavia, uma campanha que teve esse apelo todo e com tamanha repercussão deveria restringir a apenas dentro das quatro linhas?

A partir dessa reflexão, passaremos a abordar nessa coluna como essa torcida vibrante, numerosa e fanática, poderia ajudar não só nos estádios, mas, também e concomitantemente nas divisas dos clubes que posteriormente poderiam ser repassadas através de investimentos em jogadores, centros de treinamento, estádios, sedes, enfim, todo o necessário para uma gestão sem riscos de perda de nossos melhores jogadores durante campeonatos (o que tem se tornado praxe, ano a ano, sob a pecha de “ou fazemos isso ou entramos no vermelho”).

Antes de tudo, gostaríamos de deixar claro – assim como foi amplamente debatido na coluna anterior em que sugerimos uma meta de 1,5% de nossa torcida para adesão ao programa do Cartão 5 Estrelas – que não vemos o futebol apenas pelo que ocorre dentro das quatro linhas, mas também, pelo que ocorre de planejamento antes e depois dos jogos, da fase de planejamento de compra de craques, estádios, sedes, e outros bens que possam engrandecer ainda mais a força azul celeste.

Como essa torcida poderia ajudar o time fora dos estádios?

Se a pergunta fosse fácil de responder, certamente não estaríamos aqui promovendo esse exercício de reflexão, pois, certamente já teria sido implantada por praticamente todos os clubes de futebol.

A busca dessa resposta não pode ser dada através de nós, unicamente, nem mesmo pretendemos tal pretensão, de forma isolada. Entendemos que ninguém poderá mudar nada sozinho, por isso ressaltamos que somente através da comunhão de esforços de todos nós cruzeirenses é que poderemos mudar a mesmice e pasmaceira que inunda o futebol brasileiro.

O nosso departamento de marketing vem, ano após ano, fazendo uma série de eventos diferentes com o intuito de fidelizar a marca e buscar novas divisas para que o clube possa investir na melhoria de seu plantel e até mesmo no patrimônio do clube. Mas a tarefa não é só deles (muito embora sejam pagos para tal fim).

Essa tarefa também cabe a você, torcedor.

Você já se perguntou o que você já fez pelo clube? Se você já é associado ao Cartão 5 Estrelas? Se você ajuda a divulgar os produtos do Cruzeiro? Se você tem ou não críticas construtivas que poderiam ser implantadas ou mesmo serem objeto de reflexão por todos? Se você vai ao campo? Se você já convenceu alguém que não conhece o Cruzeiro a ir? Se você já leu algum relato da história do Cruzeiro?

Na nossa última coluna nesse blog, apontamos uma série de coisas que entenderíamos ser implantadas para o aumento de nossa marca, e, conseqüentemente, aumento de competitividade, títulos e reconhecimento da instituição chamada de Cruzeiro. Várias pessoas acessaram a discussão no blog e manifestaram suas posições, muitos com idéias passíveis de implantação em prol de nosso time. Essa é a idéia. Esse é o nosso ponto de partida. Primeiramente, no campo das idéias, para depois, partirmos para a prática.

Nos jogos, muita gente reclama disso ou daquilo do Cartão 5 Estrelas, muita gente elogia, muita gente compra produtos pirateados, muita gente reclama dos preços das camisas, mas, realmente, resta saber o quanto disso chega àqueles que têm poder de decisão e de que forma isso poderia realmente poderia ser mudado com o fito de agregar ao clube em todos os sentidos.

No nosso entender, mover o time não significa abraçar uma idéia pura e simples, pelo simples fato de que sua obrigação como cruzeirense lhe impõe isso. Muito pelo contrário, o que nos difere dos seres de pena do outro lado da lagoa é justamente a capacidade de discernimento e abstração das situações e suas conseqüências. Temos, todos, que entender que mover o time não é só fazer a sua parte, unitariamente, pronto e acabou: Ë fazer com que todos cruzeirenses tenham noção de sua grandeza e importância no conjunto e que TODOS (sem exceção, do mascote mais novo, ao conselheiro mais antigo) devem trilhar juntos esse caminho de idéias juntamente com o departamento de marketing e com a direção do clube.

Sugestão de idéias que poderiam ser implantadas, divulgação dos benefícios do Cartão 5 Estrelas, divulgar a história do Cruzeiro àqueles que não a conhecem, presentear recém nascidos com uniformes do Cruzeiro, são parte de idéias mínimas que qualquer um pode dar para que possamos atingir ao número sugerido em nossa última coluna de 105.000 associados no plano do Cartão 5 Estrelas.

Já dizia o cantor baiano Raul Seixas com o amigo exotérico Paulo Coelho em uma de suas músicas compostas em conjunto: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, sonho que se sonha junto é realidade”.

Vamos fazer essa realidade acontecer. Vamos nos unir no ideal de 105.000 associados no Cartão 5 Estrelas e fazer a reflexão: O que você pode fazer pelo Cruzeiro? O que podemos fazer em conjunto pelo Cruzeiro? Mandem suas sugestões! Façam o seu papel e ajudem a implantar as boas idéias.

O céu é o limite. No céu há cinco estrelas que carrego no peito.

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13 06 08
Resenha do Mixa - CruzeiroxPalmeiras
VEXAME HISTÓRICO ? parte 2

Mais um vexame do Cruzeiro.

Pouco mais de dois meses após o vexame de Potosi, o time leva outra goleada,
em outro jogo bizonho.

Ocorre, que o vexame de hoje, não se limitou ao elástico do placar, mas à
forma como as coisas aconteceram e poderiam ter acontecido.

Há muito se tem defendido o treinador aqui nesse espaço, e vamos continuar
defendendo, já que muitas são as suas qualidades, representadas não só pelos
números que ostenta, mas também pelo espírito de luta, entrega, e comprometimento
passado por ele a seus comandados.

Viu-se muito exagero em críticas despropositadas em ocasiões passadas, com
as quais não se pode concordar. Por outro lado, ele não é imune de críticas,
e ontem, na avaliação que foi feita, seus erros foram determinantes pela
goleada.

Não pela escalação do time, ou pelo erro infantil do zagueiro no lance da
penalidade. O que mais causou perplexidade foi a sua atitude diante das adversidades
que foram ocorrendo ao longo da partida.

O time entrou bem, começou comandando o jogo e abrindo o placar em lance
de penalidade máxima convertida por Guilherme. Antes disso já tinha conseguido
boas chances de ataque, e Marcinho estava muito bem na frente.

O jogo seguia 1x0 e o Cruzeiro dava impressão de dominar a partida, controlando
bem as ações do Palmeiras, e triangulando as jogadas de ataque, até o lance
capital do jogo. O Palmieras ataca em velocidade com Valdívia que avança
pela grande área, e quando se aproxima da pequena área para fazer o gol,
é derrubado por trás pelo zagueiro Tiago Martineli que fora expulso na ocasião.

O pênalti foi marcado corretamente e a expulsão da mesma forma. Infantilidade
do zagueiro em cometer a falta sabendo da regra nessa ocasião, já que era
o último jogador, e pagou o preço da regra. Fica a pergunta oposta, se ele
não tivesse feito nada, se não seria questionado pela omissão. Enfim, lance
de jogo, coisa normal.

Até acredita-se que a melhor opção de jogo seria o zagueiro Léo Fortunato,
pela qualidade e pelo físico, mas o treinador convive diariamente com seus
atletas e deve saber bem de nuanças de cada um para escolher o melhor em
campo.

Fato é que essas particularidades não são creditadas ao treinador. O que
se torna incompreensível, é o que ocorreu à partir daí. Dos 35 minutos do
primeiro tempo até o encerramento, o que se viu foi uma esmagadora pressão
do Palmeiras sobre o Cruzeiro que ficou completamente perdido em campo, e
não conseguia passar do meio-campo com a bola. O treinador foi obrigado a
sacar o atacante Marcinho momentos antes para recompor sua defesa, com a
entrada de Léo Fortunato, mas à partir daí o time não conseguiu mais jogar.

Foram quase 20 minutos de massacre. Fim do primeiro tempo e o alívio pela
permanência do empate, que já não era mais justo face a opressão imposta
pelo time verde. Mas o que a torcida não podia esperar, é o que ocorreu no
segundo tempo.

O treinador azul saca o atacante Guilherme e coloca outro volante, o contestado
Henrique. Ou seja, à partir dali, o massacre que já era fulminante, tornou-se
incontrolável, já que Luxemburgo, vendo a covardia do adversário em jogar
sem nenhum atacante, frise-se, o time passou a jogar sem nenhum jogador de
frente, mandou sua equipe mais ainda para a frente, e o que se viu à partir
de então foi uma covardia.

Com o time do Cruzeiro todo atrás e sem conseguir jogar, os gols palmeiras
foram só uma questão de tempo. Depois de tomar a virada, e o terceiro gol,
Adílson ainda sacaria Wagner, para aí sim colocar um atacante, Weldon, mais
já era muito tarde.

O que espanta, e é questionado, não são lances isolados de jogo, ou escalação
do time. O que causa muita perplexidade é o treinador, que se diz estudioso
do futebol, não fazer a leitura das causas da derrota, ou seja, de postura!

Em entrevista coletiva, ele afirma não ter errado, ter agido certo, e questionado
sobre a inexistência de atacantes quando das substituições, argumentou que
pensava fazer um gol em um ?lance esporádico?. Disse mais, que os gols se
deram em falhas individuais, e são coisas normais de jogo.

Adílson, você está enganado. Os gols tomados não foram falhas individuais.
Foram falhas coletivas, de um time que se amedontrou, se apequenou, e pretendeu
não mais jogar futebol. Quando isso ocorre, a equipe pressionada, invariavelmente
falha mesmo e sempre leva gols. Isso sim é que é coisa normal de futebol.


O que não é coisa normal de futebol é levar duas goleadas de 5 em dois meses
para equipes medianas, e elas se devem à postura tática de omissão e covardia
do time nas situações de adversidades, sempre quando atuante como visitante.

Concluindo, não dá para creditar a derrota à expulsão do zagueiro. Isso vai
acontecer ao longo do campeonato. Não se pode abdicar do futebol quando se
perde um atleta, principalmente quando seu adversário sente o cheiro do medo.

Adílson, aqui quem te critica, é um fã seu. Reconheça e aprenda com os erros,
porque mesmo com todo apoio, a se continuarem essas posturas questionáveis
quando visitante, uma hora a coisa pode se tornar insustentável. A torcida
estamos com você, mas faça uma auto reflexão da postura do time para que,
mesmo perdendo de 7, como você sugeriu, não fique a impressão de um time
covarde, e abdicou o futebol para tentar o resultado ao acaso!

Fábio não teve culpa nos gols, todos de falhas coletivas da defesa, que mesmo
com os zagueiros recompostos e os quinhentos volantes, não conseguia fazer
o time jogar. Fica a boa impressão do jogo apenas do atacante/armador Marcinho,
e do jogo discreto de Wagner e Guilherme.Que venha o Figueirense e que o
time consiga se reerguer!



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12 06 08
Cruzeiro 2x1 Palmeiras - Uma muralha chamada Dida!
Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras Uma muralha chamada Dida

            Em 1996, o Palmeiras tinha montado um time espetacular, talvez o melhor de sua história. No Campeonato Paulista, em que tinha acabado de se sagrar campeão, o Palestra Paulista tinha feito uma média assombrosa de mais de três gols por partida, ultrapassando a marca dos 100 gols no Campeonato. Comandados pelo técnico Wanderlei Luxemburgo, o time palmeirense tinha se consagrado por atacar sempre, mesmo vitorioso, e por seu meio de campo sensacional, comandado por craques como Rivaldo, Djalminha e Muller. Esse time parecia jogar por música e lembrava o carrossel holandês, que encantou o mundo na Copa de 1974. Na Copa do Brasil, o Palmeiras foi eliminando seus adversários com a mesma facilidade vista no Campeonato Paulista, passando pelo grande rival do Cruzeiro, o Atlético Mineiro, em uma das fases. No jogo contra o Atlético, que tomava uma goleada, um lance ficou marcado: um jogador do Atlético ia entrar em campo já no final do jogo e, quando um repórter lhe perguntou o que iria fazer, respondeu que ia “tentar fazer alguma coisa, mas contra este time palmeirense é difícil!” Pode parecer chacota hoje, mas era o pensamento geral na época. O Palmeiras parecia invencível, principalmente para a imprensa paulista.

            Por sua vez, o Cruzeiro avançou mineiramente pela Copa do Brasil daquele ano, eliminando seus adversários com o talento do meio campo Palhinha, que veio do São Paulo, e com o espetacular goleiro Dida, que era uma barreira quase intransponível. No Brasil, o Palmeiras tinha a preferência absoluta ao título, principalmente depois do empate por 1 a 1 no primeiro jogo das finais, disputado no Mineirão. Mais uma vez, a imprensa paulista desrespeitava o time mineiro, contando com uma goleada fácil no jogo da volta. A torcida palmeirense compareceu em massa, esperando comemorar o título; porém, um fato passou despercebido por quase todos: um dos maestros do time, e talvez o jogador palmeirense mais importante, o veterano Muller, não iria jogar, por problemas contratuais, já que tinha acertado sua transferência para o São Paulo. A diretoria palmeirense comeu mosca, mais por causa da prepotência, porque achavam que o jogo iria ser fácil e que o título já estava na mão!

            O jogo começou e a festa palmeirense parecia ser apenas uma questão de tempo – aos 5 minutos, o Cruzeiro perdeu a bola no meio de campo. O lateral esquerdo Junior lançou para o meia Djalminha. Este tocou rápido na ponta para Rivaldo, que havia se deslocado nas costas do lateral cruzeirense Vitor; este, na subida para o ataque, tinha desguarnecido a defesa. Rivaldo, com a classe que lhe era peculiar, fez um cruzamento certeiro para o centroavante Luisão tocar de primeira e abrir o marcador.

            A torcida palmeirense comemorava, esperando um placar delatado, mas, do outro lado do campo, o Cruzeiro honrava como poucos a sua gloriosa história. Não era uma academia como a dos anos 60 e 70; ao contrário, tinha o que poucos times tinham: a raça dos vencedores corria no sangue dos atletas. Surpreendentemente, os mineiros partiram para cima e Palhinha perdeu uma boa oportunidade, chutando forte, rente à trave de Veloso. Aos 25 minutos, o estádio Palestra Itália se calou: o volante Amaral perdeu a bola para Roberto Gaúcho, que penetrou e bateu firme por baixo de Veloso para empatar a partida!

            O silêncio tomou conta do estádio, e os poucos cruzeirenses comemoravam. Longe dali, em Belo Horizonte, o céu novamente se iluminou com fogos de artifício. Mas, dessa vez, quem os soltava eram os torcedores celestes.

            O primeiro tempo acabou com o jogo empatado, o que levaria a decisão para os pênaltis. O técnico palmeirense, Wanderlei Luxemburgo, corajoso como sempre, tirou o zagueiro Cláudio e colocou o centroavante Reinaldo, velho conhecido da torcida cruzeirense – o mesmo da batalha contra Ronaldinho. Pelo lado cruzeirense, o time era o mesmo. Depois do reinício da partida, a cada minuto que se passava, os torcedores pareciam acreditar mais no título. Então a estrela de Dida começou a brilhar; foram inúmeras defesas milagrosas. Seguidamente, os atacantes palmeirenses perdiam gols incríveis nas mãos do jovem goleiro baiano, um deus de ébano. Embaixo das traves, Dida voava de um lado ao outro do gol. Aquela atuação cativante do goleiro cruzeirense parecia tirar o ânimo do Palmeiras e a paciência da torcida. Os narradores da transmissão televisiva torciam descaradamente para o time palmeirense, mas o jogo parecia decidido pelos deuses do futebol; afinal, com Dida naquela forma esplendorosa, a decisão nos pênaltis era favorável aos mineiros. Mas as penalidades não seriam necessárias, já que o campeão sairia nos noventa minutos da partida!

            No final do jogo, Roberto Gaúcho fez um cruzamento despretensioso na área. O goleiro palmeirense Veloso subiu para segurar a bola, mas ela, caprichosamente, escapou de suas mãos, caindo nos pés do matador Marcelo Ramos, que tocou para o fundo das redes! Era o gol do título, o gol histórico! Agora, para ser campeão, o Palmeiras teria que passar por Dida, não uma, mas duas vezes, o que era impossível naquela noite.

            O juiz apitou o final da partida e o Cruzeiro se sagrou bicampeão da Copa do Brasil, calando mais uma vez a imprensa paulista, que parecia não aprender a lição. Os jogadores se abraçavam e comemoravam, enquanto Belo Horizonte virava o palco de uma grande festa. No dia seguinte, mais de 100 mil pessoal foram receber os heróis e comemorar o título nas ruas de BH, debaixo de uma chuva de papel picado. Sem dúvida nenhuma, o Cruzeiro fazia jus ao refrão do seu hino: “Cruzeiro, Cruzeiro querido / tão combatido / jamais vencido!”

•Escalação:

Cruzeiro: Dida, Vítor, Gelson, Célio Lúcio e Nonato, Fabinho, Ricardinho, Gleison e Palhinha (Edmundo), Marcelo e Roberto Gaúcho – Téc. Levir Culpi

 

Palmeiras: Veloso, Cafu, Sandro, Cléber e Júnior, Cláudio (Reinaldo), Amaral, Marquinhos (Cris) e Djalminha, Luizão e Rivaldo – Téc. Wanderlei Luxemburgo

 

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10 06 08
Cartao 5 Estrelas

Nesta terceira coluna sobre os temas derivados da abordagem sobre “marketing esportivo” resolvemos tocar em um assunto para nós de suma importância para um clube de futebol e que acreditamos que e uma grande ferramenta de receita para o clube. Estamos falando dos cartões de fidelidade com os torcedores, no nosso caso o chamado “cartão 5 estrelas” – cartão que foi lançado na época do ex diretor de MKT Paulo Nélio, que por sinal, fez um belo trabalho no ano em que exerceu sua função no clube

No caso, queremos, aqui na coluna, ressaltar sua importância, seus benefícios e também contribuirmos com idéias, para que os cartões possam ser adquiridos, cada vez mais, por cruzeirenses, que, além de contribuir, se tornem o orgulho do torcedor cruzeirense.

Comecemos por mostrar a importância de fazer parte deste projeto pioneiro no Brasil.

Vem se tornando prática e discurso recorrente que, a cada dia que passa temos que vender um ou mais jogadores por ano, para que o déficit  anual no clube, de 20 milhões seja pago sem prejudicar o patrimônio e a saúde financeira do Cruzeiro.

Obviamente, como torcedores queremos ver títulos e times competitivos, contudo, e para isso temos que nos conscientizar que precisamos fazer mais pelo clube.

Escutamos que vários clubes europeus possuem 70, 80, 100 e ate 170 mil sócios, como por exemplo o Barcelona que possui um quadro numeroso de sócios. Daí nos perguntamos: Será que com uma torcida de 7milhoes de torcedores não conseguimos fazer com que, no mínimo, 1,5% dela possua o “Cartão 5 Estrelas”?

Referido percentual representa apenas 105 mil torcedores, potenciais contribuintes, ou seja, quase o mesmo numero do público presente no Mineirão, no jogo contra o Sporting Cristal, em 1997, na final da Copa Libertadores (sem contar os milhares de torcedores que não tiveram como ir a campo).

Em valores podemos chegar a seguinte conclusão: atualmente temos dois tipos de “Cartão 5 Estrelas”. O branco que custa R$ 18,00 reais mensais e o azul com o preço de R$33,00.

Através de um cálculo simples: 105mil(associados) x R$18,00 (considerando que todos adquirissem somente o branco), teríamos o seguinte valor arrecadado mensalmente de R$1.890.000,00 e este valor apurado num ano chegaria na incrível marca de R$22.680.000,00. Resolveria nosso déficit de 20Mi anual e ainda sobraria verba para investimentos e com certeza para a vinda de craques mais gabaritados, o que, por conseqüência lógica e mais títulos em nossa sala de troféus.

Porém se a dedução matemática fosse a mesma para o convencimento das vantagens do referido produto, estaríamos bem demais. Todavia, nos deparamos diante da seguinte encruzilhada: Como conseguiremos chegar a este numero de 105mil sócios? Quais deveriam ser as medidas a serem implementadas para chegarmos nos números retro propostos?

Bem, daí vem a parte mais importante que o MKT e o torcedor, deveriam trabalhar.

Acerca do produto “Cartão 5 Estrelas”, entendemos que para que ele possa alcançar os referidos números, ele  tem que ser atrativo, com bastante benefícios, com descontos em lojas conveniadas, porém, em mesmo grau de importância, reputamos que seria muito mais importante trabalhar o lado cultural do torcedor especialmente no sentido de mostrar como pequenas atitudes quando somadas podem retratar uma grandeza sem precedentes.

Nesse último sentido queremos dizer que: devemos participar de forma ativa na vida do clube, se realmente amamos e fazemos de tudo por ele. Sair do discurso e colocar em prática, independentemente se o time estiver bem ou não, esqueça isso, faça como um compromisso inadiável.

Esta sim e uma relação de lealdade que deve ser disseminada pelo MKT e pelo torcedor. Vejo investimentos em propaganda, em revistas há alguns anos e não acreditamos nesta fórmula, até porque referidos meios não atacam todos os flancos que precisamos para atingir referida marca, muito menos entendemos não constituírem meio potente para a fidelização da marca “Cartão 5 Estrelas”.

Fazer exatamente o que o Internacional de Porto Alegre vem fazendo com seus torcedores. Um trabalho de boca a boca, de conscientização que já atraiu 70mil sócios e tem o objetivo de alcançar ate o próximo ano a marca de 100mil, no ano do seu centenário.

Esta parte da lealdade, deveria começar, ainda, quando neném. No nosso entender, assim que o filho nascesse, o pai já adquirisse um cartão infantil, por um preço simbólico de R$5,00 que poderia fazer parte de um plano família, por exemplo, aonde o pai pagasse o valor integral e o dependente pagasse um valor diferenciado, o que, vem sendo utilizado há anos pelo Barcelona em seu plano de sócios.

Com isso a possibilidade desta criança, quando alcançasse a adolescência, deixar de pagar seu cartão 5 estrelas, seria mínima, o vinculo e antigo e o amor pelo clube já estaria enraizado.

Um ponto falho no nosso ponto de vista é a falta de um cartão para todos aqueles cruzeirenses que moram fora do estado, que não tem a oportunidade de seguir nosso time no Mineirão, mas que tem interesse em contribuir, com um valor menor. Talvez um cartão no valor de R$ 10,00 para estes que moram no exterior, em outros estados ou até mesmo para aqueles que moram no interior.

Sabemos que o número de interessados pelo cartão aumentou consideravelmente enquanto disputávamos a libertadores, isso porque as dificuldades em comprar o ingresso eram grandes e boa parte se aproveitou para se cadastrar e adquirir o ingresso. Com todo o respeito, ainda que a conveniência pela facilidade de adquirir o ingresso tivesse motivado um aumento na aquisição do “Cartão 5 Estrelas” temos que pensar outros meios de atrair novos clientes, ainda mais quando se sabe que (infelizmente) não é todo ano que temos uma competição como essa.

 Ótima noticia, se o time disputa títulos, ou campeonatos importantes, vez que a conseqüência é que a torcida se anima e quer comprar, ou seja, passa gerar divisas para o clube. Este trabalho de manutenção e fundamental, até porque sai muito mais barato manter um cliente do que conquistar um cliente.

Percebemos algumas mudanças no cartão, como a aquisição de benefícios pela internet e celular, a possibilidade de em grandes jogos, assistir a partida no espaço característico da torcida do cruzeiro, isso faz a diferença, e também e uma jogada inteligente do MKT.

Queremos contribuir e informar aos torcedores celestes sobre a importância de participar ativamente do clube que amamos. Este também e o papel do torcedor.

Pare, pense e e reflita! Temos a certeza que sendo racional, você irá adquirir o seu. Vamos ter o orgulho de se sentir parte do sucesso deste time que nos dá tantas alegrias e que somos apaixonados.

Um abraço 5 estrelas!

 

Bruno Bechelany e Rafael Pena

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